Palavra Pastoral

MOTIVAÇÕES PARA SEGUIR A JESUS

MOTIVAÇÕES PARA SEGUIR A JESUS
Rev. Arival Dias Casimiro

Há muitas pessoas buscando Jesus hoje de maneira errada e com motivações as mais diversas. É certo que a procura é determinada pela oferta, e o Jesus que muitos oferecem hoje não tem nada a ver com o da Bíblia. Mas o que nos leva, de fato, a buscá-lo são nossas motivações ou expectativas.

Jesus enfrentou problemas com as pessoas que o buscavam. As pessoas o procuravam com as mais diversas motivações. O capítulo seis de João nos revela algumas.

Os curiosos (Jo 6.2). Muitos seguiam a Jesus para assistir às suas curas e milagres. Há pessoas que são expectadores ou telespectadores de Jesus: gostam de ver os prodígios e milagres, mas tudo sem compromisso.

Os interesseiros (Jo 6.14). Muitos viam a Jesus como um profeta ou um político que resolveria o problema da fome. Há muitos que buscam em Jesus somente solução para seus problemas materiais.

Os incrédulos (Jo 6.36). Muitos viam os sinais e ouviam as mensagens, mas não criam. Eram céticos: mente e coração fechados para as realidades espirituais.

Os murmuradores (Jo 6.41). Muitos reclamaram da mensagem de Jesus e passaram a desprezar sua pessoa: Jesus não satisfazia suas necessidades.

Os desistentes (Jo 6.66). Muitos desistiram de seguir a Jesus porque sua mensagem era muito difícil de ser vivida.
Os fiéis (Jo 6. 67-69). Aqueles que não desistiram de seguir a Jesus.

É muito importante observarmos o que Jesus fala para seus discípulos verdadeiros: “Então, perguntou Jesus aos doze: Porventura, quereis também vós outros retirar-vos? Respondeu-lhe Simão Pedro: Senhor, para quem iremos? Tu tens as palavras da vida eterna; e nós temos crido e conhecido que tu és o Santo de Deus” (Jo 6.67-69). O verdadeiro discípulo jamais desiste de seguir a Jesus.

Três razões para justificar esta não desistência:

Primeiro, ele não desiste porque foi escolhido por Deus
Cada discípulo de Jesus foi escolhido por Deus e é conduzido por Ele a Jesus: “Todo aquele que o Pai me dá, esse virá a mim; e o que vem a mim, de modo nenhum o lançarei fora” (Jo 6.37). “Não lançar fora” significa que o verdadeiro discípulo foi escolhido para ficar para sempre com Jesus. Ele jamais desistirá. Esta verdade é repetida por Jesus, várias vezes (Jo. 6.39-40, 6.44, 6.64-65, 6.70).

Segundo, ele não desiste porque Jesus é a única opção que satisfaz
Pedro pergunta: “Senhor, para quem iremos?” Qual seria outra opção além de Jesus? Alguém poderia ocupar o lugar de Jesus em minha vida? Não, definitivamente. Somente por intermédio dele poderemos ser salvos (Atos 4.12).

Terceiro, ele não desiste por causa de sua fé
Pedro diz a Jesus: “Tu tens as palavras da vida eterna; e nós temos crido e conhecido que tu és o Santo de Deus”. Por meio da fé e do conhecimento espiritual, o discípulo sabe quem é Jesus. Observe que o percurso é crer para conhecer e não conhecer para crer. Ele sabe e já desfruta da vida eterna que somente Jesus pode dar (Jo 6.47). Esta compreensão foi produzida nele, pelo Espírito Santo, de maneira sobrenatural. Portanto, quem conhece e recebe a Jesus, por meio do novo nascimento, jamais desiste ou o abandona.

Examine agora, à luz deste ensino de Jesus, quais são suas motivações em segui-lo.
Jesus tem atendido suas expectativas?

Palavra Pastoral

DEUS E A AUTOESTIMA

DEUS E A AUTOESTIMA
Rev. Arival Dias Casimiro

Toda pessoa tem um conceito de si mesma. A psicologia chama isso de autoimagem ou autoestima. E ela é necessária e determinante para o sucesso e a felicidade de uma pessoa. “A sua visão acerca de você mesmo é muito mais importante do que a maioria das pessoas possa pensar a seu respeito” (John Devines).
Algumas pessoas têm uma visão vaidosa de si mesmas (orgulho), enquanto outras se autodepreciam (falsa humildade). Precisamos de uma visão equilibrada e realista, conforme a Bíblia. Vejamos dois passos que precisamos dar na caminhada a uma autoimagem positiva.

