Palavra Pastoral

O QUE MOTIVA VOCÊ A CONTRIBUIR COM A OBRA DE DEUS?

O QUE MOTIVA VOCÊ A CONTRIBUIR COM A OBRA DE DEUS?

Rev. Hernandes Dias Lopes

A contribuição com a obra de Deus e a oferta aos pobres e necessitados é uma prática bíblica inegável. Infelizmente, vivemos hoje dois extremos nesta questão: aqueles que, alimentados pela ganância, ultrapassam os limites das Escrituras e astuciosamente arrancam o último vintém dos incautos, e aqueles que amam mais o dinheiro do que a Deus e fecham o coração e o bolso, negligenciando a graça da contribuição, sendo infiéis na mordomia dos bens.
A devolução dos dízimos é um claro ensino bíblico, presente antes da lei, durante a lei e depois da lei. A contribuição pessoal, voluntária, generosa, sistemática e alegre está presente tanto no Antigo como no Novo Testamento. O rei Davi oferece-nos alguns princípios importantes sobre a contribuição que glorifica a Deus, quando se preparava para construir o templo de Jerusalém. Esses princípios podem ser vistos no texto de 1Crônicas 29.1-22.

Em primeiro lugar, devemos contribuir porque a obra de Deus a ser realizada é muito grande (1Cr 29.1). Davi disse: “… esta obra é grande; porque o palácio não é para homens, mas para o Senhor Deus”. Davi estava construindo o templo e o palácio. Queria fazer o melhor e dar o melhor para Deus. Tudo o que fazia não era pensando nos homens, mas em Deus. Igualmente, a igreja está realizando uma grande obra. Há templos a serem construídos, igrejas a serem plantadas, pessoas necessitadas a serem assistidas, missionários a serem enviados, muito terreno a ser conquistado aqui e além fronteira.

Em segundo lugar, devemos contribuir com liberalidade porque Deus merece o melhor (1Cr 29.2). Davi, com todas as suas forças, preparou para a Casa de Deus, em abundância, aquilo que existia de melhor. Deus é o dono de tudo. Tudo o que temos vem das suas mãos. Tudo o que damos, também procede de suas dadivosas mãos. Ele é Deus de primícias. Merece o melhor e não as sobras. As coisas de Deus precisam ser feitas com excelência. Não podemos ofertar a Deus com usura, pois ele não nos dá suas bênçãos por medida. Ao ofertar ao Senhor, devemos colocar aí o nosso coração e a nossa força.

Em terceiro lugar, devemos contribuir movidos por grande amor a Deus e à sua obra (1Cr 29.3). Davi não apenas recolheu ofertas dos outros, mas ele pessoalmente deu para a Casa do seu Deus o ouro e a prata particulares que tinha. E fez isso porque amava a Casa do seu Deus. Quem ama, dá. Quem ama é pródigo em ofertar. Nosso amor por Deus não passa de palavrório vazio se não ofertamos ao Senhor com generosidade. Nossa contribuição, ainda que sacrificial, não tem valor diante de Deus, se não é motivada pelo nosso amor ao Senhor e à sua obra. O apóstolo Paulo diz que ainda que entreguemos todos os nossos bens para os pobres, se não tivermos amor, nada disso aproveitará.

Em quarto lugar, devemos contribuir espontaneamente motivados pela alegria de Deus (1Cr 29.5-9). A contribuição é uma graça que Deus nos dá. É um privilégio ser cooperador com Deus na sua obra. O ato de contribuir é uma expressão de culto e adoração. Deus ama a quem dá com alegria. A voluntariedade e a alegria são ingredientes indispensáveis no ato de contribuir. Davi perguntou ao povo: “Quem está disposto, hoje, a trazer ofertas liberalmente ao Senhor? O povo se alegrou com tudo o que se fez voluntariamente; porque de coração íntegro deram eles liberalmente ao Senhor; também o rei Davi se alegrou com grande júbilo” (1Cr 19.5,9). Devemos vir ao gazofilácio para ofertar, exultando de alegria e não com tristeza.

Em quinto lugar, devemos contribuir conscientes de que Deus é dono de tudo e que tudo deve ser feito para a sua glória (1Cr 29.10-22). O resultado da alegre, generosa e abundante oferta do rei e do povo foi a manifestação da glória de Deus. Davi louvou a Deus pela sua glória, poder e riqueza, reconhecendo que as ofertas que deram tinham vindo do próprio Deus. O povo adorou a Deus e houve grande regozijo. O maior propósito da nossa contribuição deve ser a manifestação da glória de Deus.

John Piper tem razão em dizer que o Senhor é mais glorificado em nós quanto mais nos deleitamos nele. Que tudo o que somos e temos esteja a serviço de Deus e seja um tributo de glória a Deus. Que os bens que Deus nos deu estejam no altar de Deus, a serviço a Deus.

Palavra Pastoral

ESCUTE A VOZ DE DEUS, ELE FALOU E AINDA ESTÁ FALANDO

ESCUTE A VOZ DE DEUS, ELE FALOU E AINDA ESTÁ FALANDO

Rev. Hernandes Dias Lopes

“Havendo Deus, outrora, falado, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas,
nestes últimos dias, nos falou pelo Filho…” (Hb 1.1,2).

