Nossa Identidade

A Igreja Presbiteirana do Brasil é uma igreja protestante, reformada e de orientação calvinista presbiteriana, ou seja, é governada por um conselho de homens escolhidos pela comunidade dos membros, chamados de “presbíteros”. A IPB foi fundada em 1859 pelo missionário Ashbel Green Simonton, que chegou ao Rio de Janeiro no dia 12 de Agosto. Possui, aproximadamente 980.000 membros distribuídos em cerca de 6.200 igrejas locais e congregações em todo o Brasil.

Sob esses valores reformados e a aliança com a IPB, nascemos como igreja local em 1906 e hoje temos as seguintes bases de trabalho:

NOSSA VISÃO
Ser uma grande igreja missionária, fiel a Deus e a Bíblia, relevante ao seu contexto urbano e comprometida com a evangelização de pessoas.

NOSSA MISSÃO
Buscar a glória de Deus, por meio da adoração racional, evangelização de pessoas, comunhão, ação social e crescimento espiritual dos seus membros.

NOSSOS VALORES
1. Cremos que a Bíblia é inspirada e inerrante, a única regra infalível de fé e pratica.
2. Cremos num único Deus Criador e Sustentador de todas as coisas, o qual subsiste em três pessoas: Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santos.
3. Cremos na total depravação da natureza humana, a qual impossibilita o ser humano de realizar a sua própria salvação.
4. Cremos que Jesus Cristo é o único meio da salvação para o ser humano. A salvação é pela graça por meio da fé
5. Cremos que somente o evangelho por intermédio da ação do Espírito Santo tem poder para salvar e transformar vidas.
6. Cremos que a igreja é composta por todas as pessoas que foram salvas pela fé em Jesus Cristo e santificadas pelo Espírito Santo.
7. Cremos na segunda volta de Cristo, na ressurreição do corpo, na vida eterna e no juízo final.

A fé reformada tem uma série de características e ênfases que conferem aos presbiterianos uma identidade bem definida. Cinco áreas são especialmente importantes:

DOUTRINA: os presbiterianos crêem que uma teologia correta, equilibrada e bíblica é essencial para a vida do cristão. Todo crente, mesmo sem o saber, tem concepções teológicas e essas concepções irão influenciar todos os aspectos da sua vida cristã. Os reformados não valorizam a teologia pela teologia, mas como um instrumento para nos proporcionar um melhor conhecimento de Deus e do nosso relacionamento com ele.

• O fundamento maior da fé reformada são as Escrituras do Antigo e do Novo Testamento, nossa única regra de fé e prática. Os documentos de Westminster (Confissão de Fé e Catecismos) não tem a mesma autoridade que a Bíblia. Eles são aceitos pelos presbiterianos como expressão histórica do seu entendimento da fé cristã e como um roteiro ou auxílio para o estudo das Escrituras.

• A fé reformada abraça três categorias de doutrinas: (a) algumas delas são aceitas por todos os cristãos, como a trindade, o caráter divino-humano de Jesus Cristo, a sua ressurreição, sua morte expiatória, a segunda vinda, etc. – essencialmente, as verdades afirmadas pelos grandes concílios da igreja antiga, nos séculos IV e V; (b) outras doutrinas são as que temos em comum com as demais igrejas protestantes ou evangélicas: as Escrituras como única regra de fé e prática, a suficiência da obra redentora de Cristo, a salvação exclusivamente pela graça mediante a fé, o sacerdócio universal dos crentes, os sacramentos do batismo e da santa ceia, etc.; (c) finalmente, existem aquelas doutrinas e práticas mais específicas dos presbiterianos, como a ênfase na absoluta soberania de Deus, a conseqüente crença na eleição ou predestinação, o batismo por “aspersão” e o batismo infantil, e a forma de governo presbiterial.

• Por causa da sua ênfase nas Escrituras e na boa teologia, os reformados tem dado grande valor à educação, tanto para as pessoas em geral, quanto para os seus pastores – os ministros da Palavra. Essa preocupação intelectual nunca deve ocorrer às expensas da vida espiritual (estudo + devoção).

