Palavra Pastoral

DISCIPULADO: CHAMADA E PREÇO

DISCIPULADO: CHAMADA E PREÇO
Rev. Nisan Baía

Primeiro – Chamada Divina
“Quando ia passando viu Mateus sentado na coletoria, e disse-lhe: Segue-me.” (Mc. 2.14)
A chamada para o discipulado é um ato divino. “Quem nos salvou e nos chamou por santa vocação não segundo nossas obras, mas conforme a sua própria determinação e graça que nos foi dada em Cristo Jesus antes dos tempos eternos” (II Tm 1.9). O Senhor não viu nada bom em nós que movesse seu coração para formular o chamado (todos pecaram). A própria fé e a obediência, tornaram-se uma consequência de nossa eleição em Cristo. O que disse Samuel Falcão: “Como árvores corrompidas, não podemos produzir nenhum fruto bom até que Deus faça de nós novas árvores, pelo poder do seu Espirito, cujos frutos vêm indicados em Gálatas 5.22-23. Não fomos eleitos ou escolhidos porque Deus previu que daríamos frutos, mas para que fossemos e déssemos fruto. “Deus é quem efetua em vós tanto o querer como o realizar, segundo a sua boa vontade”. (Fl 2.12-13). A Deus, exclusivamente a Ele, compete o chamado para ser discípulo. Não há discipulado sem senhorio. A Cristo, somente a Ele compete o senhorio. Nas palavras de Bonhoeffer “o discipulado sem Cristo é escolha pessoal de um caminho, talvez ideal, um caminho quem sabe, de martírio, mas que não encerra promessa de vitória!” O chamado do Mestre implica em resposta positiva do discípulo.
A chamada para o discipulado, como ato divino, exige do crente uma resposta consciente, por isso mesmo não implica em coação da parte do Senhor. O Mestre fala sempre com o coração e a resposta do discípulo não poderia ser outra senão aquela que nasce no coração

Segundo – Resposta Humana
“Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome sua cruz e siga-me” (Lc 9.23)
Todo e qualquer empreendimento reclama um preço. O preço do discipulado é a cruz. Cruz é sacrifício, é responsabilidade, é morte! O reformador João Calvino afirmou: “Quando Deus chama alguém, chama para morrer!” Não há discipulado sem morte; morte para o mundo, morte para o pecado! O Senhor Jesus disse: “Se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas se morrer, produz frutos”. E noutra ocasião, afirmou: “Quem quiser salvar a sua vida, perdê-la-á”. Seu objetivo no mundo era a cruz. Foi ali que deu a vida pelos escolhidos do Pai. No sofrimento do Calvário realizou a obra da redenção: “Tudo está consumado”. “Pai nas tuas mãos entrego o meu Espírito!” E havendo dito isto, expirou, para ressuscitar, no terceiro dia para a nossa redenção. Sem morte não há ressureição. “É morrendo que se vive para a vida eterna”.
Não se chega à cruz sem se estar preparado. Antes do Calvário vem o Getsêmani. Getsêmani é comunhão com Deus, é oração, é submissão: “Não como eu quero, mas como tu queres; faça-se a tua vontade!” Foram as palavras do mestre antes do martírio.

Durante três anos, por certo, dia e noite, os discípulos pagaram preço elevado, quedando-se aos pés de seu Senhor e Mestre para ouvir os preciosos ensinamentos que os tornaram capacitados, ao exercício do discipulado indo até às últimas consequências! Jesus lhes havia dito: “Sereis perseguidos e atribulados por causa do meu nome…” Falou-lhes de prisão e de morte. Nem assim eles recuaram. Até Pedro, passado o seu fracasso, não temeu as autoridades constituídas e nem a própria morte! Importa obedecer a Deus!

Notícias

ESCOLA DOMINICAL, A MAIOR ESCOLA DO MUNDO

ESCOLA DOMINICAL, A MAIOR ESCOLA DO MUNDO
Rev. Hernandes Dias Lopes

A Escola Dominical é uma agência de ensino do Reino de Deus. Esta escola está presente em quase todos os países do mundo e possui milhões de alunos, que dominicalmente, se dedicam ao estudo das Sagradas Escrituras. Seus alunos procedem de todas as denominações protestantes, são oriundos de todos os extratos sociais e abrange todas as faixas etárias. Essa escola informa, transforma e treina pessoas para a realização da obra de Deus. Destacaremos três importantes características da Escola Dominical:

