Palavra Pastoral

QUANDO FALTA A DISCIPLINA NA FAMÍLIA

QUANDO FALTA A DISCIPLINA NA FAMÍLIA

Rev. Hernandes Dias Lopes

Não existe curso de doutorado em paternidade. Grandes homens fracassaram rotundamente nesse sublime, mas árduo ministério. Um clássico exemplo dessa realidade é o sacerdote Eli. Diz a Escritura que seus filhos eram filhos de Belial e não se importavam com o Senhor (1Sm 2.12). Eli foi juiz e sacerdote de Israel por quarenta anos. Era um homem de Deus, que tinha discernimento das coisas espirituais. Em seu longo ministério, certamente cuidou de milhares de famílias e aconselhou muitos filhos a honrarem seus pais e a obedecerem a Deus. Porém, Eli deixou de disciplinar seus próprios filhos.

Hofni e Finéas, cresceram dentro da casa de Deus. Desde cedo se acostumaram com o culto divino e com as ofertas trazidas pelo povo. A casa deles estava encharcada da presença do sagrado. Entretanto, esses jovens prevaricaram e tornaram-se culpáveis diante de Deus. Viveram em excessos. Tornaram-se adúlteros, blasfemos e insolentes. Perderam completamente o temor de Deus. Corromperam o sacerdócio. Profanaram a casa de Deus. Mancharam suas vestes. Tornaram-se falsos pastores.

O povo todo via os escândalos promovidos por Hofni e Finéas que, embora casados, eram infiéis a Deus, ao cônjuge e ao povo. Os comentários deprimentes acerca do mau exemplo dos filhos de Eli chegavam a ele, mas este amava mais a seus filhos do que a Deus e não os disciplinava com o rigor necessário. Eli foi alertado várias vezes, mas não teve fibra para corrigir seus filhos. Finalmente, Deus usou o jovem Samuel para comunicar a sentença de morte à casa de Eli. Nem assim, ele reagiu. Ao contrário, aceitou passivamente a decretação da derrota em sua casa.

Eli tornou-se um pai complacente, bonachão e conivente com o pecado de seus filhos. Por causa do pecado deles, mais de trinta mil pessoas foram mortas no campo de batalha, a arca da aliança, símbolo da presença de Deus, foi roubada e eles foram mortos. O próprio Eli morreu ao saber das más notícias. Também morreu sua nora, a mulher de Hofni, ao dar à luz a Icabode, uma evidência de que a glória de Deus havia se apartado deles.

A família do sacerdote Eli é um alerta para nós. O amor responsável disciplina e estabelece limites. Não amam suficientemente os filhos, os pais que os poupam de confronto firme e de disciplina amorosa. Os pais ensinam os filhos com exemplo, admoestam os filhos com a palavra de Deus e os disciplinam com temor e reverência. Se você pai, ama seus filhos, ouse discipliná-los. É melhor ver os filhos chorando agora, do que sofrendo as consequências de seus pecados por toda a eternidade. É melhor o desconforto do confronto sincero do que o aparente conforto da omissão covarde. Que Deus nos ajude a termos famílias piedosas. Que a nossa maior alegria seja ver os nossos filhos andando na verdade!

Palavra Pastoral

O IMPACTO DE UMA MÃE CRENTE SOBRE OS SEUS FILHOS

O IMPACTO DE UMA MÃE CRENTE SOBRE OS SEUS FILHOS

Rev. Arival Dias Casimiro

O papel que Deus designou para as mulheres é o mais glorioso da espécie humana. Deus dá às mulheres uma posição exaltada, coroada de dignidade e honra. O papel de mãe na família é indispensável e insubstituível. Sem a presença dela, a família se deteriora e a sociedade se destrói. Ela é o coração da casa e a fonte de todas as boas influências do lar. Na sua missão de mãe, ela é uma escultora de vidas. Quando Deus lhe dá um filho, ela tem o tempo e a eternidade em suas mãos. Ralph Waldo Emerson diz: “Os homens são o que suas mães fazem deles”.
A bíblia registra vários exemplos de mães que influenciaram espiritualmente a vida dos seus filhos. O exemplo de Eunice sobre Timóteo é gratificante. Sem a ajuda do pai e com o apoio da avó, Eunice preparou Timóteo para ser um consagrado servo de Deus. Ela usou três estratégias.

Primeiro, ela incutiu em seu filho a Palavra de Deus. Na lei judaica, os pais eram obrigados a ensinar a bíblia para os seus filhos em casa (Dt 6.4-7). A mãe ensinava os filhos nos sete primeiros anos de suas vidas e depois eles iam aprender nas sinagogas. Timóteo aprendeu a bíblia pelos lábios de sua mãe, conforme testemunho de Paulo: “Tu, porém, permanece naquilo que aprendeste e de que foste inteirado, sabendo de quem o aprendeste e que, desde a infância, sabes as sagradas letras, que podem tornar-te sábio para a salvação pela fé em Cristo Jesus” (2Tm 3.14-15). Foi em casa, sob o ensino de sua mãe, que Timóteo, desde a sua tenra infância, aprendeu as sagradas letras. A lição é válida para hoje: a fé se aprende em casa.