CULTO: o reconhecimento da soberania do Senhor e a preocupação com a sua glória devem ter reflexos sobre o culto, a expressão mais visível e central da vida coletiva da igreja. Calvino acentuou os seguintes princípios para o culto: integridade bíblica e teológica (lex orandi, lex credendi), equilíbrio entre estrutura/forma e essência, inteligibilidade, edificação, simplicidade (sem pompa, teatralismo), flexibilidade (p.e., freqüência da Ceia do Senhor), participação congregacional (cânticos, salmos metrificados).

• O objetivo principal do culto é exaltar e glorificar a Deus, e não agradar os participantes. Daí a necessidade de reverência. O culto também visa suprir necessidades legítimas da congregação. Disso decorre a importância da pregação no culto reformado. A pregação autêntica deve ser bíblica, doutrinária e prática, isto é, relacionada com a vida. O culto deve refletir um saudável equilíbrio entre intelecto e sentimento, mente e coração. Um belo exemplo desse equilíbrio foi a vida do pastor e teólogo reformado Jonathan Edwards (1703-1758).

VIDA COMUNITÁRIA: a identidade presbiteriana também deve manifestar-se na maneira como os irmãos vivem e se relacionam na comunidade da fé. Os reformados crêem firmemente no sacerdócio de todos os fiéis, ou seja, todos os crentes são iguais em sua dignidade e direitos. Não existe distinção entre clero e leigos: todo crente é um ministro de Deus. Os ofícios instituídos na igreja (pastor, presbítero, diácono) visam apenas dar maior ordem e estabilidade ao trabalho e suprir necessidades nas áreas de liderança, assistência espiritual e beneficência.

• O sistema presbiteriano é democrático e representativo. Todos os membros comungantes da igreja tem o direito e o dever de envolver-se nas atividades e decisões da comunidade, participando das assembléias, elegendo oficiais, contribuindo para o sustento da igreja e seus programas, servindo em diferentes áreas conforme os dons e capacidades de cada um. O conceito do pacto tem muitas implicações para a vida familiar e eclesial.

• A tradição reformada também dá grande valor à participação do crente na comunidade mais ampla, a sociedade. Calvino, a partir das suas convicções teológicas e da sua experiência em Genebra, insistiu que o cristão deve viver responsavelmente no mundo, como cidadão, como profissional e em outras capacidades. Deus é o senhor de todas as coisas; portanto, todas as esferas da vida devem refletir os valores do seu reino.

MISSÃO: os presbiterianos reconhecem que Deus chama os seus filhos e filhas para uma missão junto à sociedade e ao mundo. Essas missão tem duas dimensões primordiais:

• Evangelização: desde o princípio, os calvinistas tiveram uma forte preocupação missionária, primeiramente na Europa e mais tarde em outras partes do mundo. Foi graças a essa preocupação que nasceu a Igreja Presbiteriana do Brasil. No que diz respeito ao mundo, a missão maior da igreja é compartilhar o evangelho da graça e da glória de Deus com aqueles carentes de reconciliação, perdão e vida eterna. A crença na eleição não é um empecilho, mas um incentivo para a evangelização. Alguns dos maiores evangelistas e missionários do mundo foram calvinistas, como os pregadores ingleses George Whitefield (1714-1770) e Charles H. Spurgeon (1834-1892), o pioneiro das Novas Hébridas John Paton (1824-1907), a missionária em Calabar, África Ocidental, Mary Slessor (1848-1915) e o missionário aos muçulmanos Samuel M. Zwemer (1867-1952).

• Serviço: Calvino e seus herdeiros sempre deram muita importância ao serviço cristão ou diaconia. Seguindo o exemplo de Cristo, o crente deve ser instrumento de Deus para ministrar a todos os tipos de necessidades humanas, ao ser humano integral: corpo, mente e espírito. Isso é tão importante que as igrejas reformadas têm uma classe de oficiais dedicados especificamente às atividades beneficentes: os diáconos. Todavia, o serviço cristão é dever de todo crente. Historicamente, os reformados têm se envolvido em muitas iniciativas de socorro aos sofredores e carentes, e têm se mobilizado para transformar situações de injustiça e opressão.