A Carta aos Hebreus, com singular beleza e não menor profundidade, de forma decisiva e
peremptória, declara a existência de Deus. Por mais que os ateus neguem sua existência e os
agnósticos acentuem a impossibilidade de conhecê-lo, Deus existe. Deus não apenas existe, mas,
também, se revelou. O conhecimento de Deus não se dá por meio da investigação humana, mas
pela auto-revelação divina. Só conhecemos a Deus porque ele revelou-se a nós. Deus fala e sua voz
é poderosa. Como Deus se revelou?

Em primeiro lugar, Deus se revelou na obra da criação. O salmista Davi foi enfático em dizer: “Os
céus proclamam a glória de Deus e o firmamento anuncia as obras de suas mãos” (Sl 19.1). O
universo vastíssimo e insondável, com mais de noventa e três bilhões de anos-luz de diâmetro é o
palco onde Deus reflete a glória de sua majestade. Vemos as digitais do criador nos incontáveis
mundos estelares, bem como na singularidade de uma gota de orvalho. Tanto o macrocosmo como
o microcosmo falam da grandeza de Deus. Cada entardecer e cada novo amanhecer pintam diante
dos nossos olhos uma paisagem nova, refletindo quão grande e quão sábio é o nosso Deus.

Em segundo lugar, Deus se revelou na consciência do homem. O filósofo alemão Emmanuel Kant,
disse: “Há duas coisas que me encantam: o céu estrelado acima de mim e a lei moral dentro de
mim”. Deus colocou dentro do homem um sensor, chamado consciência (Rm 2.15). É uma espécie
de alarme que toca sempre que o homem transgride um preceito moral. Essa consciência acusa-o e
defende-o. Porém, em virtude do pecado, a consciência do homem pode tornar-se fraca e até
cauterizada, sendo, portanto, insuficiente para revelar-lhe, claramente, a pessoa de Deus.

Em terceiro lugar, Deus se revelou progressivamente pelas Escrituras proféticas. Deus falou
muitas vezes e de muitas maneiras aos pais pelos profetas. Usou muitos métodos e vários
instrumentos para comunicar aos nossos antepassados sua lei e sua vontade. A antiga dispensação
foi dada ao povo de Deus, pelo próprio Deus, por meio de seus servos, os profetas. A antiga
dispensação, porém, foi parcial, incompleta e fragmentada. Ela era preparatória e não final. A lei
nos foi dada não em oposição à graça, mas para nos conduzir à graça. O Antigo Testamento não está
em oposição ao Novo. Ao contrário, aponta para ele é tem nele sua consumação. Nas palavras de
Aurélio Agostinho: “O Novo Testamento está latente no Antigo Testamento e o Antigo Testamento
está patente no Novo Testamento”. No Antigo Testamento temos o Cristo da promessa; no Novo
Testamento temos o Cristo da História. Na plenitude dos tempos, ele nasceu sob a lei, nasceu de
mulher, para remir o seu povo de seus pecados e trazer-lhe a plena revelação de Deus.

Em quarto lugar, Deus se revelou completamente em seu Filho. O Filho é a última e completa
revelação de Deus. Não há mais revelação por vir. No Filho, vemos o próprio Deus de forma plena. O
Verbo divino se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória,
glória como do unigênito do Pai. Ele é a exata expressão do ser de Deus. Nele habita corporalmente
toda a plenitude da divindade. Ele é da mesma substância de Deus. Tem os mesmos atributos de
Deus. Realiza as mesmas obras de Deus. Agora, nestes últimos dias, Deus nos falou pelo Filho.

Portanto, Deus não tem mais nada a acrescentar em sua revelação. Assim, o Novo Testamento não
é a apenas a sequência natural da revelação progressiva do Antigo Testamento, mas sua
consumação plena. A lei não está em oposição à graça, mas tem sua consumação nela. Cristo é o
fim da lei. Agora a Bíblia está completa. Tem uma capa ulterior. E isso nos basta: ela é inerrante,
infalível e suficiente!

 

Palavra Pastoral

PASSOS NECESSÁRIOS PARA O PERDÃO

PASSOS NECESSÁRIOS PARA O PERDÃO
Rev. Hernandes Dias Lopes

“Acautelai-vos. Se teu irmão pecar contra ti, repreende-o; se ele se arrepender, perdoa-lhe” (Lc 17.3)
​Depois de alertar seus discípulos sobre a inevitabilidade dos escândalos e a tragédia que desabará sobre aqueles por meio de quem os escândalos vêm, Jesus trata da necessidade de perdoar aqueles que falham conosco. No texto em tela, Jesus ensina cinco passos necessários para o pleno perdão.

Em primeiro lugar, a cautela (Lc 17.3). “Acautelai-vos…”. A cautela é imperativa porque onde o perdão é necessário, os relacionamentos já estão fragilizados, as emoções já estão esfalfadas e as feridas já estão abertas. Sem cautela pode existir arrogância no trato do assunto, deixando a relação ainda mais adoecida. Quem pede perdão precisa ter humildade para reconhecer o seu erro e quem concede perdão precisa ter graça para não pleitear justiça, mas exercer misericórdia.