Primeiro, a autoestima é uma experiência natural.
A expressão “amar o próximo como a si mesmo” é encontrada cinco vezes na Bíblia (Lv 19.18); Mt 19.19; Mc 12.31; Lc 10.27; Rm 13.9). Para Jesus, este é o segundo grande mandamento.
Devemos notar, entretanto, que amar a si mesmo não constitui o mandamento, pois a autoestima é subentendida como uma experiência normal. Paulo confirma isso quando afirma: “Quem ama a sua esposa a si mesmo se ama. Porque ninguém jamais odiou a sua própria carne, antes a alimenta e dela cuida…” (Ef 5.28-29). O amor próprio é algo natural, e quando não amamos a nós mesmos temos grandes dificuldades em amar os outros.
Hoje há uma crise de autoimagem. A maioria das pessoas está insatisfeita consigo mesma. E a razão disso é o afastamento de Deus. Longe de Deus as pessoas se relacionam de maneira utilitarista, pragmática e descartável. Sem Deus, o homem perde o seu valor e a sua dignidade como criatura feita à imagem e semelhança de Deus. Atualmente a natureza, fauna e flora, tem mais valor do que as pessoas. Um crime contra um animal silvestre é punido severamente, mas o aborto que mata seres humanos indefesos é visto por muitos como um problema de saúde pública.

Segundo, a autoestima positiva é ver a si mesmo como Deus o vê, nem mais, nem menos.
Precisamos ter uma visão realista do que somos. Por causa da doutrina do pecado somos depravados e totalmente inúteis. Entendemos que, por causa da queda, perdemos totalmente o nosso valor. Entretanto a Bíblia confirma o conceito de autovalorização, sem negar, contudo, a nossa natureza pecadora. A grande prova disso é o grande preço que foi pago por Jesus a fim de nos salvar. A Bíblia mostra, de várias maneiras, que os seres humanos são especiais para Deus. São o ápice da criação de Deus (Gn 1), criados à imagem de Deus (Gn 1.26-27), com a possibilidade de virem ser filhos de Deus (Jo 1.12-13). Você pode dizer, como Francis Schaeffer: “O homem é pecador e maravilhoso.”
No Velho Testamento, o salmista se maravilhou pelo fato de termos sido criados “um pouco só menor que os anjos” e com um propósito específico (Gn 1.28). Os escritores do Novo Testamento também reconheceram os seres humanos como uma criação especial de Deus.
Somos o objeto do propósito redentor de Deus neste mundo (Jo 3.16). Como povo redimido, somos novas criaturas em Cristo (2Co 5.17), o nosso corpo é habitação de Deus (1Co 6.19), recebemos o cuidado especial do Pai (Mt 6.26), temos anjos cuidando de nós (Hb 1.14; Sl 91.11-12) e Jesus Cristo preparando um lugar para nós na eternidade (Jo 14.1-3).

Concluindo, chamo a sua atenção para uma afirmação de Jesus de que uma alma humana vale mais do que o mundo inteiro. Você é precioso para Deus.

Notícias

COMO MELHORAR A COMUNHÃO DA IGREJA?

COMO MELHORAR A COMUNHÃO DA IGREJA?
Rev. Arival Dias Casimiro

Ouvimos alguém dizer: “a igreja de hoje não é mais como antigamente. No passado, éramos uma grande família. A igreja de hoje é cada um por si. Falta comunhão”,
De fato, hoje, as pessoas são bem mais individualista. O senso de comunidade com pessoas se reunindo para compartilhar necessidades e alegria está desaparecendo. As comunidades que crescem muito são as virtuais ou a “comunhão distante”.