Segundo, ela incutiu em seu filho a fé autêntica. A mãe deve ensinar seus filhos pelo exemplo. Paulo testemunha: “Pela recordação que guardo de tua fé sem fingimento, a mesma que, primeiramente, habitou em tua avó Lóide e em tua mãe Eunice, e estou certo de que também, em ti” (2Tm 1.5). A expressão “fé sem fingimento” significa “fé sem hipocrisia”. A fé não é hereditária, mas precisa ser ensinada. E aprende-se a fé imitando o exemplo. Ninguém sabe melhor do que uma criança se a fé dos seus pais é genuína. Se você, mãe, quer que seu filho tenha uma fé autêntica, leve a sério a sua fé.

Terceiro, ela incutiu no seu filho o desejo de servir ao Senhor. A mãe deve preparar os seus filhos para servir ao Senhor. No início da sua segunda viagem missionária, Paulo passou em Derbe e Listra e ali ele conheceu a Timóteo: “Havia ali um discípulo chamado Timóteo, filho de uma judia crente, mas de pai grego; dele davam bom testemunho os irmãos em Listra e Icônio” (At 16.1-2). Timóteo era um crente exemplar e disponível para servir ao Senhor. Por isso, Paulo o recrutou para o ministério pastoral e o transforma num dos mais consagrados missionários da igreja primitiva. Certamente, foi em casa que Timóteo foi incentivado a servir ao Senhor na igreja.
Concluindo, parabenizo todas as mães crentes que têm impactado espiritualmente a vida dos seus filhos. Que neste “dia das mães” os seus filhos possam chamar-lhe de bem-aventurada.

Palavra Pastoral

A LUTA DA ORAÇÃO

A LUTA DA ORAÇÃO

Rev. Arival Dias Casimiro

“Rogo-vos, pois, irmãos, por nosso Senhor Jesus Cristo e também pelo amor do Espírito, que luteis juntamente comigo nas orações a Deus a meu favor” (Rm 15.30).

Paulo diz: “luteis juntamente comigo nas orações”. A palavra “lutar” faz parte do vocabulário dos jogos olímpicos e era utilizada para descrever o esforço que um atleta fazia para ganhar uma competição. Também, o termo “agonia” vem desta palavra grega. A ideia de Paulo é que a oração é uma atividade que demanda muito esforço, uma luta exaustiva conosco mesmo. Precisamos guerrear conosco para podermos orar. Temos que vencer a nossa crônica indisposição para orar. Isto é algo agonizante e exige muita determinação. Samuel Zwerner disse: “A oração é o ginásio de esporte da alma”. Paulo diz a Timóteo: “Exercita-te pessoalmente na piedade” (1Tm 4.7).

Necessitamos investir tempo em cuidar da nossa alma. Precisamos nos matricular na academia da oração. Somos responsáveis individualmente pelo progresso da nossa vida espiritual. E. M. Bounds disse que “o pequeno valor que damos a nossa oração torna-se evidente pelo tempo que dedicamos a ela”.

Infelizmente parece que perdemos a guerra para nós mesmos. Somos crentes de pouca oração. Não temos tempo para orar. Não valorizamos o poder da oração e a vemos como um símbolo de impotência: “Ora, eu não posso fazer nada por você, vou apenas orar”. Mas, em nome de Jesus, vamos reagir! Vamos lutar e retomar a nossa vida de oração particular. Vamos dizer como Davi: “A tarde, pela manhã e ao meio-dia farei as minhas queixas e lamentarei; e ele ouvirá a minha voz” (Sl 55.17). Vamos fazer como Hemã: “Ó, Senhor, Deus da minha salvação, dia e noite clamo diante de ti” (Sl 88.1).

Retomemos também a prática da oração comunitária. Voltemos a frequentar os cultos de oração na igreja. Obedeça ao mandamento bíblico: “Não deixemos de congregar-nos, como é costume de alguns; antes, façamos admoestações e tanto mais quanto vedes que o Dia se aproxima” (Hb 10.25). Algo poderoso e maravilhoso acontece quando a igreja se reúne para orar. Não existe poder maior quando uma igreja está reunida em oração.

