O vale escuro do suicídio

Renato e sua noiva estavam conversando animadamente no apartamento da família quando, mais uma vez, entraram em atrito, passando para uma séria discussão.  Ela estava tão cansada de seus desentendimentos que decidiu terminar o noivado de uma vez.  Não aguentava mais!

Atirando a aliança em direção a Renato, virou-se, saiu e bateu a porta do apartamento.  Desta vez ela estava falando a sério, e não pretendia voltar atrás.

Chorando, nem esperou o elevador.  Desceu as escadas do prédio, mas não esperava ver o que a aguardava ao chegar à rua.  Em minutos, uma multidão se amontoava junto a calçada para ver algo que ela não conseguia bem enxergar.  Os rostos estavam tensos e chocados.  Alguns se viravam, para não ver.

Curiosa, abriu caminho entre as pessoas e ficou petrificada ao reconhecer a camisa que Renato estava usando, vestindo o corpo ensanguentado e ainda quente.  Ele havia se jogado do oitavo andar, da janela do apartamento, num momento de desespero pelo rompimento do noivado.

As sirenes da polícia e o Corpo de bombeiros já se faziam ouvir, bem próximos, e Renato logo foi socorrido, sendo levado para o Pronto Socorro de um grande hospital.  A luta dos médicos por sua vida foi grande, mas conseguiram salvá-lo.  Mas as sequelas da tentativa do suicídio ficaram gritando em seu corpo ferido: ele estava tetraplégico.

Seus olhos espantados falavam do medo, da insegurança e do arrependimento. Renato não queria morrer.  Só queria acabar com aquela dor da rejeição. Em um ato impensado, tornara-se prisioneiro de seu corpo até o fim de seus dias.  Em seus trinta anos de vida, a dor da alma e o desespero sufocavam seu coração.  Agora, sim, estava só.  Completamente só!

Naquele dia, ao entrar na UTI do Pronto-socorro, como Capelã Evangélica do Hospital, senti a angústia daquela vida, e meu coração se condoeu com o seu.  Ele precisava de esperança, mesmo em meio àquele vale tão escuro e vazio!

Dados estatísticos sobre suicídio

Nos últimos meses a Imprensa tem se aberto para divulgar o grande número de casos de suicídios em todo o mundo, incluindo desde crianças de 5 anos até idosos. As estatísticas dizem que cada pessoa com ideação suicida tenta entre 10 e 20 vezes, até alcançar seu intento.  São pessoas de todas as culturas e profissões, mas o que mais nos assusta é o número de profissionais da saúde, que representam três vezes mais do que a população em geral, em sucesso em suas tentativas.

Hoje são cerca de 883.000 casos no mundo a cada ano, o que representa, no Brasil, cerca de um suicídio a cada 40 minutos. Precisamos fazer alguma coisa diante de tanto desespero e vazio existencial, pois conhecemos Jesus, Aquele que nos oferece vida em abundância e razão para viver.

 

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www.capelanianasaude.com.br


    1 Response to "Conversando sobre suicídio, Parte 1"

    • Carlos Coutinho

      A paz de Deus
      Pastora estou passando a 10 anos problemas financeiros e profissional
      Tenho estudado muito a para entender .Está difícil,penso em maldições hereditárias .
      Peço oração estou no joelho .
      Tenho Deus como fiel amigo e ninguém a compartilhar nesta terra.
      Deus te ilumine sempre e ABENÇÕE

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