A Bíblia ensina a doutrina da “comunhão dos santos”. Trata-se do relacionamento íntimo que cada cristão tem com Deus, e uns com os outros, resultado da sua união com Cristo (At 2.42; 1Co 1.9; FP 1.5). A palavra “comunhão” (no grego, Koinonia) significa “companheiro”, “parceiro”, “participante” (Lc 5.10; 2Co 8.23; Fm 17). Na maioria das vezes, entretanto, a palavra é usada no gerúndio “compartilhando” ou “participando”. Em síntese, podemos dizer que “comunhão” é “participar com alguém”, “ter conexão com”, ou “compartilhar” (Ap 1.9). É a doce experiência de estar conectado com Deus e com os meus irmão de fé (Sl 133)

O Credo Apostólico afirma: “Creio no Espirito Santo; na santa Igreja universal; na comunhão dos santos”. O Espirito Santo é quem cria e preserva a comunhão da Igreja (2Co 13.13). A comunhão é obra divina e sobrenatural. Nenhuma pessoa pode fabricar comunhão! Nenhuma igreja pode produzir comunhão!
Se não podemos criar comunhão, a Bíblia diz que eu posso preservar e perseverar na comunhão (At 2.42). Eu posso investir para melhorar em minha igreja.

Alguns conselhos práticos:
1. Lembre-se que a Igreja somos nós. Ela é um reflexo das nossas vidas. A comunhão da igreja melhora, quando os seus membros melhoram.
2. Cuide da sua vida pessoal com Deus, em oração, estudo da bíblia, testemunho e serviço. Antes de querer mudar a igreja, mude a sua vida.
3. Participe com os seus irmão de todas as atividades da igreja: cultos, reuniões, escola dominical, assembleias, ministérios, etc. Valorize, principalmente, os cultos de oração.
4. Procure socorrer uns aos outros em coisas materiais. O amor verdadeiro se expressa em ações de generosidade.
5. Seja hospitaleiro. Abra o seu coração, seja receptivo e hospede em sua casa, os seus irmãos na fé. Convide irmãos para fazer refeições em sua residência.
6. Pratique a visitação indo ao encontro daqueles que estão sofrendo, doentes ou afastados da comunhão.
7. Deus julga e pune com rigor aquele que prejudica e tenta destruir a comunhão da igreja. Deus abomina aquele que semeia contenda entre irmãos.

Notícias

CERTEZAS PARA O ANO NOVO

CERTEZAS PARA O ANO NOVO
Rev. Arival Dias Casimiro

O ano de 2017 começou e com ele muitos sonhos e expectativas. Há coisas que certamente não acontecerão e outras que poderão acontecer ou não. O mais importante, porém, são as nossas convicções ou as certezas que trazemos na mente e no coração.
João fala das certezas que o cristão tem, as quais lhes dão garantias da vitória, independentemente, do tempo e das circunstâncias.

Primeiro, a certeza que temos a vida eterna (1 João 5.11-13)
Ao encerrar a sua primeira carta geral, João declara que o seu objetivo: E o testemunho é este: que Deus nos deu a vida eterna; e esta vida está em seu Filho. Quem tem o Filho tem a vida; quem não tem o Filho de Deus não tem a vida. Estas coisas vos escrevi a vós, os que credes no nome do Filho de Deus, para que saibais que tendes a vida eterna, e para que creiais no nome do Filho de Deus (1Jo 5.11-13). João escreveu esta carta para assegurar àqueles que creram em Jesus que de fato possuíam a vida eterna. Trata-se de certeza absoluta. Além da garantia dada por Jesus (Jo 10.28), do testemunho interno do Espírito Santo (Rm 8.16), também temos o testemunho da Escritura Sagrada. O verbo saber ocorre 39 vezes nesta carta e 8 vezes apenas neste capítulo. Saber significa conhecer com certeza. Os crentes têm a certeza da vida eterna e o direito de serem filhos de Deus (Jo 1.12).

Segundo, a certeza que Deus responde as nossas orações (1 João 5.14-17)
Há três aspectos importantes que são ensinados aqui sobre a oração. (1) Sabemos que só ora quem confia ou acredita em Deus. Sem fé impossível agradar a Deus e receber dele alguma coisa. (2) Sabemos que Deus ouve ou responde a nossa oração. Todos os nossos pedidos são considerados por Deus e respondidos um por um. Nenhuma oração fica sem resposta. (3) Sabemos que Deus responde a nossa oração de acordo com a sua vontade. Deus é soberano e a sua vontade prevalece sobre a minha. E o que nos anima é que a sua vontade é boa, perfeita e agradável.