Em Atos 12, Lucas registra que, enquanto a igreja de Deus crescia e se multiplicava, o inimigo levantou grande perseguição contra ela. Herodes ordenou a prisão de vários cristãos e alguns foram mortos, dentre eles o apóstolo Tiago. Pedro seria a próxima vítima. Mas quando o Diabo ataca, a igreja deve resistir com a oração: “Pedro, pois, estava guardado no cárcere; mas havia oração incessante a Deus por parte da igreja a favor dele” (At 12.5). Este é o versículo-chave do capítulo. Uma situação: Pedro estava preso e guardado na cela de segurança máxima. Uma reação: mas havia oração incessante a Deus por parte da igreja a favor dele. Quem orava? A igreja ou muitos irmãos. Como eles oravam? Oração incessante ou continuamente, ao longo de uma semana. A quem eles oravam? A Deus, o Soberano Senhor. Pelo que oravam? Eles oravam a favor de Pedro ou por sua libertação da prisão. Qual foi o resultado da oração da igreja? Pedro foi libertado de forma miraculosa e Herodes foi morto. Deus derrota Satanás por meio do poder de uma igreja que ora. O poder de Deus é liberado quando a igreja ora de forma objetiva e persistente. Precisamos orar mais na igreja. Precisamos resgatar o conceito de que a igreja é a “Casa de Oração”. Warren W. Wiersbe declara: “Quando é que a mão de Deus opera? Quando a igreja de Deus ora. A mão de Deus não opera à parte da oração. Oração é que move a mão de Deus. Nós amarramos as mão de Deus pela nossa incredulidade. Ouço os membros da igreja reclamando porque as pessoas não estão sendo salvas, porque a igreja não está crescendo, porque as contas não estão sendo pagas. As mãos de Deus operam quando o povo de Deus ora”.

Notícias

CORAGEM, POIS, E SÊ HOMEM!

CORAGEM, POIS, E SÊ HOMEM!

Rev. Arival Dias Casimiro

Eu vou pelo caminho de todos os mortais. Coragem, pois, e sê homem! (1Rs 2.2).

A ideologia do gênero tem sido imposta hoje como se fosse algo normal e natural. Os seus defensores fazem de tudo para destruir os pilares bíblicos da sexualidade. O seu objetivo final é destruir a família cristã e criar vários tipos de uniões que a bíblia chama de abomináveis.
Os defensores da ideologia de gênero afirmam que a identidade sexual de uma pessoa é composta por três elementos: Sexo: é o aspecto biológico da identidade sexual e é determinado pelas características físicas que diferenciam homens e mulheres. Orientação sexual ou opção sexual: atração sexual e afetiva em relação a outras pessoas. Ela é definida tendo como base o sexo pelo qual o indivíduo sente desejo. Gênero: é um conceito de fundo cultural e histórico, por se tratar de uma construção social. Tal conceito de sexo tem gerado vários tipos de opções sexuais, contrários a natureza e ao ensino bíblico: homossexualidade, bissexualidade, transexualidade, pansexualidade, assexualidade, intersexuais ou hermafroditas, auto-eróticos e pedófilos.
Talvez, por isso, alguns homens estejam em crise hoje com respeito a sua masculinidade. A ascensão da mulher na sociedade, a ideologia de gênero e a propaganda homossexual geram uma crise sem precedentes no homem atual. Os homens estão perdidos quanto à sua identidade e papel. Mas o conceito do que é ser masculino ou feminino é importante para o sucesso no casamento, formação dos filhos e estabilidade da sociedade. É preciso resgatar o conceito bíblico da masculinidade.

Primeiro, quanto à sua origem: na criação. “Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou” (Gn 1.27). Observem os detalhes: Deus criou o homem; Deus criou o homem à sua imagem; Deus criou o homem – macho e fêmea. Ser homem ou mulher não é uma opção, mas uma determinação divina.

Segundo, quanto ao seu desenvolvimento: na família. É Davi, o pai, que diz para o seu filho Salomão: “Coragem, pois, e sê homem!”. A masculinidade é desenvolvida no lar. É no ensino e no exemplo do pai que o filho aprende aquelas qualidades e características consideradas típicas ou necessárias para um homem. A presença e a influência do pai na vida dos filhos é determinante para a sua identidade.

Terceiro, quanto à sua necessidade: “coragem”. É preciso ter coragem para ser homem. O papel do homem resume-se em quatro áreas: (1) LÍDER. Liderança familiar e na igreja. (2) AMANTE. Amar a sua esposa, como Jesus amou a sua igreja e se sacrificou por ela. Implica sacrifício, gentileza, bondade, fidelidade e consideração. (3) PROTETOR. Proteger sua esposa, seus filhos e a igreja. (4) PROVEDOR. Suprir as necessidades daqueles a quem Deus colocou sob seus cuidados.

Vivemos tempos difíceis, e precisamos ser fortes e corajosos para meditar, praticar e ensinar a Palavra de Deus.