Em segundo lugar, a repreensão (Lc 17.3). “Acautelai-vos. Se teu irmão pecar contra ti, repreende-o…”. Jesus está falando que o relacionamento, mesmo entre irmãos, pode ter falhas e precisar de reparos. O caminho para a restauração não é dar tempo ao tempo. O tempo não cura as feridas. Também, o caminho não é o silêncio, pois este não é sinônimo de perdão. O remédio para curar as feridas da mágoa é a repreensão. Longe da pessoa ofendida espalhar sua mágoa, contando a outras pessoas a desavença fraternal, denigrando a imagem de quem a feriu, deve procurar a pessoa para um confronto direto, pessoal e sincero, mas cheio de amor. Essa repreensão é, ao mesmo tempo, firme e terna, a ponto de não acobertar o erro nem negligenciar a compaixão. A verdade em amor é terapia divina para curar os males que afligem os relacionamentos. Verdade sem amor machuca; amor sem verdade adoece.

Em terceiro lugar, o arrependimento (Lc 17.3). “Acautelai-vos. Se teu irmão pecar contra ti, repreende-o; se ele se arrepender…”. O amor é incondicional, mas o perdão não. O perdão precisa passar, necessariamente, pelo arrependimento. O ofensor precisa reconhecer seu pecado diante da pessoa a quem ofendeu. Esse reconhecimento implica em admitir o erro, sentir tristeza pelo erro e dispor-se a abandonar o erro. Com essas disposições, o ofensor deve procurar o ofendido para expor seu arrependimento. Em assim fazendo, o ofendido não tem outra opção senão perdoar imediatamente e completamente.

Em quarto lugar, o perdão. (Lc 17.3). “Acautelai-vos. Se teu irmão pecar contra ti, repreende-o; se ele se arrepender, perdoa-lhe”. O perdão é a disposição de tratar o ofensor como irmão, sem jogar em seu rosto o seu pecado. Perdoar é zerar a conta e não cobrar mais a dívida. Perdoar é tratar a pessoa arrependida como se ela nunca tivesse pecado. Perdoar é restaurar o relacionamento e recomeçar uma relação de confiança. O perdão quebra a parede da separação e abre os portais da graça para aceitar de volta o que falhou, dando-lhe a oportunidade de começar outra vez a bendita relação de amizade. O perdão traz cura para quem cometeu o erro e alegria para quem exercitou a misericórdia. Na parábola do Filho pródigo, quem demonstra alegria é o pai que perdoa e não o filho perdoado. O perdão é a assepsia da alma, a faxina da mente e a cura das emoções. O perdão é terapêutico, pois dele emana a restauração da alma.

Em quinto lugar, a fé (Lc 17.4,5). “Se, por sete vezes no dia, pecar contra ti e, sete vezes, vier ter contigo, dizendo: Estou arrependido, perdoa-lhe. Então, disseram os apóstolos ao Senhor: Aumenta-nos a fé”. O perdão ilimitado não é uma capacidade inata que possuímos, é uma operação da graça de Deus em nós. Não temos essa disposição nem esse poder. Somente quando o Senhor aumenta nossa fé podemos perdoar, de forma ilimitada, como Deus em Cristo nos perdoou. O perdão não é uma opção, mas uma ordem divina e uma necessidade humana. Quem não perdoa destrói a própria ponte sobre a qual precisa passar.

Palavra Pastoral

VIVA NAS PROMESSAS DE DEUS

VIVA NAS PROMESSAS DE DEUS
Rev. Arival Dias Casimiro

 

Nenhuma promessa falhou de todas as boas palavras que o SENHOR falara à casa de Israel; tudo se cumpriu (Js 21.45)

Há uma promessa de Deus para toda e qualquer situação que você enfrente. Necessitamos crer e viver as promessas de Deus. A Bíblia é um celeiro de promessas para o cristão. Temos promessas de salvação, libertação, proteção, direção, provisão, renovação, consolação, companhia e vitória. Todas as necessidades do cristão estão previstas nas promessas de Deus e por meio delas podem ser supridas. Charles Spurgeon disse: “Nada é tão excelente, tão precioso e tão doce como uma promessa de Deus”. As promessas de Deus são remédios para as nossas doenças espirituais, alimentos para nutrir a nossa alma e estímulos para as nossas orações. Há quatro lições que Josué nos ensina sobre as promessas de Deus.

· Primeiro, as promessas de Deus são infalíveis.
Nenhuma promessa que Deus fez caiu por terra. Ele mesmo zela pelo cumprimento daquilo que falou. Não há falhas ou equívocos naquilo que Deus promete. O seu caráter é a garantia de que receberemos o que ele nos promete: Deus não é homem, para que minta; nem filho de homem, para que se arrependa. Porventura, tendo ele prometido, não o fará? Ou, tendo falado, não o cumprirá? (Números 23.19). Deus é infalível no cumprimento daquilo que ele promete. Ele não muda na sua essência, atributos, planos e promessas.