Terceiro, a certeza de que somos livres do pecado e do Maligno (1 João 5.18)
Sabemos que todo aquele que é nascido de Deus não vive em pecado; antes, Aquele que nasceu de Deus o guarda, e o Maligno não lhe toca (v.18). João ensina com convicção que o verdadeiro cristão não vive na prática habitual do pecado (1Jo 3.9). Ao nascer de Deus, o cristão deixa de ser escravo de Satanás e passa a ser filho de Deus. Logo, passa a desfrutar de proteção real. Satanás e nenhum demônio podem tocar na vida de um cristão sem a permissão de Deus (1Co 10.13). E todo cristão pode resistir ao Diabo e vencê-lo pelo poder de Deus (Tg 4.7; 1Pe 5.8-9).

Quarto, a certeza de quem somos e onde estamos (1João 5.19)
João reforça a nossa origem espiritual: somos de Deus ou seus filhos (1Jo 3.2). Os crentes em Cristo pertencem a Deus e estão ligados espiritualmente a Ele. Contudo, vivemos num mundo que não pertence a Satanás (Sl 24.1), mas está sob o controle dele (Ef 2.2-3). Por isso Jesus chama Satanás de “príncipe deste mundo” (Jo 12.31; 14.30; 16.11). Paulo o chama de o “deus deste século” (2Co 4.4) e de “espírito que opera nos filhos da desobediência” (Ef 2.2-3).

Quinto, a certeza de que estamos na verdade (1 João 5.20-21).
Pela última vez João usa o verbo “sabemos”: Também sabemos que o Filho de Deus é vindo e nos tem dado entendimento para reconhecermos o verdadeiro; e estamos no verdadeiro, em seu Filho, Jesus Cristo. Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna (1Jo 5.20). Estamos em Jesus e livres de qualquer tipo de condenação legal e espiritual (Rm 8.1). Temos a vida eterna e aguardamos a volta de Jesus.

Palavra Pastoral

SIGNIFICADO DO NATAL

SIGNIFICADO DO NATAL
Rev. Arival Dias Casimiro

A festa cristã do Natal é a festa em que se comemora o aniversário de Jesus Cristo. A maneira ou a forma de se comemorar o Natal dependerá sempre do significado e da importância que Jesus, o aniversariante, tem para aquele que comemora. Por exemplo, para os comerciantes, Natal significa maiores vendas, tempo de faturar mais.
Mas, qual o significado bíblico do Natal?

Primeiro, Natal significa oportunidade de Salvação: “Ela dará à luz um filho e lhe porás o nome de Jesus, porque Ele salvará o seu povo dos pecados deles” (Mateus 1.21). Natal é festa espiritual. É a comemoração do nascimento do Salvador. Precisamos relacionar o signo com o significado. “Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores, dos quais eu sou o principal” (1 Timóteo 1.5).

Segundo, Natal significa o cumprimento da Palavra de Deus. “Ora, tudo isto aconteceu para que se cumprisse o que fora dito pelo Senhor por intermédio do profeta” (Mateus 1.22). O Natal concretiza a promessa de Deus, feita aos crentes do passado: “Vindo porém, a plenitude do tempo, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a Lei” (Gálatas 4.4).

Terceiro, Natal é tempo de adoração. No primeiro Natal, os magos orientais que visitaram a Jesus praticaram atos de adoração: “Prostrando-se, o adoraram: e abrindo os seus tesouros, entregaram-lhe suas ofertas: ouro, incenso e mirra” (Mateus 2.1). Natal é tempo de dar presentes. Aproveite esse Natal e ofereça a Jesus um grande presente. Dê a sua vida a Jesus num ato de entrega e adoração. “Entrega o teu caminho ao Senhor, confia Nele, e o mais Ele fará” (Salmos 34.5).

Finalmente, Natal significa desafio de consagração a Deus. No Natal sempre somos desafiados por Deus a encarnar, no nosso viver diário, Jesus Cristo. Eis a resposta de Maria ao desafio de Deus: “Aqui está a serva do Senhor; que se cumpra em mim conforme a Tua palavra” (Lucas 1.38). Como servos de Deus, precisamos colocar a nossa vida à sua disposição.

Portanto natal significa oportunidade de Salvação, cumprimento da promessa de Deus, tempo de adoração a Jesus e desafio de consagração a Deus.

Notícias

Deus desceu até nós, isso é Natal!

Deus desceu até nós, isso é Natal!