Palavra Pastoral

MORDOMOS FIÉIS

MORDOMOS FIÉIS

Rev. Nisan Baía

“Porém o Rei disse à Araúna: mas eu to comprarei pelo devido preço, porque não oferecerei ao Senhor, meu Deus, holocaustos que não me custem nada.” (2Sm 24. 24)
Nossa contribuição à causa deve ser fruto do nosso trabalho e ela tem mais valor quando feita com amor e confiança. Vejamos alguns textos bíblicos:

1. Em Marcos 12.41-44 (relato da viúva que ofertara), aprendemos que Jesus observa como estamos ofertando. Ele aprova ou reprova. Os números pouco representam se for a sobra, o que não mais desejamos. O Senhor requer as primícias.

2. Em 2Coríntios 9.5,7,10, vemos que o ato de ofertar é voluntário e traz alegria. A Igreja não tem mais necessidade do nosso dinheiro do que nós temos de trazer nossa contribuição para a Igreja. Os frutos de justiça se multiplicam na vida do ofertante.

3. Em Gênesis 14.18-20, entendemos que o dízimo é parte da relação direta entre o fiel e seu Deus. É anterior à Lei. Hebreus, no capítulo 7 nos apresenta o sacerdócio de Melquisedeque, que recebeu os dízimos de Abraão.

4. Em Malaquias 3.10, Deus ordenou trazer todos os dízimos à Casa do Tesouro, para que houvesse mantimento, primeiro na Igreja, para não se pedir nada fora do rebanho. O dízimo faz parte do culto que oferecemos a Deus na companhia dos irmãos.

5. E, por último, em Lucas 11.42, aprendemos que o Senhor Jesus foi favorável a entrega dos dízimos quando feito com amor e compreensão. Jesus censura os que não sabem dar o dízimo (Mateus 23.23).
“O dízimo pode ser uma grande bênção quando bem aceito, uma maldição sem o amor de Cristo!” (B. Ribeiro). Está faltando alguma coisa em sua vida? Comece e continue a ser um Mordomo Fiel. E verá, outra vez, a diferença que faz.

Conclusão: Por que ofertar? A Igreja se mantém, economicamente, com seus próprios recursos. Recebe dízimos e ofertas que, voluntariamente, os membros, e alguns congregados, trazem como forma de culto a Deus, para que a Igreja supra todas as suas necessidades materiais, que vão desde o sustento pastoral, aprovado pela própria Congregação, através do seu Conselho, aos salários e encargos dos funcionários, Missões, Presbitério, dízimo à Igreja Nacional (IPB), ajuda de custo aos serviços prestados, gastos com serviços públicos (água, luz, telefone etc), manutenção do patrimônio, construção e reformas, equipamentos elétricos e eletrônicos, causas gerais e muitos outros gastos financeiros que dependem exclusivamente da participação efetiva de cada membro do rebanho.
Compartilhe com outros o compromisso e o privilégio de poder contribuir financeiramente com sua Igreja em seu plano de trabalho.

Palavra Pastoral

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO, A MELHOR NOTÍCIA QUE O MUNDO JÁ OUVIU

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO, A MELHOR NOTÍCIA QUE O MUNDO JÁ OUVIU 

Rev. Hernandes Dias Lopes

A melhor notícia que o mundo já ouviu veio de um túmulo vazio. Jesus venceu a morte, arrancou o aguilhão da morte e matou a morte, ressuscitando dentre os mortos. O túmulo vazio de Jesus é o berço da igreja, a pedra de esquina da nossa fé e o fundamento da nossa esperança. O apóstolo Paulo expôs essa gloriosa doutrina em 1Coríntios 15.1-58, enfatizando três verdades exponenciais.

Em primeiro lugar, quanto ao passado, a ressurreição de Cristo é um fato histórico incontroverso (vs.1-11). O evangelho da nossa salvação está estribado em três colunas: Cristo morreu, foi sepultado e ressuscitou segundo as Escrituras. A morte de Cristo não foi um acidente nem a ressurreição de Cristo foi uma surpresa. Os céticos, besuntados de empáfia, buscam artifícios para negar esse fato incontroverso. Dizem que Cristo nem chegou a morrer, mas apenas teve um desmaio. Outros dizem que seus discípulos roubaram seu corpo. Outros, ainda, dizem que as mulheres foram no túmulo errado naquela manhã de domingo. Mas Paulo elenca vários grupos para os quais Jesus apareceu depois de ressurreto. Precisaríamos admitir que, se Cristo não ressuscitou, um engano salvou o mundo; uma mentira seria a melhor notícia que o mundo já ouviu. A verdade incontroversa, porém, é que, de fato, Cristo ressuscitou!

