Rev. Hernandes Dias Lopes.

O apóstolo Paulo, na conclusão da sua carta aos Romanos, faz a mais longa saudação de todas as suas cartas. Nessa conclusão, ele cita várias pessoas e algumas famílias que estavam a serviço de Deus. Essas pessoas e essas famílias servem de exemplo para nós ainda hoje. Voltemos ao passado e aprendamos com esses irmãos e irmãs que nos precederam.

1. Casas abertas para acolher (Rm 16.3-5,14,15)

Priscila e Áquila foram cooperadores do apóstolo Paulo. A casa deles era um local de reunião, onde a igreja de Deus se congregava. Tanto em Corinto quanto em Roma a casa de Priscila e Áquila era um santuário, onde a igreja se reunia. Eles eram hospitaleiros e acolhedores. Faziam da casa deles uma extensão da igreja e um porto seguro para as pessoas buscarem refúgio em Deus. Esse casal abriu seu lar para hospedar a igreja de Deus, arriscando a própria vida, pois aquele era um tempo de perseguição. Nos versículos 14 e 15, o apóstolo Paulo cita mais duas casas, onde grupos da igreja se reuniam para adorar a Deus e proclamar sua Palavra.

Hoje, precisamos de famílias que abram as portas da sua casa para que o evangelho de Cristo seja também proclamado. O lar é um dos principais instrumentos na evangelização do mundo. Não podemos abrir mão de fazer da nossa casa uma extensão da igreja do Deus vivo.

2. Corações abertos para consolar (Rm 16.13)

O apóstolo Paulo faz referência à mãe de Rufo como uma mulher que cuidou dele como se fosse sua mãe. Essa mulher que recebe elogio tão fosse sua mãe. Essa mulher que recebe elogio tão auspicioso nem tem seu nome citado na terra, mas certamente era conhecida no céu. Há grandes nomes no Reino de Deus que permanecerão incógnitos na terra e anônimos na história. É algo maravilhoso investir na vida dos filhos de Deus, ser bálsamo para os que sofrem, ser âncora para os que enfrentam as tempestades da vida. A mãe de Rufo foi uma mãe para o apóstolo Paulo. Esse bandeirante do Cristianismo encontrou nessa mulher um apoio, um encorajamento, que só uma mãe era capaz de lhe dar.

Temos o grande desafio de sermos abençoadores. Devemos abrir não apenas a nossa casa, mas também o nosso coração para encorajarmos as pessoas. Nossa língua precisa ser medicina que leva cura; nossas palavras precisam ser mel que alimenta; nossos atos precisam ser gestos altruístas que abençoam.

3. Mãos abertas para trabalhar (Rm 16.3,6,9,12)

O apóstolo Paulo cita várias pessoas que foram suas cooperadoras no trabalho de Deus, gente que pôs a mão no arado, que se diligenciou para fazer a obra de Deus. Priscila e Áquila foram seus cooperadores (Rm 16.3). Maria é citada como uma irmã que muito trabalhou pela igreja de Roma (Rm 16.6). Urbano era cooperador de Paulo em Cristo (Rm 16.9). Trifena e Trifosa trabalhavam no Senhor e Pérside muito trabalhou no Senhor (Rm 16.12). A igreja de Deus deve ser uma equipe de trabalhadores. Deus nos dá a salvação e nos chama para o trabalho. Temos o privilégio de sermos cooperadores de Deus no estabelecimento do seu Reino.

6 Comentários

  1. Pr.Hernandez Dias,
    Primeiramente quero dizer que é muito bom ouvir suas pregações, Deus o abençoe.
    Ha alguns anos moro nos EUA.
    Desde que nasci frequentei à CCB, primeiro levada pelas mãos dos meus avós e pais, que eram cooperadores (pastores) da igreja, depois , acostumada pelo ir, fui por mim Mesma, apesar de ser atormentada pelo pavor de perder a salvação e queimar no fogo do inferno ao não obedecer a doutrina da igreja.
    Até um dia que minha amiga começou a chamar minha atenção para as mudanças que estavam acontecendo na denominação.
    Pontos de doutrina como a Bíblia apenas contem a palavra de Deus, portanto é passiva de erros (a palavra de Deus), mudança no hinário para adaptar às mudanças ocorridas, e a falta de conhecimento bíblico dos próprios pregadores.
    Não conseguia mais sentir comunhão ali, então não mais frequentei a denominação.
    Agora estou aqui assistindo vídeos de Paulo Júnior, Luiz Sayão, Marcos Sales, Rev. Augustus Nicodemus, Mario Persona, Rodrigues Silva, e os seus.
    Como não domino o idioma e não quero dizer amem ao que não entendo fico “desigrejada “, o que não é muito confortável e me faz sentir meio que solitaria.
    Tenho uma igreja “reformada” por perto mas tenho receio de bater na porta errada, de novo.
    Desculpe me alongar tanto mas precisava falar com uma pessoa tão equilibrada e conhecedora da Palavra de Deus como o senhor. Deus abençoe.

Deixe uma resposta

Seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios estão marcados *

Postar Comentário