Pastorais

O FUTURO DO BRASIL DEPENDE DO SEU VOTO

Um país democrático escolhe seus governantes através do voto popular. Como todos são iguais perante a lei,
o voto do indivíduo mais pobre vale tanto quanto o voto da pessoa mais rica e o voto do homem iletrado
vale tanto quanto o voto do homem mais culto. O voto é um privilégio e uma responsabilidade. O voto é
uma escolha pessoal e intransferível. Ao darmos nosso voto estamos delegando à pessoa eleita o direito de
nos representar. Então, é importante saber o histórico de vida do candidato, seus valores, sua ideologia e
suas práticas. Nesse sentido, como cristãos não devemos apoiar as seguintes agendas:

Em primeiro lugar, não podemos apoiar o aparelhamento do Estado para práticas de corrupção. A
corrupção é um mal devastador. O conluio dos poderosos para desviar recursos públicos, que devem servir
ao povo, para engordar a conta bancária dos endinheirados é uma infâmia. O profeta Miquéias, sete séculos
antes de Cristo, já havia denunciado essa prática: “As suas mãos estão sobre o mal e o fazem diligentemente;
o príncipe exige condenação, o juiz aceita suborno, o grande fala dos maus desejos de sua alma, e, assim,
todos eles juntamente urdem a trama” (Mq 7.3).

Em segundo lugar, não podemos apoiar a política abortista. Precisamos defender o direito à vida e não a
cultura da morte. A vida começa na concepção. Arrancar um bebê do ventre materno como se fosse uma
verruga pestilenta é um crime hediondo. É transformar o mais sagrado templo da vida, o ventre materno,
num patíbulo de horror. É assassinar um inocente com requintes de crueldade. É privar um ser humano do
mais sagrado dos direitos, o direito à vida. Aborto é uma quebra do sexto mandamento da lei de Deus: “Não
matarás”.

Em terceiro lugar, não podemos apoiar a legalização das drogas. As drogas geram dependência,
escravizam e matam. As drogas são um pesadelo para as famílias e trazem sérios danos à nação. A apologia
das drogas é uma afronta ao bom senso, uma conspiração contra a família e uma agenda que entorpece a
nação. Os governantes precisam proteger o indivíduo, velar pela família e cuidar da nação em vez de
entregar seus cidadãos às drogas que arruínam a mente, adoecem o corpo e assolam a família.

Em quarto lugar, não podemos apoiar a invasão de propriedade privada. Precisamos respeitar a vida, a
honra, o nome e os bens do próximo. Apoiar, incentivar e patrocinar invasores de terras é promover a
desordem no campo e abrir a porteira para a violência. O respeito à propriedade privada é um pilar sagrado
da democracia. Portanto, qualquer partido político ou candidato que aprova, apoia e patrocina essa prática
está na contramão da ordem e do progresso.

Em quinto lugar, não podemos apoiar ditaduras. Não basta sermos um país democrático, precisamos, de
igual modo, rejeitar os regimes ditatoriais dentro de nossa fronteira e fora dela. Financiar ditaduras é uma
prática desumana. Aplaudir e dar sustentação a ditadores é uma violência aos direitos fundamentais, a que
todos devem ter direito. Não podemos apoiar políticos que flertam com o comunismo. O marxismo cultural,
o socialismo e o comunismo não deram certo em lugar nenhum. Onde há ditadura há escassez de liberdade.
Onde o socialismo se estabelece, reina a pobreza. Onde o comunismo domina, a fé cristã é duramente
perseguida.

Que o povo brasileiro peça a Deus discernimento e sabedoria para escolher os seus governantes, tendo a
consciência de que, “feliz é a nação cujo Deus é o Senhor” (Sl 33.12).

Rev. Hernandes Dias Lopes