1. A Escola Dominical é uma escola que informa acerca das verdades eternas – O livro texto da Escola Dominical é a Palavra de Deus. As mesmas verdades que são ensinadas para as crianças são também transmitidas nas classes de adultos. Nessa escola pessoas incultas assentam-se na mesma classe com os
doutores. Nessa escola não há segregação de idade, raça ou grau de instrução. O que estudamos nessa escola não são os últimos inventos da ciência nem as lucubrações dos filósofos e pensadores, nem mesmo as últimas tendências da política, das artes ou da cultura, mas a verdade revelada de Deus. A Bíblia é um livro divinohumano. É inspirada por Deus e escrita por homens santos; ela é nascida no céu, amada na terra e perseguida pelo inferno. A Bíblia é o livro dos livros: O livro mais lido e o mais negligenciado; o livro mais amado e o mais odiado; o livro mais publicado, mais comentado e mais difundido de toda a história da literatura universal.

2. A Escola Dominical é uma escola que objetiva a transformação da vida mediante o ensino fiel das Escrituras – A transformação espiritual do homem e da mulher é uma obra exclusiva de Deus. Ainda que reuníssemos todos os nossos recursos não poderíamos sequer transformar uma vida. Mas, quando ensinamos a Palavra de Deus, no poder do Espírito Santo, essa mensagem bendita do evangelho transforma vidas e famílias inteiras. Os cativos são libertos, os perdidos são encontrados, os que vivem na região da sombra da morte encontram vida plena e abundante em Cristo Jesus. A Escola Dominical não é apenas uma agência de ensino, mas, também, um instrumento poderoso de evangelização. Por meio do ensino das Escrituras muitas pessoas têm vindo ao conhecimento salvador de Cristo e sido transformadas pelo poder do Espírito Santo. Temos visto muitos indivíduos sendo resgatados das trevas para a luz, da potestade de Satanás para Deus, deste mundo tenebroso para o glorioso reino de Cristo.

3. A Escola Dominical é um campo de treinamento dos santos para realizar a obra de Deus – A Escola Dominical não apenas informa e transforma, mas também, treina pessoas convertidas para o exercício do ministério. A igreja não é apenas o receptáculo da graça, mas um canal por meio do qual, as boas novas do evangelho devem chegar até aos confins da terra para alcançar cada criatura. O propósito de Deus é o evangelho todo, por toda a igreja, a cada criatura, em todo o mundo. O sacerdócio universal dos crentes abre largas avenidas de oportunidades para que cada membro da igreja seja uma testemunha viva da graça e um embaixador das boas novas de salvação aos perdidos. Devemos nos reunir dominicalmente, não apenas para nos abastecermos, mas também para nos equiparmos para fazer a obra de Deus. Somos um exército. Cada soldado deve estar na sua linha de combate. Há trabalho para todos. Os desafios são imensos, o campo é vasto, as portas estão abertas, os obreiros são poucos e a seara é grande. É tempo de repassarmos aos outros, o que temos recebido. É tempo de nos levantarmos, munidos de um profundo senso de urgência para fazermos a obra de Deus enquanto é dia, pois a noite vem quando ninguém pode trabalhar. Que Deus nos ajude a ter uma Escola Dominical viva, dinâmica e operosa, que informa, transforma e treina pessoas para fazer a obra de Deus!

 

Palavra Pastoral

NA CRISE, DEUS CUIDA DE VOCÊ

NA CRISE, DEUS CUIDA DE VOCÊ
Rev. Arival Dias Casimiro

 

Da panela a farinha não se acabou, e da botija o azeite não faltou, segundo a palavra do Senhor, por intermédio de Elias (1Rs 17.16).

Vivemos dias de crise moral, existencial e econômica! Ela está presente em todos os lugares e atinge todas as pessoas. Mas, em meio a tudo isso, Deus está conosco. Não há casualidades na vida do cristão. Deus tem planos para o seu povo e Ele jamais entra em pânico. Devemos crer na doutrina da providência de Deus, pois ela é uma continuação da sua criação e redenção. William Cowper diz: “Feliz é o homem que vê Deus envolvido em tudo de bom e de mau que acontece na vida”. Meditemos no milagre da farinha e do azeite, que nos mostra exatamente isso.