ÉTICA: uma outra área importante para a vida reformada diz respeito aos valores. O cristão é chamado para uma vida de santidade e integridade na sua relação com Deus, com a igreja e com a sociedade, naquilo que ele é e faz. Não se pode dissociar a ética pessoal da ética social. Se um crente não é íntegro individualmente, dificilmente poderá lutar pela justiça, honestidade e transparência na vida política, econômica e social do país. Esse é outro elemento importante para a identidade presbiteriana, em um mundo cada vez mais carente de padrões firmes e seguros. Mais uma vez, o fundamento de tudo está na soberania e na graça de Deus.

» Links para Pesquisa:

• Site Oficial da IPB

IPB na Wikipedia

» Leitura Recomendada:

Biéler, André, O Pensamento Econômico e Social de Calvino, trad. Waldyr C. Luz (São Paulo: Casa Editora Presbiteriana, 1990).

Biéler, André, El Humanismo Social de Calvino (Buenos Aires: Editorial Escaton, 1973).

Calvino, João, As Institutas ou Tratado da Religião Cristã, 4 vols., trad. Waldyr Carvalho Luz (São Paulo: Casa Editora Presbiteriana, 1985-1989).

Carlson, Paul, Our Presbyterian Heritage (Elgin, Illinois: David C. Cook, 1973).

Ferreira, Wilson Castro, Calvino: Vida, Influência e Teologia (Campinas: Luz Para o Caminho, 1985).

George, Timothy, A Teologia dos Reformadores (São Paulo: Vida Nova).

Lingle, Walter L., Presbyterians: Their History and Beliefs (Richmond: John Knox, 1960).

Lopes, Augustus Nicodemus, Calvino e a Responsabilidade Social da Igreja (São Paulo: Publicações Evangélicas Selecionadas).

Matos, Alderi S., “Amando a Deus e ao Próximo: João Calvino e o Diaconato em Genebra,” Fides Reformata II/2 (Julho-Dezembro 1997), 69-88.

Parker, T.H.L., Calvin: An Introduction to his Thought (Louisville: Westminster/John Knox, 1995).

Souza, Manoel B. de, Porque Somos Presbiterianos, 2ª ed. (Rio de Janeiro: Edições Princeps, 1963).

Reid, W. Stanford, Calvino e Sua Influência no Mundo Ocidental (São Paulo: Casa Editora Presbiteriana, 1990).

Van Halsema, Thea B., João Calvino Era Assim (São Paulo: Editora Vida Evangélica, 1968).

A Igreja Presbiteriana do Brasil é uma igreja protestante reformada, de orientação calvinista presbiteriana[6]. Foi fundada em 1859 por um missionário estadunidense chamado Ashbel Green Simonton, que chegou ao Rio de Janeiro no dia 12 de agosto de 1859.[7] Possui aproximadamente 980.000 membros[8] distibuidos em mais de 6.200 igrejas locais e congregações em todo o Brasil.

2 comentários em “ Nossa Identidade ”

  • Camila de Almeida e Família disse:

    A paz do Senhor irmãos de Pinheiros, sempre que possível assisto o programa de vocês; e me alegra muito o coração tomar conhecimento de que em tempos tão difíceis como estes temos uma instituição religiosa em quem podemos confiar.Um forte abraço e creio que em tempo oportuno poderei juntamente com minha família não apenas visitá-los mas congregar com vocês.
    Com carinho e respeito Camila de Almeida.
    Cidade Nova Iguaçu, RJ.

  • Claudia Marcia Almeida Carvalho disse:

    Estou com muita saudade dos irmãos da igreja, fui membro desta igreja,tive que voltar para São José do RIO Preto e recomeçar minha vida, não é facil eu e meus filhos estamos caminhando a cada dia mas DEUS tem cuidado de nós. Um abraço para todos.

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