Em segundo lugar, quanto ao presente, a ressurreição de Cristo é o fundamento da nossa fé (vs.12-34). Se Cristo não ressuscitou, os mortos também não ressuscitarão e se não há ressurreição de mortos, então, os homens estão desassistidos de esperança. Se Cristo não ressuscitou, a pregação do evangelho é vazia de conteúdo. Se Cristo não ressuscitou, a fé cristã é um corolário de dogmas sem qualquer proveito. Se Cristo não ressuscitou, os apóstolos foram falsas testemunhas e os maiores embusteiros da história, pois afirmaram, em nome de Deus, o que jamais ocorreu. Se Cristo não ressuscitou, não existe qualquer possibilidade de redenção para o pecador, e então, todos estariam condenados por seus pecados. Se Cristo não ressuscitou, aqueles que já morreram na esperança da vida eterna pereceram inevitavelmente. Se Cristo não ressuscitou, então, os cristãos são as pessoas mais infelizes, pois toda a sua crença não passou de uma tola ilusão, de uma esperança malfadada. A realidade incontroversa, entrementes, é que Cristo ressuscitou como o primeiro da fila de todos os filhos de Deus que se levantarão dos túmulos, para receberem um corpo de glória.

Em terceiro lugar, quanto ao futuro, a ressurreição de Cristo é a âncora da nossa esperança (vs. 35-58). Cristo ressuscitou com um corpo de glória; e nós, também, receberemos um corpo semelhante ao corpo de sua glória. Teremos um corpo imortal, incorruptível, glorioso, poderoso, espiritual e celestial. Não haverá mais cansaço nem fadiga; doença nem dor; defeito físico nem morte. Nosso corpo vai brilhar como o firmamento e resplandecer como as estrelas para sempre e eternamente. Quando Jesus voltar, em sua majestade e glória, os mortos ouvirão a sua voz e sairão dos túmulos, uns para a ressurreição da vida e outros para a ressurreição do juízo. Então, nós que cremos no Filho de Deus, veremos que o nosso corpo mortal será revestido da imortalidade e o nosso corpo corruptível será revestido da incorruptibilidade. Então, a morte, o último inimigo a ser vencido, tragada pela vitória, será lançada no lago de fogo, e nós, com gozo inefável, alegria indizível, reinaremos com Cristo para sempre.

Oh, irmãos, exultemos com grande alegria, pois não caminhamos para um entardecer sombrio, mas para o romper do dia eterno! Não caminhamos para a escuridão de um túmulo gelado, mas para o fulgor da glória celeste! Temos uma viva esperança! Seguimos as pegadas de Jesus, aquele que venceu a morte e está vivo pelos séculos dos séculos. Aleluia!

Palavra Pastoral

DEPENDÊNCIA DE DEUS PARA FAZER A OBRA

DEPENDÊNCIA DE DEUS PARA FAZER A OBRA 

Rev. Arival Dias Casimiro

A nossa igreja vive uma abençoada fase de crescimento. Muitas pessoas chegando atraídas pela Palavra de Deus. E precisamos de mais espaço, mais mão de obra, mais poder do Espírito Santo e mais fé na providência de Deus. Precisamos tomar cuidado com a soberba. Reconheçamos a nossa total dependência do Senhor, pois sem Ele nada podemos ser e fazer. Tomas Watson diz: “A maneira correta de crescer é crescer menos aos seus próprios olhos”.
O milagre da multiplicação (Mt 14.13-21), além de satisfazer as necessidades das pessoas envolvidas, tem como propósito principal ensinar para os discípulos de Jesus, o princípio da dependência. Quatro lições:

Primeira, na obra de Deus, os obreiros são responsáveis em alimentar as ovelhas. Os discípulos quiseram despedir as pessoas famintas. Jesus, porém, lhes disse: Não precisam retirar-se; dai-lhes, vós mesmos, de comer (v.16). Sempre temos que ter pão ou alimento do céu para oferecer àqueles que estão com fome espiritual. Por isso, todo membro da igreja, principalmente os líderes, deve ter vida intensa de meditação na Palavra e oração. O crescimento não é produto do esforço, mas da vida. Deus tem enviado pessoas para que cuidemos delas.

Segunda, na obra de Deus, as necessidades das pessoas são maiores do que recursos dos obreiros. Mas eles responderam: Não temos aqui senão cinco pães e dois peixes (v17). O que significa isso para uma multidão com mais de cinco mil homens, fora mulheres e crianças? (v.21). Esse é um fato incontestável na obra de Deus. Os obreiros jamais poderão, com os seus próprios recursos, suprir as carências das ovelhas aflitas e famintas. Precisamos nos humilhar diante de Deus convictos dessa verdade. Agostinho disse: “A suficiência dos meus méritos está em saber que meus méritos não são suficientes”.

Terceira, na obra de Deus, precisamos dos Seus milagres. Somente o milagre de Jesus poderia fazer com que cinco pães e dois peixes alimentassem aquela grande multidão. E o milagre aconteceu! Como? (a) Precisamos colocar o que temos nas mãos de Jesus: Então, ele disse: Trazei-mos (v.18). Entregue tudo ao Senhor e confie nele. (b) Agradeça a Deus por tudo aquilo que Ele lhe tem dado, mesmo que lhe seja pouco. (c) Distribua o que Deus lhe dá e o milagre da multiplicação acontecerá. Depois, tendo partido os pães, deu-os aos discípulos, e estes, às multidões. Todos comeram e se fartaram (vv.19-20). O milagre acontece no percurso da distribuição. Na obra de Deus, quanto mais damos aos outros, mais recebemos de Deus.