Primeiro, Deus nos sustenta diariamente: “Da panela a farinha não se acabou, e da botija o azeite não faltou”.
Deus supre as necessidades essenciais do seu povo. Farinha e azeite era o “arroz com feijão” do povo de Israel. Sabemos que Deus sustenta o seu povo diariamente, na casa do crente jamais faltará “o pão nosso de cada dia”. O justo jamais ficará desamparado. É promessa de Deus! Thomas Watson declarou: “Deus deve merecer nossa confiança quando sua providência parece correr em sentido contrário às suas promessas”. Ele prometeu cuidar de Israel na caminhada para a terra prometida. Fez isso ao mandar o maná do céu para sustentar o seu povo no deserto. Durante quarenta anos, caiu maná do céu por seis dias da semana, exceto aos sábados. Deus continua o mesmo, Ele cuida de você hoje! Liberte-se da ansiedade, da dúvida e da incredulidade. Olhe, agora, para o Senhor.

Segundo, Deus faz milagres nas crises: “não se acabou” e “não faltou”.
Esse milagre aconteceu na casa de uma viúva, em Sarepta. Era um tempo de seca e fome em Israel. Mas, Deus usou esta viúva para sustentar o profeta Elias e, ao mesmo tempo, abençoar a sua casa. George Muller disse: “A fé não atua no âmbito das possibilidades. Não há glória para Deus naquilo que é humanamente possível. A fé começa onde as forças do homem terminam”. Os milagres de Deus são naturais à fé cristã. Se tirarmos os milagres da Bíblia, a nossa fé perderá a sua base. William S. Plumer disse: “Uma religião sem maravilhas é falsa. Uma teologia sem maravilhas é herege”. Os milagres estão presentes na criação, na providência e na redenção. Deus sempre fez milagres na vida do seu povo, principalmente, nos momentos de crise.

Terceiro, Deus faz milagres para aquele que possui fé e obediência: “segundo a palavra do Senhor, por intermédio de Elias”.
A viúva só tinha um punhado de farinha e um pouco de azeite. O profeta ordenou que ela fizesse uma comida para ele. Ela obedeceu e o milagre aconteceu. Aprenda de uma vez para sempre: só obedece a Deus quem confia nele. Fé demonstrada pela obediência é o segredo para que os milagres de Deus aconteçam na sua vida. A fé é a artéria vital da alma. Vivemos pela fé, e a vida é sustentada pela obediência. A fé aumenta pela oração, fortalece pela meditação na Palavra e seu propósito é cumprido quando submetemo-nos diariamente ao Senhor Jesus, em total obediência. Richard Sibbes disse: “Quanto maior a fé que levarmos a Cristo, maior a medida que dele obteremos”. Busque a Deus hoje. Vá até Ele com fé e esperança. Uma fé firme na providência especial de Deus é a solução para todos os problemas desta vida.

Palavra Pastoral

A VIÚVA E A IGREJA

A VIÚVA E A IGREJA
Rev. Arival Dias Casimiro

A oração abre o caminho para Deus fazer a sua obra em nós e através de nós. Ela é uma ponte que liga a impotência humana a onipotência divina. Com o objetivo de nos encorajar a orar, Jesus deixou-nos a parábola do “Juiz Iníquo e a Viúva”. A parábola tem a sua chave pendurada na porta de entrada: “Disse-lhes Jesus uma parábola sobre o dever de orar sempre e nunca esmorecer” (V.1). Jesus quer que oremos sempre, sem desanimar, principalmente quando a nossa causa parece impossível e tardia de resolução.

O ponto principal da parábola é o versículo sete: “Não fará Deus justiça aos seus escolhidos, que a ele clamam dia e noite, embora pareça demorado em defendê-los?”. Primeiro, Deus tem um povo escolhido e exclusivamente seu. A Igreja é o povo de Deus. Segundo, o povo de Deus tem problemas que somente Deus pode solucionar. Há causas impossíveis para nós, que somente Deus pode resolver. Terceiro, Deus ordena que seu povo ore, perseverantemente, a Ele, até que a causa seja resolvida.
Matthew Henry comentando essa parábola estabelece uma comparação entre a Viúva e a Igreja (o povo escolhido de Deus). Destacarei aqui algumas das suas sugestões, visando motivar a sua vida de oração:

· Na parábola, a viúva era um estranho para o juiz iniquo. Na vida real, a Igreja é o povo amado, escolhido e salvo por Deus.

· Na parábola, a viúva pedia sozinha. Na vida real, a Igreja pede coletivamente. Há um grande mover de Deus quando o seu pode se reúne para orar.

· Na parábola, a viúva foi ao juiz que se mantinha distante. Na vida real, a Igreja vai ao Pai, que quer que nos aproximemos ao máximo Dele. Orar é estar na presença do Senhor.