Rev. Hernandes Dias Lopes

O nascimento de Jesus foi o acontecimento mais extraordinário da história. Foi planejado na eternidade e anunciado na história. A própria história da humanidade foi uma preparação para esse dia glorioso. A vinda de Jesus ao mundo foi proclamada a nossos pais no Éden. Os patriarcas falaram desse dia. Os profetas descreveram esse dia. O tabernáculo e o templo de Jerusalém apontavam para esse dia. Os sacrifícios e as festas judaicas eram sombras daquele que nasceria nesse dia. Jesus nasceu na plenitude dos tempos. Deus preparou o mundo para a chegada de seu Filho. Através dos gregos, Deus deu ao mundo uma língua universal. Através dos romanos, Deus deu ao mundo uma lei universal. Através dos judeus, Deus deu ao mundo uma revelação sobrenatural. Quando tudo estava pronto, Deus desceu!

O Natal fala da encarnação do Verbo eterno, pessoal e divino. O Natal anuncia que o criador do universo entrou na história e vestiu pele humana. O Natal fala desse glorioso mistério que a mente mais brilhante não pode alcançar: Deus se fez homem, o Rei dos reis se fez servo. O eterno entrou no tempo. O infinito nasceu de uma virgem. Aquele que nem o céu dos céus pode contê-lo foi enfaixado em panos e deitado numa manjedoura.
O Natal traz à lume esse mistério dos mistérios. Jesus sendo Deus esvaziou-se e tornou-se homem sem deixar de ser Deus. Mesmo assumindo um corpo humano, nele residiu toda a plenitude da divindade. Ele veio para nos revelar Deus. Ele é a exata expressão do ser de Deus. Nele está todo o resplendor da glória divina. O Verbo habitou entre nós cheio de graça e de verdade. Quem vê a Jesus vê o próprio Deus, pois ele e o Pai são um.

O Natal é a sublime mensagem de que Deus enviou seu Filho Unigênito e o Filho voluntariamente veio, no poder do Espírito Santo, para dar sua vida em resgate do seu povo. Jesus nasceu não num palácio, cercado de glória e poder, mas numa estrebaria humilde, pois entrou no mundo como o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Veio para estabelecer seu reino de graça em nossos corações e preparar-nos para o seu reino de glória. Veio não para brandir a espada da condenação, mas oferecer-nos o presente da salvação.

Quando Deus desceu até nós, os anjos celebraram no céu e os homens se alegraram na terra. Houve glória a Deus no céu e paz na terra entre os homens. O Natal precisa celebrado, pois é uma boa notícia de grande alegria! O Salvador do mundo, o Messias esperado e o Senhor dos senhores veio até nós, como nosso Redentor. Ele é a porta do céu. Ele é o novo e vivo caminho para Deus. Ele o único Mediador entre Deus e os homens. Só em seu nome há salvação. Por meio dele temos livre a acesso à graça e exultamos na esperança da glória.

É tempo de recristianizarmos o Natal e devolvê-lo a seu verdadeiro dono. É tempo de celebrarmos Cristo e não a nós mesmos. É tempo de nos prostrarmos diante dele para adorá-lo, como o fizeram os magos do Oriente e não fazermos festa para nós mesmos. É tempo de nos alegrarmos com grande e intenso júbilo, porque Deus nos amou de tal maneira que nos deu seu próprio Filho Unigênito, para que nele pudéssemos ter a vida eterna. Eis o conteúdo do Natal! Eis o propósito do Natal! Eis a glória do Natal! Deus desceu até nós para nos tirar do império das trevas e da escravidão do pecado. Deus desceu até nós para nos adotar como seus filhos. Deus desceu até nós para nos dar vida e vida em abundância!

Palavra Pastoral

2º Domingo de Dezembro – Dia da Bíblia

2º Domingo de Dezembro – Dia da Bíblia
(Um Livro Diferente – mini-cordel)

Rev. Nisan Baía

Senhores prestem atenção

À história que vou contar,

De um Livro diferente

De atrativos sem par,

De palavras conselheiras

Bem-vindo em qualquer lugar!

 

Seus autores foram vários,

Trinta e nove pelo menos;

Do vaqueiro nas campinas

A príncipes palacianos,

Nenhum deles registrando

O teor dos próprios planos!

 

Fala da sabedoria

De um Deus da criação

Que formou tudo do nada

Pela Palavra em ação,

Nada foge ao seu controle

Tudo fez com perfeição!

 

A Bíblia é este Livro

Que fala do Salvador,

Do Deus que se fez homem

E entre nós habitou,

Levou toda a nossa culpa

Quando na cruz expirou!

Quem desejar ser mais sábio

Busque orientação

Na Palavra inspirada,

E não esqueça a oração,

Pois sé se entra no céu

Pela regeneração!

