Rev. Hernandes Dias Lopes

O Messias foi prometido mesmo nos refolhos da eternidade. Ainda não havia céus nem terra, quando em seu conselho eterno, Deus decidiu enviar seu Filho ao mundo. Os anjos ainda não haviam ruflado suas asas nem os astros haviam brilhado no firmamento quando a promessa do Salvador já havia sido lavrada. Toda a história da humanidade foi uma preparação para a chegada do Redentor. Ele é a semente da mulher. Ele é o cordeiro da páscoa. Ele é o verdadeiro maná que desceu do céu e a verdadeira água que brota da rocha. O tabernáculo era um símbolo dele. A arca da aliança apontava para ele. As festas de Israel eram sombras dele. O sábado era promessa do verdadeiro descanso que só ele oferece.

Deus preparou o cenário mundial para a chegada do seu Filho. Através do povo judeu, Deus trouxe a revelação especial. Através dos gregos Deus trouxe uma língua universal. Através dos romanos Deus trouxe a paz sob o pálio de um só governo. Na plenitude dos tempos, o Messias nasceu de mulher e sob a lei para ser o nosso Redentor. O Deus transcendente tornou-se imanente e fez-se carne. Ele a si mesmo se esvaziou e a si mesmo se humilhou. Ele sendo Deus se fez homem, sendo Rei dos reis se fez servo, sendo rico se fez pobre, sendo santo foi feito por pecado por nós, para morrer a nossa morte, a fim de nos dar a vida eterna.

O anjo Gabriel foi enviado a Nazaré, para comunicar a Maria, uma jovem desposada com o carpinteiro José, que ela seria a mãe do Salvador. Viria sobre ela a sombra do Altíssimo, e por obra do Espírito Santo, ela conceberia e daria à luz o Filho do Altíssimo. Por determinação divina, o Messias deveria nascer em Belém da Judeia. Por isso, José e Maria deslocam-se de Nazaré para Belém, e ali, na casa do pão, nasceu o pão da vida. Ali naquela noite de Natal, nasceu o Sol da justiça, trazendo salvação em suas asas. Naquela noite houve festa nos céus e alegria na terra. O anjo do Senhor comunicou aos pastores de Belém, que era portador de uma grande notícia, que seria o motivo da alegria para todos os povos. Acabava de nascer o Salvador, o Messias, o Senhor.

Na cidade de Belém não havia lugar para Jesus nascer. Em Jerusalém, o rei Herodes fica alarmado ao saber que um menino nascera para ser o rei dos judeus. Os escribas e principais sacerdotes, mesmo conhecedores das profecias, demonstraram total desinteresse em ir a Belém adorar o menino Jesus. Porém, os magos do Oriente, viram sua estrela e vieram para adorá-lo, trazendo-lhe seus presentes e reconhecendo ser ele o profeta, o sacerdote e o Rei.

Passados mais de dois mil anos, ainda celebramos o nascimento de Jesus. Isso, porque ele está vivo. Ele está no trono e voltará. Ele é o Sol da Justiça, que ilumina o nosso coração e dirige os nossos passos. Ele é a verdadeira luz que vinda ao mundo ilumina a todo homem. Nós que estávamos em trevas, vimos a sua luz. Nós que andávamos cegos e errantes fomos iluminados. Nós que vivíamos no império das trevas, em terrível cegueira, tivemos nossos olhos abertos e nossa alma aquecida pelo fulgor da sua luz.

Jesus é o Sol da Justiça. Sua luz brilha nas trevas e as trevas não podem prevalecer sobre essa luz. Jesus é o Salvador do mundo e não há outro nome dado entre os homens pelo qual importa que sejamos salvos. Jesus é o Messias esperado, de quem os patriarcas falaram e para quem os profetas apontaram. Jesus é o Senhor do universo, diante de quem todo joelho deve se dobrar e toda língua deve confessar que ele é o Senhor para a glória de Deus Pai. Hoje celebramos o nascimento daquele que é a nossa alegria, a nossa paz, a nossa justiça, a razão da nossa vida!

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