· Na parábola, a viúva foi a um juiz injusto e mau. Na vida real, a Igreja vai ao Pai Justo e Amoroso.

· Na parábola, a viúva foi a um juiz que não queria resolver o seu problema. Na vida real, a Igreja vai a Deus que quer solucionar os nossos problemas.

· Na parábola, a viúva comparece sozinha perante o juiz. Na vida real, a Igreja vai à presença de Deus acompanhada do maior Advogado do mundo: Jesus Cristo.

· Na parábola, a viúva não tinha esperança que o juiz iníquo resolvesse o seu problema. Na vida real, a Igreja comparece perante o Deus Justo, com a garantia das promessas divinas.

· Na parábola, a viúva tinha acesso limitado ao Juiz, sempre com uma audiência marcada. Na vida real, a Igreja pode encontrar-se com Deus todos os dias, durante o dia todo. São 24 horas de acesso diário e ininterrupto.

· Na parábola, a importunação da viúva era vista negativamente pelo juiz iníquo. Na vida real, Jesus quer ser importunado pelo seu povo a todo instante. Ele quer que a sua Igreja o procure sem vergonha e temor, a todo instante.

Meus irmãos: vamos orar! A oração é o meio de graça mais eficaz para alcançarmos as dádivas do Pai. Sem esmorecer, coloquemos diante do Senhor as nossas carências.

Palavra Pastoral

MOTIVAÇÕES PARA SEGUIR A JESUS

MOTIVAÇÕES PARA SEGUIR A JESUS
Rev. Arival Dias Casimiro

Há muitas pessoas buscando Jesus hoje de maneira errada e com motivações as mais diversas. É certo que a procura é determinada pela oferta, e o Jesus que muitos oferecem hoje não tem nada a ver com o da Bíblia. Mas o que nos leva, de fato, a buscá-lo são nossas motivações ou expectativas.

Jesus enfrentou problemas com as pessoas que o buscavam. As pessoas o procuravam com as mais diversas motivações. O capítulo seis de João nos revela algumas.

Os curiosos (Jo 6.2). Muitos seguiam a Jesus para assistir às suas curas e milagres. Há pessoas que são expectadores ou telespectadores de Jesus: gostam de ver os prodígios e milagres, mas tudo sem compromisso.

Os interesseiros (Jo 6.14). Muitos viam a Jesus como um profeta ou um político que resolveria o problema da fome. Há muitos que buscam em Jesus somente solução para seus problemas materiais.

Os incrédulos (Jo 6.36). Muitos viam os sinais e ouviam as mensagens, mas não criam. Eram céticos: mente e coração fechados para as realidades espirituais.

Os murmuradores (Jo 6.41). Muitos reclamaram da mensagem de Jesus e passaram a desprezar sua pessoa: Jesus não satisfazia suas necessidades.

Os desistentes (Jo 6.66). Muitos desistiram de seguir a Jesus porque sua mensagem era muito difícil de ser vivida.
Os fiéis (Jo 6. 67-69). Aqueles que não desistiram de seguir a Jesus.

É muito importante observarmos o que Jesus fala para seus discípulos verdadeiros: “Então, perguntou Jesus aos doze: Porventura, quereis também vós outros retirar-vos? Respondeu-lhe Simão Pedro: Senhor, para quem iremos? Tu tens as palavras da vida eterna; e nós temos crido e conhecido que tu és o Santo de Deus” (Jo 6.67-69). O verdadeiro discípulo jamais desiste de seguir a Jesus.

Três razões para justificar esta não desistência:

Primeiro, ele não desiste porque foi escolhido por Deus
Cada discípulo de Jesus foi escolhido por Deus e é conduzido por Ele a Jesus: “Todo aquele que o Pai me dá, esse virá a mim; e o que vem a mim, de modo nenhum o lançarei fora” (Jo 6.37). “Não lançar fora” significa que o verdadeiro discípulo foi escolhido para ficar para sempre com Jesus. Ele jamais desistirá. Esta verdade é repetida por Jesus, várias vezes (Jo. 6.39-40, 6.44, 6.64-65, 6.70).

Segundo, ele não desiste porque Jesus é a única opção que satisfaz
Pedro pergunta: “Senhor, para quem iremos?” Qual seria outra opção além de Jesus? Alguém poderia ocupar o lugar de Jesus em minha vida? Não, definitivamente. Somente por intermédio dele poderemos ser salvos (Atos 4.12).