 

A Bíblia é conselheira

Bússola do viajor,

Arma para o guerreiro

Martelo para o construtor,

Água para o sedento

E grão para o semeador!

 

Espalhemos a Palavra

Pois é viva e eficaz,

A Salvação meritória

Por nenhum homem é capaz,

Só a Graça Divinal

Ao pecador satisfaz!

 

Desperta, Brasil gigante!

Vem para a Santa Lei

Deixa a idolatria

Entrega-te ao grande Rei,

Só é bem –aventurado

Quem pertence à Santa Grei!

 

Palavra Pastoral

ENCARANDO A MORTE COM FÉ

ENCARANDO A MORTE COM FÉ
Rev. Arival Dias Casimiro

 

Sabemos que, se a nossa casa terrestre deste tabernáculo se desfizer, temos da parte de Deus um edifício, casa não feita por mãos, eterna, nos céus (2 Co 5.1).

Todo cristão deve estar preparado para morrer. Se ele estiver preparado para morrer, estará pronto para qualquer coisa. Thomas Watson diz: “Aquele que encara o perdão com fé pode encarar a morte com alegria”. É pela morte que o cristão se liberta de todo sofrimento e dor. A morte é o funeral de nossas tristezas, angustias e tentações. Adoniram Judson declarou com fé: “Quando Cristo me chamar para o lar, irei com a alegria de um garoto que termina as aulas na escola”.

A promessa de hoje é um consolo para os que sofrem e estão para morrer. Primeiro, uma certeza: “sabemos que”. Trata-se de uma convicção baseada na Palavra de Deus e na experiência de muitos crentes que morreram no Senhor. Jamais se ouviu falar de um cristão que tenha desistido de sua fé no leito de morte. Pelo contrário, há muitos que se converte próximos a sua morte. Matthew Henry diz: “Aquele cuja cabeça está no céu não precisa ter medo de colocar os pés no túmulo”. Segundo, uma figura: “casa terrestre deste tabernáculo”. O corpo humano é um “tabernáculo” ou uma tenda temporária e desmontável. Refere-se ao corpo como uma habitação passageira, insegura, inferior, e frágil. O corpo é como se fosse uma “casa alugada” que em breve mudaremos dela. A morte pode ser a rainha dos terrores, mas Jesus é o Rei dos reis. A morte não é extinção em qualquer acepção dessa palavra. É sempre separação ou passagem da terra para o céu. Terceiro, uma certeza: “temos da parte de Deus um edifício, casa não feita por mãos, eterna, nos céus”. Deus nos dará um corpo espiritual e definitivo no céu. O corpo espiritual é um “edifício”, sólido, permanente, perfeito e definitivo. A ressurreição de Cristo é a certeza e a garantia da nossa ressureição corporal. Você já está com a mala pronta para partir para o céu? Richard Sibbes diz: “Mediante Cristo a morte torna-se minha amiga”. Medite e ore nesta promessa.

Notícias

Exalte a Deus por sua graciosa salvação

Exalte a Deus por sua graciosa salvação

Rev. Hernandes Dias Lopes

O apóstolo Pedro, no preâmbulo de sua primeira epístola, exalta a Deus pela salvação: “Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, segundo a sua muita misericórdia, nos regenerou para uma viva esperança, mediante a ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos” (1Pe 1.3). Duas verdades são destacadas no texto em tela:

Em primeiro lugar, a fonte da salvação (1Pe 1.3). Num tempo de extrema perseguição, sofrimento e dor, Pedro inicia a sua carta com uma doxologia. Não começa com o homem, começa com Deus. Não inicia com as necessidades humanas, mas com os louvores que Deus merece. Aqui Pedro mostra a fonte da salvação: “Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que segundo a sua muita misericórdia…”. Pedro começa louvando a Deus por sua salvação. A salvação é uma obra exclusiva de Deus. Ele deve ser exaltado por tão grande salvação. Seu nome deve ser magnificado por presente tão auspicioso.

Antes de apresentarmos nossas dores, nossas lutas, nossas lágrimas, nossas perdas neste mundo, devemos levantar os olhos ao céu e exaltar aquele que nos amou, escolheu e providenciou todas as coisas para a nossa salvação. Quando exaltamos a Deus por quem ele é e pelo que ele tem feito por nós, sentimo-nos mais fortalecidos para enfrentarmos nossas lutas leves e momentâneas.