Quarta, na obra de Deus, realizada da maneira de Deus, nunca faltarão os recursos celestiais. E dos pedaços que sobejaram recolheram ainda doze cestos cheios (v.20). Se faltam os recursos humanos, os celeiros celestiais estão repletos. Não há escassez na despensa divina. Precisamos obedecer o que Deus manda e Ele se encarregará de enviar os recursos. Creia e ore as promessas de Deus. J. Blanchard disse: “A providência de Deus cumprirá todas as suas promessas”. Se estamos fazendo o que Deus ordenou, Ele suprirá tudo. Você não conseguirá matar de fome aquele que se alimenta das promessas de Deus.

Palavra Pastoral

GENEROSIDADE, O AMOR EM AÇÃO

GENEROSIDADE, O AMOR EM AÇÃO

Rev. Hernandes Dias Lopes

“Mais bem-aventurado é dar do que receber” (At 20.35). Antes de falar sobre a generosidade, precisamos entender algumas verdades importantes: de onde viemos, quem somos e para onde estamos indo? A Bíblia diz que fomos formados do pó, somos pó e voltaremos ao pó. Nossa origem e nosso destino: o pó. Nosso presente é pó. Em nossa origem não tínhamos nada. Para a sepultura não levaremos nada. Consequentemente, tudo o que ajuntamos entre o pó que fomos e o pó que seremos não é nosso. Nada tivemos e nada teremos. Nada trouxemos e nada levaremos. Somos apenas mordomos daquilo que é de Deus. Se estamos tomando conta daquilo que pertence a Deus, precisamos perguntar: que princípios Deus estabelece para usarmos os recursos dele que estão em nossas mãos?

​Em primeiro lugar, Deus requer de nós uma atitude de generosidade com o próximo. A generosidade é uma expressão da graça de Deus em nós e um transbordamento da graça de Deus através de nós. A generosidade de Deus é o exemplo que devemos seguir. Deus amou-nos e deu-nos o seu Filho. Jesus nos amou e a si mesmo se entregou por nós. Nós devemos amar o próximo, dar nossa vida por ele. Deus sempre nos dá mais do que precisamos e isso não é para retermos com usura, mas para repartirmos com generosidade. Temos mais sementes do que conseguimos comer. Portanto, seria falta de amor guardar só para nós as sementes que estão sob nosso poder quando pessoas à nossa volta carecem de socorro. Devemos repartir com generosidade, pois quanto mais semeamos, mais Deus multiplica a nossa sementeira. A palavra de Deus diz que a alma generosa prosperará. Quando damos ao pobre, a Deus emprestamos. Deus socorre os necessitados pelas nossas mãos. Os recursos de Deus estão sob nossa administração e Deus requer de nós fidelidade nessa administração.

Em segundo lugar, Deus requer de nós uma motivação pura no exercício da generosidade. A generosidade cristã é diferente de filantropia. Suprir as necessidades do próximo não é tudo o que Deus requer de nós. Ele se importa, sobretudo, com a nossa motivação. Há muitos que contribuem, de forma farisaica, apenas para serem vistos e aplaudidos pelos homens. Há outros que, por ganância, abrem a mão ao necessitado numa espécie de barganha com Deus. A generosidade precisa ser espontânea, altruísta e frequente. O vetor que move a alma generosa é a glória de Deus e o amor ao próximo. Deus ama a quem dá com alegria. A contribuição cristã não é um favor que fazemos ao próximo, é uma graça que Deus concede a nós. Antes de dar uma oferta a alguém, precisamos dar a nós mesmos, a Deus e ao próximo.

​Em terceiro lugar, Deus requer de nós constância e proporcionalidade no ato da generosidade. A contribuição precisa ser planejada, regular e proporcional. Não é um ato esporádico, é uma prática constante. Não é um pico de emoção, mas uma ação permanente. Cada um deve contribuir segundo as suas posses. Não dá com generosidade quem não dá proporcionalmente. Não dá com amor, quem só dá esporadicamente. Assim como Deus é constantemente generoso conosco, devemos, também, expressar ao nosso próximo nossa constante generosidade.