Terceiro, ele não desiste por causa de sua fé
Pedro diz a Jesus: “Tu tens as palavras da vida eterna; e nós temos crido e conhecido que tu és o Santo de Deus”. Por meio da fé e do conhecimento espiritual, o discípulo sabe quem é Jesus. Observe que o percurso é crer para conhecer e não conhecer para crer. Ele sabe e já desfruta da vida eterna que somente Jesus pode dar (Jo 6.47). Esta compreensão foi produzida nele, pelo Espírito Santo, de maneira sobrenatural. Portanto, quem conhece e recebe a Jesus, por meio do novo nascimento, jamais desiste ou o abandona.

Examine agora, à luz deste ensino de Jesus, quais são suas motivações em segui-lo.
Jesus tem atendido suas expectativas?

Palavra Pastoral

DEUS E A AUTOESTIMA

DEUS E A AUTOESTIMA
Rev. Arival Dias Casimiro

Toda pessoa tem um conceito de si mesma. A psicologia chama isso de autoimagem ou autoestima. E ela é necessária e determinante para o sucesso e a felicidade de uma pessoa. “A sua visão acerca de você mesmo é muito mais importante do que a maioria das pessoas possa pensar a seu respeito” (John Devines).
Algumas pessoas têm uma visão vaidosa de si mesmas (orgulho), enquanto outras se autodepreciam (falsa humildade). Precisamos de uma visão equilibrada e realista, conforme a Bíblia. Vejamos dois passos que precisamos dar na caminhada a uma autoimagem positiva.

Primeiro, a autoestima é uma experiência natural.
A expressão “amar o próximo como a si mesmo” é encontrada cinco vezes na Bíblia (Lv 19.18); Mt 19.19; Mc 12.31; Lc 10.27; Rm 13.9). Para Jesus, este é o segundo grande mandamento.
Devemos notar, entretanto, que amar a si mesmo não constitui o mandamento, pois a autoestima é subentendida como uma experiência normal. Paulo confirma isso quando afirma: “Quem ama a sua esposa a si mesmo se ama. Porque ninguém jamais odiou a sua própria carne, antes a alimenta e dela cuida…” (Ef 5.28-29). O amor próprio é algo natural, e quando não amamos a nós mesmos temos grandes dificuldades em amar os outros.
Hoje há uma crise de autoimagem. A maioria das pessoas está insatisfeita consigo mesma. E a razão disso é o afastamento de Deus. Longe de Deus as pessoas se relacionam de maneira utilitarista, pragmática e descartável. Sem Deus, o homem perde o seu valor e a sua dignidade como criatura feita à imagem e semelhança de Deus. Atualmente a natureza, fauna e flora, tem mais valor do que as pessoas. Um crime contra um animal silvestre é punido severamente, mas o aborto que mata seres humanos indefesos é visto por muitos como um problema de saúde pública.

Segundo, a autoestima positiva é ver a si mesmo como Deus o vê, nem mais, nem menos.
Precisamos ter uma visão realista do que somos. Por causa da doutrina do pecado somos depravados e totalmente inúteis. Entendemos que, por causa da queda, perdemos totalmente o nosso valor. Entretanto a Bíblia confirma o conceito de autovalorização, sem negar, contudo, a nossa natureza pecadora. A grande prova disso é o grande preço que foi pago por Jesus a fim de nos salvar. A Bíblia mostra, de várias maneiras, que os seres humanos são especiais para Deus. São o ápice da criação de Deus (Gn 1), criados à imagem de Deus (Gn 1.26-27), com a possibilidade de virem ser filhos de Deus (Jo 1.12-13). Você pode dizer, como Francis Schaeffer: “O homem é pecador e maravilhoso.”
No Velho Testamento, o salmista se maravilhou pelo fato de termos sido criados “um pouco só menor que os anjos” e com um propósito específico (Gn 1.28). Os escritores do Novo Testamento também reconheceram os seres humanos como uma criação especial de Deus.
Somos o objeto do propósito redentor de Deus neste mundo (Jo 3.16). Como povo redimido, somos novas criaturas em Cristo (2Co 5.17), o nosso corpo é habitação de Deus (1Co 6.19), recebemos o cuidado especial do Pai (Mt 6.26), temos anjos cuidando de nós (Hb 1.14; Sl 91.11-12) e Jesus Cristo preparando um lugar para nós na eternidade (Jo 14.1-3).