· Segundo, as promessas de Deus são boas.
Uma promessa é uma boa palavra que Deus falou e escreveu na Bíblia. Deus é bom e todas as suas promessas refletem o seu caráter. Por isso o salmista diz: “Provai e vede que o Senhor é bom”. Havia um súdito que dizia sempre para o rei que Deus é bom. Um dia saíram para caçar e um animal feroz atacou o rei e ele perdeu o dedo mínimo. O súdito ainda lhe disse: Deus é bom. O rei mandou prendê-lo. Noutra caçada o rei foi capturado por índios antropófagos. Na hora do sacrifício o cacique percebeu que ele era imperfeito, porque lhe faltava um dedo. O rei foi solto e chegou para o súdito e disse-lhe: é verdade, Deus é bom. Mas, por que então eu lhe mandei para a prisão? O súdito respondeu: porque se estivesse contigo eu seria sacrificado.

· Terceiro, as promessas do Senhor são exclusivas.
Elas são para o seu povo, em todas as épocas. Elas são especiais e se restringem ao povo da aliança. Robert Traill: “O Deus dos cristãos é o Deus de promessas”.
As promessas de Deus estão ligadas a aliança. Todas as promessas acerca da salvação de Deus registradas na Bíblia se cumpriram em Jesus Cristo (Lucas 24.44). E por causa da nossa união com Cristo, temos acesso a todos os benefícios que essas promessas de Deus oferecem. Não tenha medo de se apropriar das promessas que Deus nos dá em sua Palavra, porque Jesus é o “SIM” ou “assim seja” para os que estão nele. Em Cristo, somos abençoados com toda sorte de bênçãos.

· Quarto, as promessas do Senhor são eficazes.
Todas elas se cumprem conforme o seu conteúdo e no tempo exato. Use as promessas de Deus para enfrentar todas as situações da vida. Colin Urquhart diz: “Deus é o Deus da promessa. Ele cumpre a sua palavra, mesmo quando parece impossível; mesmo quando as circunstâncias parecem indicar o oposto”.
As promessas são títulos do banco celestial. R. C.H. Lenski diz: “Uma promessa de Deus é melhor que qualquer título ou ordem de pagamento fornecida por qualquer banco ou instituição financeira, ou mesmo o mais estável dos governos, pois qualquer um destes pode se negar a reconhecer a dívida; mas Deus nunca faz isso”. Viva e desfrute das promessas de Deus.

Palavra Pastoral

CARNAVAL, A FESTA QUE TERMINA EM CINZAS

CARNAVAL, A FESTA QUE TERMINA EM CINZAS
Rev. Hernandes Dias Lopes

O carnaval brasileiro é a maior festa popular do mundo. Atrai turistas de todos os continentes e chama a atenção da imprensa internacional. Escolas de samba, com seus enredos e carros alegóricos passam garbosamente pelas passarelas, vendendo alegria e trombeteando uma felicidade contagiante. São quatro dias de intenso fervor carnal. Multidões se acotovelam atrás de um carro alegórico, dançando e pulando freneticamente, movidas pelo álcool ou embaladas nas asas da sedução. Uns engrossam essas fileiras quase nus; outros escondem-se atrás de máscaras. As máscaras revelam os enrustidos e desvelam os anelos dos corações mais afoitos no pecado.

O carnaval é uma festa cara, onde não faltam as disputas acirradas entre as escolas e os arranjos subterrâneos para atender interesses inconfessos. Nessa festa, os excessos são a regra e a sobriedade, a exceção. Há muita bebedeira e muito consumo de drogas ilícitas. Há muita promiscuidade e muitos casamentos desfeitos. Há muitos que saem dessa alucinação com a consciência carregada de culpa e o corpo marcado por doenças que lhe encurtarão os dias.

O carnaval termina na quarta de cinzas. As cinzas são um sinal de arrependimento. Mas, nesse caso, as cinzas não sinalizam qualquer penitência ou quebrantamento. É apenas um ritual vazio, sem qualquer conteúdo moral e espiritual. Aliás, as cinzas são apropriadas para o desfecho do carnaval. Pois essa festa mundana termina, quase sempre, timbrada pela dor e marcada pela culpa. As alegrias do carnaval são postiças e não verdadeiras. A alegria patrocinada pelo carnaval dura apenas enquanto as pessoas estão dopadas pelo prazer carnal. Quando as luzes dessa festa se apagam, deixa seu celebrante na mais densa escuridão. Quando as músicas cessam, fica apenas o gemido da angústia. Quando os enfeixes viram lixo, de lixo se cobre a alma, porque a alegria do mundo é um arremedo de alegria.

Assim é o pecado! O pecado é um embuste, uma farsa, um ledo engano. Parece belo aos olhos e desejável ao coração. Porém, sua aparência é falsa e seu sabor amargo. O pecado é maligníssimo. É pior do que o sofrimento e mais horrendo do que a própria morte. Os males todos desta vida não poderiam nos afastar de Deus, mas o pecado faz separação entre o homem e Deus. O pecado é pior do que o inferno, porque o inferno só existe por causa dele. O pecado é filho da cobiça e genetriz da morte. O pecado é enganador. Promete mundos e fundos, mas não tem nada para oferecer, a não ser a culpa, a dor, a vergonha e a morte. O pecado promete alegria e promove tristeza. O pecado promete liberdade e escraviza. O pecado promete vida e mata.