Em quarto lugar, Deus promete aos generosos uma recompensa eterna. A generosidade demonstrada aos homens, traz não apenas alívio ao próximo, mas, também, glória ao nome de Deus. Aquilo que fazemos em nome de Cristo na terra, reverbera no céu. Até um copo de água fria que damos à alguém, em nome de Cristo, não ficará sem galardão. Jesus foi enfático ao dizer que mais feliz é aquele que dá do aquele que recebe. Quanto mais generosos somos, mais nos tornamos parecidos com o Pai Celestial. Quanto mais generosos somos, mais Deus é glorificado em nós e mais nós nos deleitamos nele. Que aprendamos com Deus a sermos generosos! Que nosso coração, nossas mãos, nosso bolso e nossa casa se abram para o exercício da generosidade!

Palavra Pastoral

O QUE MOTIVA VOCÊ A CONTRIBUIR COM A OBRA DE DEUS?

O QUE MOTIVA VOCÊ A CONTRIBUIR COM A OBRA DE DEUS?

Rev. Hernandes Dias Lopes

A contribuição com a obra de Deus e a oferta aos pobres e necessitados é uma prática bíblica inegável. Infelizmente, vivemos hoje dois extremos nesta questão: aqueles que, alimentados pela ganância, ultrapassam os limites das Escrituras e astuciosamente arrancam o último vintém dos incautos, e aqueles que amam mais o dinheiro do que a Deus e fecham o coração e o bolso, negligenciando a graça da contribuição, sendo infiéis na mordomia dos bens.
A devolução dos dízimos é um claro ensino bíblico, presente antes da lei, durante a lei e depois da lei. A contribuição pessoal, voluntária, generosa, sistemática e alegre está presente tanto no Antigo como no Novo Testamento. O rei Davi oferece-nos alguns princípios importantes sobre a contribuição que glorifica a Deus, quando se preparava para construir o templo de Jerusalém. Esses princípios podem ser vistos no texto de 1Crônicas 29.1-22.

Em primeiro lugar, devemos contribuir porque a obra de Deus a ser realizada é muito grande (1Cr 29.1). Davi disse: “… esta obra é grande; porque o palácio não é para homens, mas para o Senhor Deus”. Davi estava construindo o templo e o palácio. Queria fazer o melhor e dar o melhor para Deus. Tudo o que fazia não era pensando nos homens, mas em Deus. Igualmente, a igreja está realizando uma grande obra. Há templos a serem construídos, igrejas a serem plantadas, pessoas necessitadas a serem assistidas, missionários a serem enviados, muito terreno a ser conquistado aqui e além fronteira.

Em segundo lugar, devemos contribuir com liberalidade porque Deus merece o melhor (1Cr 29.2). Davi, com todas as suas forças, preparou para a Casa de Deus, em abundância, aquilo que existia de melhor. Deus é o dono de tudo. Tudo o que temos vem das suas mãos. Tudo o que damos, também procede de suas dadivosas mãos. Ele é Deus de primícias. Merece o melhor e não as sobras. As coisas de Deus precisam ser feitas com excelência. Não podemos ofertar a Deus com usura, pois ele não nos dá suas bênçãos por medida. Ao ofertar ao Senhor, devemos colocar aí o nosso coração e a nossa força.

Em terceiro lugar, devemos contribuir movidos por grande amor a Deus e à sua obra (1Cr 29.3). Davi não apenas recolheu ofertas dos outros, mas ele pessoalmente deu para a Casa do seu Deus o ouro e a prata particulares que tinha. E fez isso porque amava a Casa do seu Deus. Quem ama, dá. Quem ama é pródigo em ofertar. Nosso amor por Deus não passa de palavrório vazio se não ofertamos ao Senhor com generosidade. Nossa contribuição, ainda que sacrificial, não tem valor diante de Deus, se não é motivada pelo nosso amor ao Senhor e à sua obra. O apóstolo Paulo diz que ainda que entreguemos todos os nossos bens para os pobres, se não tivermos amor, nada disso aproveitará.

Em quarto lugar, devemos contribuir espontaneamente motivados pela alegria de Deus (1Cr 29.5-9). A contribuição é uma graça que Deus nos dá. É um privilégio ser cooperador com Deus na sua obra. O ato de contribuir é uma expressão de culto e adoração. Deus ama a quem dá com alegria. A voluntariedade e a alegria são ingredientes indispensáveis no ato de contribuir. Davi perguntou ao povo: “Quem está disposto, hoje, a trazer ofertas liberalmente ao Senhor? O povo se alegrou com tudo o que se fez voluntariamente; porque de coração íntegro deram eles liberalmente ao Senhor; também o rei Davi se alegrou com grande júbilo” (1Cr 19.5,9). Devemos vir ao gazofilácio para ofertar, exultando de alegria e não com tristeza.

Em quinto lugar, devemos contribuir conscientes de que Deus é dono de tudo e que tudo deve ser feito para a sua glória (1Cr 29.10-22). O resultado da alegre, generosa e abundante oferta do rei e do povo foi a manifestação da glória de Deus. Davi louvou a Deus pela sua glória, poder e riqueza, reconhecendo que as ofertas que deram tinham vindo do próprio Deus. O povo adorou a Deus e houve grande regozijo. O maior propósito da nossa contribuição deve ser a manifestação da glória de Deus.