Concluindo, chamo a sua atenção para uma afirmação de Jesus de que uma alma humana vale mais do que o mundo inteiro. Você é precioso para Deus.

Notícias

COMO MELHORAR A COMUNHÃO DA IGREJA?

COMO MELHORAR A COMUNHÃO DA IGREJA?
Rev. Arival Dias Casimiro

Ouvimos alguém dizer: “a igreja de hoje não é mais como antigamente. No passado, éramos uma grande família. A igreja de hoje é cada um por si. Falta comunhão”,
De fato, hoje, as pessoas são bem mais individualista. O senso de comunidade com pessoas se reunindo para compartilhar necessidades e alegria está desaparecendo. As comunidades que crescem muito são as virtuais ou a “comunhão distante”.

A Bíblia ensina a doutrina da “comunhão dos santos”. Trata-se do relacionamento íntimo que cada cristão tem com Deus, e uns com os outros, resultado da sua união com Cristo (At 2.42; 1Co 1.9; FP 1.5). A palavra “comunhão” (no grego, Koinonia) significa “companheiro”, “parceiro”, “participante” (Lc 5.10; 2Co 8.23; Fm 17). Na maioria das vezes, entretanto, a palavra é usada no gerúndio “compartilhando” ou “participando”. Em síntese, podemos dizer que “comunhão” é “participar com alguém”, “ter conexão com”, ou “compartilhar” (Ap 1.9). É a doce experiência de estar conectado com Deus e com os meus irmão de fé (Sl 133)

O Credo Apostólico afirma: “Creio no Espirito Santo; na santa Igreja universal; na comunhão dos santos”. O Espirito Santo é quem cria e preserva a comunhão da Igreja (2Co 13.13). A comunhão é obra divina e sobrenatural. Nenhuma pessoa pode fabricar comunhão! Nenhuma igreja pode produzir comunhão!
Se não podemos criar comunhão, a Bíblia diz que eu posso preservar e perseverar na comunhão (At 2.42). Eu posso investir para melhorar em minha igreja.

Alguns conselhos práticos:
1. Lembre-se que a Igreja somos nós. Ela é um reflexo das nossas vidas. A comunhão da igreja melhora, quando os seus membros melhoram.
2. Cuide da sua vida pessoal com Deus, em oração, estudo da bíblia, testemunho e serviço. Antes de querer mudar a igreja, mude a sua vida.
3. Participe com os seus irmão de todas as atividades da igreja: cultos, reuniões, escola dominical, assembleias, ministérios, etc. Valorize, principalmente, os cultos de oração.
4. Procure socorrer uns aos outros em coisas materiais. O amor verdadeiro se expressa em ações de generosidade.
5. Seja hospitaleiro. Abra o seu coração, seja receptivo e hospede em sua casa, os seus irmãos na fé. Convide irmãos para fazer refeições em sua residência.
6. Pratique a visitação indo ao encontro daqueles que estão sofrendo, doentes ou afastados da comunhão.
7. Deus julga e pune com rigor aquele que prejudica e tenta destruir a comunhão da igreja. Deus abomina aquele que semeia contenda entre irmãos.

Notícias

CERTEZAS PARA O ANO NOVO

CERTEZAS PARA O ANO NOVO
Rev. Arival Dias Casimiro

O ano de 2017 começou e com ele muitos sonhos e expectativas. Há coisas que certamente não acontecerão e outras que poderão acontecer ou não. O mais importante, porém, são as nossas convicções ou as certezas que trazemos na mente e no coração.
João fala das certezas que o cristão tem, as quais lhes dão garantias da vitória, independentemente, do tempo e das circunstâncias.

Primeiro, a certeza que temos a vida eterna (1 João 5.11-13)
Ao encerrar a sua primeira carta geral, João declara que o seu objetivo: E o testemunho é este: que Deus nos deu a vida eterna; e esta vida está em seu Filho. Quem tem o Filho tem a vida; quem não tem o Filho de Deus não tem a vida. Estas coisas vos escrevi a vós, os que credes no nome do Filho de Deus, para que saibais que tendes a vida eterna, e para que creiais no nome do Filho de Deus (1Jo 5.11-13). João escreveu esta carta para assegurar àqueles que creram em Jesus que de fato possuíam a vida eterna. Trata-se de certeza absoluta. Além da garantia dada por Jesus (Jo 10.28), do testemunho interno do Espírito Santo (Rm 8.16), também temos o testemunho da Escritura Sagrada. O verbo saber ocorre 39 vezes nesta carta e 8 vezes apenas neste capítulo. Saber significa conhecer com certeza. Os crentes têm a certeza da vida eterna e o direito de serem filhos de Deus (Jo 1.12).