A verdadeira alegria não está no carnaval. A verdadeira alegria só Deus pode dar. A alegria de Deus é mais do que uma emoção. É mais do que um sentimento. A alegria de Deus é uma pessoa. É Jesus! Todo aquele que conhece a Jesus e tem nele o seu Salvador e Senhor, recebe essa alegria indizível e cheia de alegria. Essa alegria não dura apenas nos luzidios dias de festa. Está presente em todos os lugares, em todos os tempos, em todas as circunstâncias.

Mesmo aqueles que sofrem os mais violentos ataques de fúria deste mundo, desfrutam dessa alegria. Mesmo aqueles que estão encerrados atrás de barras de ferro e presos por grossas correntes, cantam nas prisões. Mesmo aqueles que enfrentam os dramas da fome e dos mais perversos castigos físicos, encontram em Jesus, motivo para cantar. Mesmo aqueles que entram pelo corredor da morte e sofrem doloroso martírio, caminham para o patíbulo com um hino de louvor em seus lábios. Oh, essa alegria o mundo não conhece nem poder dar. Essa alegria o mundo não pode tirar.

Essa alegria não brota da terra, emana do céu. Essa alegria não vem dos homens, procede de Deus. Essa alegria não é uma oferta dos prazeres desta vida, mas um dom do Espírito Santo. Essa alegria não é celebrada nas passarelas do carnaval, mas no coração de todos os remidos do Senhor!

Palavra Pastoral

DISCIPULADO: CHAMADA E PREÇO

DISCIPULADO: CHAMADA E PREÇO
Rev. Nisan Baía

Primeiro – Chamada Divina
“Quando ia passando viu Mateus sentado na coletoria, e disse-lhe: Segue-me.” (Mc. 2.14)
A chamada para o discipulado é um ato divino. “Quem nos salvou e nos chamou por santa vocação não segundo nossas obras, mas conforme a sua própria determinação e graça que nos foi dada em Cristo Jesus antes dos tempos eternos” (II Tm 1.9). O Senhor não viu nada bom em nós que movesse seu coração para formular o chamado (todos pecaram). A própria fé e a obediência, tornaram-se uma consequência de nossa eleição em Cristo. O que disse Samuel Falcão: “Como árvores corrompidas, não podemos produzir nenhum fruto bom até que Deus faça de nós novas árvores, pelo poder do seu Espirito, cujos frutos vêm indicados em Gálatas 5.22-23. Não fomos eleitos ou escolhidos porque Deus previu que daríamos frutos, mas para que fossemos e déssemos fruto. “Deus é quem efetua em vós tanto o querer como o realizar, segundo a sua boa vontade”. (Fl 2.12-13). A Deus, exclusivamente a Ele, compete o chamado para ser discípulo. Não há discipulado sem senhorio. A Cristo, somente a Ele compete o senhorio. Nas palavras de Bonhoeffer “o discipulado sem Cristo é escolha pessoal de um caminho, talvez ideal, um caminho quem sabe, de martírio, mas que não encerra promessa de vitória!” O chamado do Mestre implica em resposta positiva do discípulo.
A chamada para o discipulado, como ato divino, exige do crente uma resposta consciente, por isso mesmo não implica em coação da parte do Senhor. O Mestre fala sempre com o coração e a resposta do discípulo não poderia ser outra senão aquela que nasce no coração

Segundo – Resposta Humana
“Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome sua cruz e siga-me” (Lc 9.23)
Todo e qualquer empreendimento reclama um preço. O preço do discipulado é a cruz. Cruz é sacrifício, é responsabilidade, é morte! O reformador João Calvino afirmou: “Quando Deus chama alguém, chama para morrer!” Não há discipulado sem morte; morte para o mundo, morte para o pecado! O Senhor Jesus disse: “Se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas se morrer, produz frutos”. E noutra ocasião, afirmou: “Quem quiser salvar a sua vida, perdê-la-á”. Seu objetivo no mundo era a cruz. Foi ali que deu a vida pelos escolhidos do Pai. No sofrimento do Calvário realizou a obra da redenção: “Tudo está consumado”. “Pai nas tuas mãos entrego o meu Espírito!” E havendo dito isto, expirou, para ressuscitar, no terceiro dia para a nossa redenção. Sem morte não há ressureição. “É morrendo que se vive para a vida eterna”.
Não se chega à cruz sem se estar preparado. Antes do Calvário vem o Getsêmani. Getsêmani é comunhão com Deus, é oração, é submissão: “Não como eu quero, mas como tu queres; faça-se a tua vontade!” Foram as palavras do mestre antes do martírio.