Em segundo lugar, a natureza da salvação (1Pe 1.3). Pedro faz uma transição da fonte da salvação para a sua natureza, mostrando que o plano estabelecido na eternidade, concretiza-se no tempo. Aquilo que foi planejado no céu realiza-se na terra. Duas verdades preciosas são aqui destacadas:

A regeneração (1Pe 1.3). “… nos regenerou…”. A regeneração é uma obra do Espírito Santo em nós. Ele muda nossas disposições íntimas, dando-nos um novo coração, uma nova mente, uma nova vida. Nascemos da semente incorruptível. Temos não somente um novo status (justificação), mas também uma nova vida (regeneração). Tornamo-nos filhos de Deus, membros de sua família. O crente renasce para dentro de uma nova família (Ef 2.19), passando a estar para com Deus numa relação de filho (Jo 1.12) e para com Jesus, de irmão (Rm 8.29).
A viva esperança (1Pe 1.3). “… para uma viva esperança, mediante a ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos”.

O apóstolo Paulo descreve o mundo pagão como um mundo sem esperança (Ef 2.12). Sófocles escreveu: “Não nascer é, inquestionavelmente, a maior felicidade. A segunda maior felicidade é tão logo nascer, retornar ao lugar de onde se veio”. O Cristianismo, porém, é a religião da esperança. Não caminhamos para um futuro desconhecido; marchamos para uma glória eterna. A regeneração nos leva a uma viva esperança. Somos regenerados para uma qualidade superlativa de vida. Somos regenerados para a esperança e essa esperança tem duas características:

Primeiro, ela é viva. Segundo, ela é segura, pois está fundamentada na ressurreição de Jesus Cristo. Nossa esperança não é vaga e incerta, mas definida e segura. Sem a ressurreição de Cristo, nossa regeneração não seria possível e nossa esperança não faria nenhum sentido.

Você já pôs sua confiança em Cristo e já recebeu dele o dom da vida eterna? Tem exaltado a Deus por tão grande salvação? Você tem se deleitado nele e vivido de modo digno dessa gloriosa vocação? Nem toda a eternidade será suficiente para nos alegrarmos em Deus e agradecermos a ele, pois estávamos perdidos e fomos achados, estávamos mortos e recebemos vida!

Palavra Pastoral

POR QUE BATIZAMOS OS FILHOS DOS CRENTES?

POR QUE BATIZAMOS OS FILHOS DOS CRENTES?

Rev. Arival Dias Casimiro

O batismo e a ceia do Senhor são os dois sacramentos instituídos por Jesus Cristo à sua igreja, no Novo Testamento (Mt 28.18-20; 26.26-30). O batismo é aplicado uma única vez e sinaliza a admissão do batizado na igreja visível. O batismo não salva e nem garante a salvação. A ceia do Senhor é o sacramento praticado pela igreja, de maneira repetitiva até o fim do mundo, trazendo-lhe a memória os benefícios que o sacrifício Jesus Cristo trouxe para ela.

Diferentemente dos nossos irmãos batistas e pentecostais, nós presbiterianos (também reformados, luteranos e metodistas), batizamos por aspersão e batizamos os nossos filhos quando crianças. Reconhecemos a legitimidade do batismo por imersão e respeitamos o ato de consagração que os nossos irmãos realizam com os seus filhos. O propósito deste artigo não é polemizar, mas instruir. Desejamos apresentar as razões bíblicas e teológicas que nos levam a batizar crianças.

Primeiro, só existe uma igreja de Deus.

A igreja é a mesma no Antigo e no Novo Testamento. Ela começa, historicamente, com o chamado de Abraão (Gn 12.1-3). Ela foi comprada por Deus pelo sangue de Cristo (At 20.28). Ela é como uma única árvore de oliveira, que possui ramos naturais e enxertados (Rm 11.16-21). A igreja cristã não é uma nova árvore, mas um galho enxertado no mesmo tronco. A igreja de Deus não começa no Pentecostes, como ensina os dispensacionalistas, mas com o chamado de Abraão (Gn 12) e a nação de Israel. Com a primeira vinda de Jesus, a igreja foi ampliada a todas as nações da terra (Gn 17.4; Rm 4.17-18; Gl 3.8). O Israel de Deus agora é uma única família que congrega judeus e gentios (Gl 6.16; Ef 2.19).

Segundo, só existe uma igreja sob uma aliança ou pacto da graça.