Segundo, a certeza que Deus responde as nossas orações (1 João 5.14-17)
Há três aspectos importantes que são ensinados aqui sobre a oração. (1) Sabemos que só ora quem confia ou acredita em Deus. Sem fé impossível agradar a Deus e receber dele alguma coisa. (2) Sabemos que Deus ouve ou responde a nossa oração. Todos os nossos pedidos são considerados por Deus e respondidos um por um. Nenhuma oração fica sem resposta. (3) Sabemos que Deus responde a nossa oração de acordo com a sua vontade. Deus é soberano e a sua vontade prevalece sobre a minha. E o que nos anima é que a sua vontade é boa, perfeita e agradável.

Terceiro, a certeza de que somos livres do pecado e do Maligno (1 João 5.18)
Sabemos que todo aquele que é nascido de Deus não vive em pecado; antes, Aquele que nasceu de Deus o guarda, e o Maligno não lhe toca (v.18). João ensina com convicção que o verdadeiro cristão não vive na prática habitual do pecado (1Jo 3.9). Ao nascer de Deus, o cristão deixa de ser escravo de Satanás e passa a ser filho de Deus. Logo, passa a desfrutar de proteção real. Satanás e nenhum demônio podem tocar na vida de um cristão sem a permissão de Deus (1Co 10.13). E todo cristão pode resistir ao Diabo e vencê-lo pelo poder de Deus (Tg 4.7; 1Pe 5.8-9).

Quarto, a certeza de quem somos e onde estamos (1João 5.19)
João reforça a nossa origem espiritual: somos de Deus ou seus filhos (1Jo 3.2). Os crentes em Cristo pertencem a Deus e estão ligados espiritualmente a Ele. Contudo, vivemos num mundo que não pertence a Satanás (Sl 24.1), mas está sob o controle dele (Ef 2.2-3). Por isso Jesus chama Satanás de “príncipe deste mundo” (Jo 12.31; 14.30; 16.11). Paulo o chama de o “deus deste século” (2Co 4.4) e de “espírito que opera nos filhos da desobediência” (Ef 2.2-3).

Quinto, a certeza de que estamos na verdade (1 João 5.20-21).
Pela última vez João usa o verbo “sabemos”: Também sabemos que o Filho de Deus é vindo e nos tem dado entendimento para reconhecermos o verdadeiro; e estamos no verdadeiro, em seu Filho, Jesus Cristo. Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna (1Jo 5.20). Estamos em Jesus e livres de qualquer tipo de condenação legal e espiritual (Rm 8.1). Temos a vida eterna e aguardamos a volta de Jesus.

Palavra Pastoral

SIGNIFICADO DO NATAL

SIGNIFICADO DO NATAL
Rev. Arival Dias Casimiro

A festa cristã do Natal é a festa em que se comemora o aniversário de Jesus Cristo. A maneira ou a forma de se comemorar o Natal dependerá sempre do significado e da importância que Jesus, o aniversariante, tem para aquele que comemora. Por exemplo, para os comerciantes, Natal significa maiores vendas, tempo de faturar mais.
Mas, qual o significado bíblico do Natal?

Primeiro, Natal significa oportunidade de Salvação: “Ela dará à luz um filho e lhe porás o nome de Jesus, porque Ele salvará o seu povo dos pecados deles” (Mateus 1.21). Natal é festa espiritual. É a comemoração do nascimento do Salvador. Precisamos relacionar o signo com o significado. “Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores, dos quais eu sou o principal” (1 Timóteo 1.5).

Segundo, Natal significa o cumprimento da Palavra de Deus. “Ora, tudo isto aconteceu para que se cumprisse o que fora dito pelo Senhor por intermédio do profeta” (Mateus 1.22). O Natal concretiza a promessa de Deus, feita aos crentes do passado: “Vindo porém, a plenitude do tempo, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a Lei” (Gálatas 4.4).

Terceiro, Natal é tempo de adoração. No primeiro Natal, os magos orientais que visitaram a Jesus praticaram atos de adoração: “Prostrando-se, o adoraram: e abrindo os seus tesouros, entregaram-lhe suas ofertas: ouro, incenso e mirra” (Mateus 2.1). Natal é tempo de dar presentes. Aproveite esse Natal e ofereça a Jesus um grande presente. Dê a sua vida a Jesus num ato de entrega e adoração. “Entrega o teu caminho ao Senhor, confia Nele, e o mais Ele fará” (Salmos 34.5).