Durante três anos, por certo, dia e noite, os discípulos pagaram preço elevado, quedando-se aos pés de seu Senhor e Mestre para ouvir os preciosos ensinamentos que os tornaram capacitados, ao exercício do discipulado indo até às últimas consequências! Jesus lhes havia dito: “Sereis perseguidos e atribulados por causa do meu nome…” Falou-lhes de prisão e de morte. Nem assim eles recuaram. Até Pedro, passado o seu fracasso, não temeu as autoridades constituídas e nem a própria morte! Importa obedecer a Deus!

Notícias

ESCOLA DOMINICAL, A MAIOR ESCOLA DO MUNDO

ESCOLA DOMINICAL, A MAIOR ESCOLA DO MUNDO
Rev. Hernandes Dias Lopes

A Escola Dominical é uma agência de ensino do Reino de Deus. Esta escola está presente em quase todos os países do mundo e possui milhões de alunos, que dominicalmente, se dedicam ao estudo das Sagradas Escrituras. Seus alunos procedem de todas as denominações protestantes, são oriundos de todos os extratos sociais e abrange todas as faixas etárias. Essa escola informa, transforma e treina pessoas para a realização da obra de Deus. Destacaremos três importantes características da Escola Dominical:

1. A Escola Dominical é uma escola que informa acerca das verdades eternas – O livro texto da Escola Dominical é a Palavra de Deus. As mesmas verdades que são ensinadas para as crianças são também transmitidas nas classes de adultos. Nessa escola pessoas incultas assentam-se na mesma classe com os
doutores. Nessa escola não há segregação de idade, raça ou grau de instrução. O que estudamos nessa escola não são os últimos inventos da ciência nem as lucubrações dos filósofos e pensadores, nem mesmo as últimas tendências da política, das artes ou da cultura, mas a verdade revelada de Deus. A Bíblia é um livro divinohumano. É inspirada por Deus e escrita por homens santos; ela é nascida no céu, amada na terra e perseguida pelo inferno. A Bíblia é o livro dos livros: O livro mais lido e o mais negligenciado; o livro mais amado e o mais odiado; o livro mais publicado, mais comentado e mais difundido de toda a história da literatura universal.

2. A Escola Dominical é uma escola que objetiva a transformação da vida mediante o ensino fiel das Escrituras – A transformação espiritual do homem e da mulher é uma obra exclusiva de Deus. Ainda que reuníssemos todos os nossos recursos não poderíamos sequer transformar uma vida. Mas, quando ensinamos a Palavra de Deus, no poder do Espírito Santo, essa mensagem bendita do evangelho transforma vidas e famílias inteiras. Os cativos são libertos, os perdidos são encontrados, os que vivem na região da sombra da morte encontram vida plena e abundante em Cristo Jesus. A Escola Dominical não é apenas uma agência de ensino, mas, também, um instrumento poderoso de evangelização. Por meio do ensino das Escrituras muitas pessoas têm vindo ao conhecimento salvador de Cristo e sido transformadas pelo poder do Espírito Santo. Temos visto muitos indivíduos sendo resgatados das trevas para a luz, da potestade de Satanás para Deus, deste mundo tenebroso para o glorioso reino de Cristo.

3. A Escola Dominical é um campo de treinamento dos santos para realizar a obra de Deus – A Escola Dominical não apenas informa e transforma, mas também, treina pessoas convertidas para o exercício do ministério. A igreja não é apenas o receptáculo da graça, mas um canal por meio do qual, as boas novas do evangelho devem chegar até aos confins da terra para alcançar cada criatura. O propósito de Deus é o evangelho todo, por toda a igreja, a cada criatura, em todo o mundo. O sacerdócio universal dos crentes abre largas avenidas de oportunidades para que cada membro da igreja seja uma testemunha viva da graça e um embaixador das boas novas de salvação aos perdidos. Devemos nos reunir dominicalmente, não apenas para nos abastecermos, mas também para nos equiparmos para fazer a obra de Deus. Somos um exército. Cada soldado deve estar na sua linha de combate. Há trabalho para todos. Os desafios são imensos, o campo é vasto, as portas estão abertas, os obreiros são poucos e a seara é grande. É tempo de repassarmos aos outros, o que temos recebido. É tempo de nos levantarmos, munidos de um profundo senso de urgência para fazermos a obra de Deus enquanto é dia, pois a noite vem quando ninguém pode trabalhar. Que Deus nos ajude a ter uma Escola Dominical viva, dinâmica e operosa, que informa, transforma e treina pessoas para fazer a obra de Deus!

 

Palavra Pastoral

NA CRISE, DEUS CUIDA DE VOCÊ

NA CRISE, DEUS CUIDA DE VOCÊ
Rev. Arival Dias Casimiro

 

Da panela a farinha não se acabou, e da botija o azeite não faltou, segundo a palavra do Senhor, por intermédio de Elias (1Rs 17.16).

Vivemos dias de crise moral, existencial e econômica! Ela está presente em todos os lugares e atinge todas as pessoas. Mas, em meio a tudo isso, Deus está conosco. Não há casualidades na vida do cristão. Deus tem planos para o seu povo e Ele jamais entra em pânico. Devemos crer na doutrina da providência de Deus, pois ela é uma continuação da sua criação e redenção. William Cowper diz: “Feliz é o homem que vê Deus envolvido em tudo de bom e de mau que acontece na vida”. Meditemos no milagre da farinha e do azeite, que nos mostra exatamente isso.