Todos os crentes do Antigo Testamento foram salvos pela graça, mediante a fé. Abraão foi salvo e justificado pela fé: “Ele creu no SENHOR, e isso lhe foi imputado para justiça (Gn 15.6; Rm 4.1-9). Ele foi salvo da mesma maneira que somos salvos hoje: “Ora, tendo a Escritura previsto que Deus justificaria pela fé os gentios, preanunciou o evangelho a Abraão: Em ti, serão abençoados todos os povos (Gl 3.8). A salvação acontece sob o pacto ou aliança da graça: “Estabelecerei a minha aliança entre mim e ti e a tua descendência no decurso das suas gerações, aliança perpétua, para ser o teu Deus e da tua descendência” (Gn 17.7). Essa aliança é a nova aliança baseada no sangue de Cristo (Lc 22.20). Por isso Paulo chama Abraão de “o pai de todos os crentes” (Rm 4.11; Gl 3.8). Ele é taxativo: “E, se sois de Cristo, também sois descendentes de Abraão e herdeiros segundo a promessa” (Gl 3.29).

Terceiro, a igreja sempre teve dois sacramentos.

A igreja no Antigo Testamento celebrava dois sacramentos: a circuncisão e a páscoa. No Novo Testamento, a circuncisão é substituída pelo batismo e a páscoa, pela ceia do Senhor (Mt 26.26-30).  Quando alguém cria no Deus de Abraão e desejava fazer parte do povo de Deus, precisava ser circuncidado. A circuncisão era o sacramento de admissão na igreja visível. O batismo substituiu a circuncisão na igreja do Novo Testamento. O batismo tem a mesma função da circuncisão: sinalizar uma mudança interior e inserir o novo discípulo na igreja visível. Paulo chama o batismo cristão de “circuncisão de Cristo” (Cl 2.11-12).

Quarto, a circuncisão (batismo) é um sinal da aliança aplicado a todos.

Quando Deus estabeleceu um pacto com Abraão, Ele ordenou a circuncisão como sinal externo da aliança: “Esta é a minha aliança, que guardareis entre mim e vós e a tua descendência: todo macho entre vós será circuncidado. Circuncidareis a carne do vosso prepúcio; será isso por sinal de aliança entre mim e vós” (Gn 17.10-11). A partir daquele momento, Abraão foi circuncidado (99 anos), Ismael (13 anos) e todos os homens e servos da sua casa (Gn 17.23-27). Após um ano, Isaque foi circuncidado quando tinha oito dias de nascido, conforme a ordem de Deus (Gn 21.4). A circuncisão ao oitavo dia era simplesmente um sinal e selo de uma relação pactual já existente. As crianças foram incluídas na circuncisão, porque a promessa de Deus é para Abraão e seus descendentes. E não há no Novo Testamento nenhuma passagem que exclui as crianças do pacto ou da aliança da graça. Pelo contrário, no primeiro sermão após a descida do Espírito, Pedro diz: “Pois para vós outros é a promessa, para vossos filhos e para todos os que ainda estão longe, isto é, para quantos o Senhor, nosso Deus, chamar” (At 2.39).

Quinto, o batismo infantil envolve promessas e compromissos.

Na aliança da graça, Deus quer salvar a família (Hb 11.7; At 16.31). Ele quer ser o nosso Deus e dos nossos filhos (Gn 17.7). Para que isso aconteça, os pais assumem, no ato do batismo de seu filho, o compromisso de viver e ensinar a Bíblia para ele: “Porque eu o escolhi para que ordene a seus filhos e a sua casa depois dele, a fim de que guardem o caminho do SENHOR e pratiquem a justiça e o juízo; para que o SENHOR faça vir sobre Abraão o que tem falado a seu respeito” (Gn 18.19). A tarefa dos pais é criar os filhos na Palavra de Deus (Dt 6.4-9; Sl 78.1-8; Ef 6.4), orando para que Deus cumpra fielmente a aliança de converter os filhos (Sl 103.17-18; Pv 22.6).

Concluindo, a Bíblia ensina que os filhos dos crentes devem ser batizados. Isso simboliza que eles são separados para Deus (1Co 7.14). Eles já nascem fazendo parte da igreja, pois são semente santa. No ato do batismo, os pais se comprometem a criar seus filhos na Palavra de Deus. E o Pai, graciosamente, se compromete a cumprir a sua parte