Finalmente, Natal significa desafio de consagração a Deus. No Natal sempre somos desafiados por Deus a encarnar, no nosso viver diário, Jesus Cristo. Eis a resposta de Maria ao desafio de Deus: “Aqui está a serva do Senhor; que se cumpra em mim conforme a Tua palavra” (Lucas 1.38). Como servos de Deus, precisamos colocar a nossa vida à sua disposição.

Portanto natal significa oportunidade de Salvação, cumprimento da promessa de Deus, tempo de adoração a Jesus e desafio de consagração a Deus.

Notícias

Deus desceu até nós, isso é Natal!

Deus desceu até nós, isso é Natal!

Rev. Hernandes Dias Lopes

O nascimento de Jesus foi o acontecimento mais extraordinário da história. Foi planejado na eternidade e anunciado na história. A própria história da humanidade foi uma preparação para esse dia glorioso. A vinda de Jesus ao mundo foi proclamada a nossos pais no Éden. Os patriarcas falaram desse dia. Os profetas descreveram esse dia. O tabernáculo e o templo de Jerusalém apontavam para esse dia. Os sacrifícios e as festas judaicas eram sombras daquele que nasceria nesse dia. Jesus nasceu na plenitude dos tempos. Deus preparou o mundo para a chegada de seu Filho. Através dos gregos, Deus deu ao mundo uma língua universal. Através dos romanos, Deus deu ao mundo uma lei universal. Através dos judeus, Deus deu ao mundo uma revelação sobrenatural. Quando tudo estava pronto, Deus desceu!

O Natal fala da encarnação do Verbo eterno, pessoal e divino. O Natal anuncia que o criador do universo entrou na história e vestiu pele humana. O Natal fala desse glorioso mistério que a mente mais brilhante não pode alcançar: Deus se fez homem, o Rei dos reis se fez servo. O eterno entrou no tempo. O infinito nasceu de uma virgem. Aquele que nem o céu dos céus pode contê-lo foi enfaixado em panos e deitado numa manjedoura.
O Natal traz à lume esse mistério dos mistérios. Jesus sendo Deus esvaziou-se e tornou-se homem sem deixar de ser Deus. Mesmo assumindo um corpo humano, nele residiu toda a plenitude da divindade. Ele veio para nos revelar Deus. Ele é a exata expressão do ser de Deus. Nele está todo o resplendor da glória divina. O Verbo habitou entre nós cheio de graça e de verdade. Quem vê a Jesus vê o próprio Deus, pois ele e o Pai são um.

O Natal é a sublime mensagem de que Deus enviou seu Filho Unigênito e o Filho voluntariamente veio, no poder do Espírito Santo, para dar sua vida em resgate do seu povo. Jesus nasceu não num palácio, cercado de glória e poder, mas numa estrebaria humilde, pois entrou no mundo como o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Veio para estabelecer seu reino de graça em nossos corações e preparar-nos para o seu reino de glória. Veio não para brandir a espada da condenação, mas oferecer-nos o presente da salvação.

Quando Deus desceu até nós, os anjos celebraram no céu e os homens se alegraram na terra. Houve glória a Deus no céu e paz na terra entre os homens. O Natal precisa celebrado, pois é uma boa notícia de grande alegria! O Salvador do mundo, o Messias esperado e o Senhor dos senhores veio até nós, como nosso Redentor. Ele é a porta do céu. Ele é o novo e vivo caminho para Deus. Ele o único Mediador entre Deus e os homens. Só em seu nome há salvação. Por meio dele temos livre a acesso à graça e exultamos na esperança da glória.

É tempo de recristianizarmos o Natal e devolvê-lo a seu verdadeiro dono. É tempo de celebrarmos Cristo e não a nós mesmos. É tempo de nos prostrarmos diante dele para adorá-lo, como o fizeram os magos do Oriente e não fazermos festa para nós mesmos. É tempo de nos alegrarmos com grande e intenso júbilo, porque Deus nos amou de tal maneira que nos deu seu próprio Filho Unigênito, para que nele pudéssemos ter a vida eterna. Eis o conteúdo do Natal! Eis o propósito do Natal! Eis a glória do Natal! Deus desceu até nós para nos tirar do império das trevas e da escravidão do pecado. Deus desceu até nós para nos adotar como seus filhos. Deus desceu até nós para nos dar vida e vida em abundância!