Primeiro, Deus nos sustenta diariamente: “Da panela a farinha não se acabou, e da botija o azeite não faltou”.
Deus supre as necessidades essenciais do seu povo. Farinha e azeite era o “arroz com feijão” do povo de Israel. Sabemos que Deus sustenta o seu povo diariamente, na casa do crente jamais faltará “o pão nosso de cada dia”. O justo jamais ficará desamparado. É promessa de Deus! Thomas Watson declarou: “Deus deve merecer nossa confiança quando sua providência parece correr em sentido contrário às suas promessas”. Ele prometeu cuidar de Israel na caminhada para a terra prometida. Fez isso ao mandar o maná do céu para sustentar o seu povo no deserto. Durante quarenta anos, caiu maná do céu por seis dias da semana, exceto aos sábados. Deus continua o mesmo, Ele cuida de você hoje! Liberte-se da ansiedade, da dúvida e da incredulidade. Olhe, agora, para o Senhor.

Segundo, Deus faz milagres nas crises: “não se acabou” e “não faltou”.
Esse milagre aconteceu na casa de uma viúva, em Sarepta. Era um tempo de seca e fome em Israel. Mas, Deus usou esta viúva para sustentar o profeta Elias e, ao mesmo tempo, abençoar a sua casa. George Muller disse: “A fé não atua no âmbito das possibilidades. Não há glória para Deus naquilo que é humanamente possível. A fé começa onde as forças do homem terminam”. Os milagres de Deus são naturais à fé cristã. Se tirarmos os milagres da Bíblia, a nossa fé perderá a sua base. William S. Plumer disse: “Uma religião sem maravilhas é falsa. Uma teologia sem maravilhas é herege”. Os milagres estão presentes na criação, na providência e na redenção. Deus sempre fez milagres na vida do seu povo, principalmente, nos momentos de crise.

Terceiro, Deus faz milagres para aquele que possui fé e obediência: “segundo a palavra do Senhor, por intermédio de Elias”.
A viúva só tinha um punhado de farinha e um pouco de azeite. O profeta ordenou que ela fizesse uma comida para ele. Ela obedeceu e o milagre aconteceu. Aprenda de uma vez para sempre: só obedece a Deus quem confia nele. Fé demonstrada pela obediência é o segredo para que os milagres de Deus aconteçam na sua vida. A fé é a artéria vital da alma. Vivemos pela fé, e a vida é sustentada pela obediência. A fé aumenta pela oração, fortalece pela meditação na Palavra e seu propósito é cumprido quando submetemo-nos diariamente ao Senhor Jesus, em total obediência. Richard Sibbes disse: “Quanto maior a fé que levarmos a Cristo, maior a medida que dele obteremos”. Busque a Deus hoje. Vá até Ele com fé e esperança. Uma fé firme na providência especial de Deus é a solução para todos os problemas desta vida.

Palavra Pastoral

A VIÚVA E A IGREJA

A VIÚVA E A IGREJA
Rev. Arival Dias Casimiro

A oração abre o caminho para Deus fazer a sua obra em nós e através de nós. Ela é uma ponte que liga a impotência humana a onipotência divina. Com o objetivo de nos encorajar a orar, Jesus deixou-nos a parábola do “Juiz Iníquo e a Viúva”. A parábola tem a sua chave pendurada na porta de entrada: “Disse-lhes Jesus uma parábola sobre o dever de orar sempre e nunca esmorecer” (V.1). Jesus quer que oremos sempre, sem desanimar, principalmente quando a nossa causa parece impossível e tardia de resolução.

O ponto principal da parábola é o versículo sete: “Não fará Deus justiça aos seus escolhidos, que a ele clamam dia e noite, embora pareça demorado em defendê-los?”. Primeiro, Deus tem um povo escolhido e exclusivamente seu. A Igreja é o povo de Deus. Segundo, o povo de Deus tem problemas que somente Deus pode solucionar. Há causas impossíveis para nós, que somente Deus pode resolver. Terceiro, Deus ordena que seu povo ore, perseverantemente, a Ele, até que a causa seja resolvida.
Matthew Henry comentando essa parábola estabelece uma comparação entre a Viúva e a Igreja (o povo escolhido de Deus). Destacarei aqui algumas das suas sugestões, visando motivar a sua vida de oração:

· Na parábola, a viúva era um estranho para o juiz iniquo. Na vida real, a Igreja é o povo amado, escolhido e salvo por Deus.

· Na parábola, a viúva pedia sozinha. Na vida real, a Igreja pede coletivamente. Há um grande mover de Deus quando o seu pode se reúne para orar.

· Na parábola, a viúva foi ao juiz que se mantinha distante. Na vida real, a Igreja vai ao Pai, que quer que nos aproximemos ao máximo Dele. Orar é estar na presença do Senhor.

· Na parábola, a viúva foi a um juiz injusto e mau. Na vida real, a Igreja vai ao Pai Justo e Amoroso.