John Piper tem razão em dizer que o Senhor é mais glorificado em nós quanto mais nos deleitamos nele. Que tudo o que somos e temos esteja a serviço de Deus e seja um tributo de glória a Deus. Que os bens que Deus nos deu estejam no altar de Deus, a serviço a Deus.

Palavra Pastoral

ESCUTE A VOZ DE DEUS, ELE FALOU E AINDA ESTÁ FALANDO

ESCUTE A VOZ DE DEUS, ELE FALOU E AINDA ESTÁ FALANDO

Rev. Hernandes Dias Lopes

“Havendo Deus, outrora, falado, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas,
nestes últimos dias, nos falou pelo Filho…” (Hb 1.1,2).

A Carta aos Hebreus, com singular beleza e não menor profundidade, de forma decisiva e
peremptória, declara a existência de Deus. Por mais que os ateus neguem sua existência e os
agnósticos acentuem a impossibilidade de conhecê-lo, Deus existe. Deus não apenas existe, mas,
também, se revelou. O conhecimento de Deus não se dá por meio da investigação humana, mas
pela auto-revelação divina. Só conhecemos a Deus porque ele revelou-se a nós. Deus fala e sua voz
é poderosa. Como Deus se revelou?

Em primeiro lugar, Deus se revelou na obra da criação. O salmista Davi foi enfático em dizer: “Os
céus proclamam a glória de Deus e o firmamento anuncia as obras de suas mãos” (Sl 19.1). O
universo vastíssimo e insondável, com mais de noventa e três bilhões de anos-luz de diâmetro é o
palco onde Deus reflete a glória de sua majestade. Vemos as digitais do criador nos incontáveis
mundos estelares, bem como na singularidade de uma gota de orvalho. Tanto o macrocosmo como
o microcosmo falam da grandeza de Deus. Cada entardecer e cada novo amanhecer pintam diante
dos nossos olhos uma paisagem nova, refletindo quão grande e quão sábio é o nosso Deus.

Em segundo lugar, Deus se revelou na consciência do homem. O filósofo alemão Emmanuel Kant,
disse: “Há duas coisas que me encantam: o céu estrelado acima de mim e a lei moral dentro de
mim”. Deus colocou dentro do homem um sensor, chamado consciência (Rm 2.15). É uma espécie
de alarme que toca sempre que o homem transgride um preceito moral. Essa consciência acusa-o e
defende-o. Porém, em virtude do pecado, a consciência do homem pode tornar-se fraca e até
cauterizada, sendo, portanto, insuficiente para revelar-lhe, claramente, a pessoa de Deus.

Em terceiro lugar, Deus se revelou progressivamente pelas Escrituras proféticas. Deus falou
muitas vezes e de muitas maneiras aos pais pelos profetas. Usou muitos métodos e vários
instrumentos para comunicar aos nossos antepassados sua lei e sua vontade. A antiga dispensação
foi dada ao povo de Deus, pelo próprio Deus, por meio de seus servos, os profetas. A antiga
dispensação, porém, foi parcial, incompleta e fragmentada. Ela era preparatória e não final. A lei
nos foi dada não em oposição à graça, mas para nos conduzir à graça. O Antigo Testamento não está
em oposição ao Novo. Ao contrário, aponta para ele é tem nele sua consumação. Nas palavras de
Aurélio Agostinho: “O Novo Testamento está latente no Antigo Testamento e o Antigo Testamento
está patente no Novo Testamento”. No Antigo Testamento temos o Cristo da promessa; no Novo
Testamento temos o Cristo da História. Na plenitude dos tempos, ele nasceu sob a lei, nasceu de
mulher, para remir o seu povo de seus pecados e trazer-lhe a plena revelação de Deus.

Em quarto lugar, Deus se revelou completamente em seu Filho. O Filho é a última e completa
revelação de Deus. Não há mais revelação por vir. No Filho, vemos o próprio Deus de forma plena. O
Verbo divino se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória,
glória como do unigênito do Pai. Ele é a exata expressão do ser de Deus. Nele habita corporalmente
toda a plenitude da divindade. Ele é da mesma substância de Deus. Tem os mesmos atributos de
Deus. Realiza as mesmas obras de Deus. Agora, nestes últimos dias, Deus nos falou pelo Filho.

Portanto, Deus não tem mais nada a acrescentar em sua revelação. Assim, o Novo Testamento não
é a apenas a sequência natural da revelação progressiva do Antigo Testamento, mas sua
consumação plena. A lei não está em oposição à graça, mas tem sua consumação nela. Cristo é o
fim da lei. Agora a Bíblia está completa. Tem uma capa ulterior. E isso nos basta: ela é inerrante,
infalível e suficiente!