· Na parábola, a viúva foi a um juiz que não queria resolver o seu problema. Na vida real, a Igreja vai a Deus que quer solucionar os nossos problemas.

· Na parábola, a viúva comparece sozinha perante o juiz. Na vida real, a Igreja vai à presença de Deus acompanhada do maior Advogado do mundo: Jesus Cristo.

· Na parábola, a viúva não tinha esperança que o juiz iníquo resolvesse o seu problema. Na vida real, a Igreja comparece perante o Deus Justo, com a garantia das promessas divinas.

· Na parábola, a viúva tinha acesso limitado ao Juiz, sempre com uma audiência marcada. Na vida real, a Igreja pode encontrar-se com Deus todos os dias, durante o dia todo. São 24 horas de acesso diário e ininterrupto.

· Na parábola, a importunação da viúva era vista negativamente pelo juiz iníquo. Na vida real, Jesus quer ser importunado pelo seu povo a todo instante. Ele quer que a sua Igreja o procure sem vergonha e temor, a todo instante.

Meus irmãos: vamos orar! A oração é o meio de graça mais eficaz para alcançarmos as dádivas do Pai. Sem esmorecer, coloquemos diante do Senhor as nossas carências.

Palavra Pastoral

MOTIVAÇÕES PARA SEGUIR A JESUS

MOTIVAÇÕES PARA SEGUIR A JESUS
Rev. Arival Dias Casimiro

Há muitas pessoas buscando Jesus hoje de maneira errada e com motivações as mais diversas. É certo que a procura é determinada pela oferta, e o Jesus que muitos oferecem hoje não tem nada a ver com o da Bíblia. Mas o que nos leva, de fato, a buscá-lo são nossas motivações ou expectativas.

Jesus enfrentou problemas com as pessoas que o buscavam. As pessoas o procuravam com as mais diversas motivações. O capítulo seis de João nos revela algumas.

Os curiosos (Jo 6.2). Muitos seguiam a Jesus para assistir às suas curas e milagres. Há pessoas que são expectadores ou telespectadores de Jesus: gostam de ver os prodígios e milagres, mas tudo sem compromisso.

Os interesseiros (Jo 6.14). Muitos viam a Jesus como um profeta ou um político que resolveria o problema da fome. Há muitos que buscam em Jesus somente solução para seus problemas materiais.

Os incrédulos (Jo 6.36). Muitos viam os sinais e ouviam as mensagens, mas não criam. Eram céticos: mente e coração fechados para as realidades espirituais.

Os murmuradores (Jo 6.41). Muitos reclamaram da mensagem de Jesus e passaram a desprezar sua pessoa: Jesus não satisfazia suas necessidades.

Os desistentes (Jo 6.66). Muitos desistiram de seguir a Jesus porque sua mensagem era muito difícil de ser vivida.
Os fiéis (Jo 6. 67-69). Aqueles que não desistiram de seguir a Jesus.

É muito importante observarmos o que Jesus fala para seus discípulos verdadeiros: “Então, perguntou Jesus aos doze: Porventura, quereis também vós outros retirar-vos? Respondeu-lhe Simão Pedro: Senhor, para quem iremos? Tu tens as palavras da vida eterna; e nós temos crido e conhecido que tu és o Santo de Deus” (Jo 6.67-69). O verdadeiro discípulo jamais desiste de seguir a Jesus.

Três razões para justificar esta não desistência:

Primeiro, ele não desiste porque foi escolhido por Deus
Cada discípulo de Jesus foi escolhido por Deus e é conduzido por Ele a Jesus: “Todo aquele que o Pai me dá, esse virá a mim; e o que vem a mim, de modo nenhum o lançarei fora” (Jo 6.37). “Não lançar fora” significa que o verdadeiro discípulo foi escolhido para ficar para sempre com Jesus. Ele jamais desistirá. Esta verdade é repetida por Jesus, várias vezes (Jo. 6.39-40, 6.44, 6.64-65, 6.70).

Segundo, ele não desiste porque Jesus é a única opção que satisfaz
Pedro pergunta: “Senhor, para quem iremos?” Qual seria outra opção além de Jesus? Alguém poderia ocupar o lugar de Jesus em minha vida? Não, definitivamente. Somente por intermédio dele poderemos ser salvos (Atos 4.12).

Terceiro, ele não desiste por causa de sua fé
Pedro diz a Jesus: “Tu tens as palavras da vida eterna; e nós temos crido e conhecido que tu és o Santo de Deus”. Por meio da fé e do conhecimento espiritual, o discípulo sabe quem é Jesus. Observe que o percurso é crer para conhecer e não conhecer para crer. Ele sabe e já desfruta da vida eterna que somente Jesus pode dar (Jo 6.47). Esta compreensão foi produzida nele, pelo Espírito Santo, de maneira sobrenatural. Portanto, quem conhece e recebe a Jesus, por meio do novo nascimento, jamais desiste ou o abandona.

Examine agora, à luz deste ensino de Jesus, quais são suas motivações em segui-lo.
Jesus tem atendido suas expectativas?