Palavra Pastoral

SALVAÇÃO, DOM INEFÁVEL DE DEUS

SALVAÇÃO, DOM INEFÁVEL DE DEUS

Rev. Hernandes Dias Lopes

A salvação não é uma conquista humana, mas uma dádiva de Deus. Não a alcançamos por mérito, mas recebemo-la por graça. A salvação não é um troféu que erguemos como fruto do nosso labor nem uma medalha de honra ao mérito, mas um presente imerecido. Concernente à salvação, como dom inefável de Deus, destacamos três verdades sublimes:

Em primeiro lugar, a graça, o fundamento da salvação. “Porque pela graça sois salvos…” (Ef 2.8a). A graça de Deus é seu amor imerecido, endereçado a pecadores perdidos e arruinados. Deus amou-nos quando éramos fracos, ímpios, pecadores e inimigos. Amou-nos não por causa dos nossos méritos, mas apesar dos nossos deméritos. Amou-nos não por causa das nossas virtudes, mas apesar das nossas mazelas. Amou-nos não porque éramos seus amigos, mas apesar de ser seus inimigos. Amou-nos e deu-nos seu Filho Unigênito. Amou-nos e deu-nos tudo. Deu-se a si mesmo. Deu seu Filho único. Deu-o não para ser servido, mas para servir. Não para ser aplaudido entre os homens, mas morrer pelos pecadores. Esse amor incomparável, incompreensível e indescritível a pecadores indignos é a expressão mais eloquente de sua graça. Assim, não somos salvos pela obra que realizamos para Deus, mas pela obra que Deus realizou por nós, na cruz do Calvário. A cruz de Cristo é o palco onde refulge com todo o esplendor a graça de Deus. Aqui está a causa meritória da nossa redenção, o fundamento da nossa salvação.

Em segundo lugar, a fé, o instrumento da nossa salvação. “… mediante a fé, e isto não vem de vós; é dom de Deus. Não de obras, para que ninguém se glorie” (Ef 2.8b,9). Não somos salvos por causa da fé, mas mediante a fé. A fé não é a causa meritória, mas a causa instrumental da nossa salvação. Apropriamos da salvação pela graça, mediante a fé. A fé é a mão estendida de um mendigo para receber o presente de um rei. Deus nos oferece a salvação gratuitamente e apropriamo-nos dela pela fé. A própria fé não vem do homem, vem de Deus; não é resultado de esforço ou mérito humano, mas presente de Deus. A fé salvadora não é apenas um assentimento intelectual nem uma confiança passageira apenas para as questões desta vida. A fé salvadora é plantada em nosso coração pelo Espírito de Deus e então, transferimos nossa confiança daquilo que fazemos para o que Cristo fez por nós na cruz. A fé não apenas toma posse da salvação, mas, também, descansa na suficiente obra de Cristo. Somos justificados pela fé, vivemos pela fé, andamos de fé em fé e vencemos o mundo pela fé.

Em terceiro lugar, as boas obras, o propósito da nossa salvação. “Pois somos feitura dele, criados em Cristo Jesus, para as boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas” (Ef 2.10). Não somos salvos pelas boas obras, mas para as boas obras. As boas obras não são a causa da salvação, mas sua consequência. Não fazemos boas obras com o propósito de sermos salvos; fazemo-las porque já fomos salvos pela graça, mediante a fé. É importante destacar que se as boas obras não encontram lugar como causa meritória ou instrumental da salvação, elas precisam ser vistas como a evidência da salvação. A fé e as boas obras não estão em conflito. A fé sem as obras é morta; as obras sem a fé não são boas. A fé produz obras e as obras provam a fé. A salvação é só pela fé independente das obras, mas a fé salvadora nunca vem só. Vem acompanhada das obras que glorificam a Deus e abençoam os homens. Essas obras foram preparadas de antemão para que andássemos nelas. Tudo provém de Deus, pois é ele quem opera em nós, tanto o querer como o realizar.

A salvação é um dom inefável de Deus. Foi planejada por Deus Pai, executada pelo Deus Filho e aplicada pelo Deus Espírito Santo. Foi planejada na eternidade, é executada na história e será consumada na segunda vinda de Cristo. Fomos salvos pela graça, mediante a fé e para as boas obras!

Palavra Pastoral

EVANGELIZAÇÃO, A URGÊNCIA DE UMA TAREFA

EVANGELIZAÇÃO, A URGÊNCIA DE UMA TAREFA

Rev. Hernandes Dias Lopes

Jesus concluiu sua obra na cruz. Triunfou sobre o diabo e suas hostes e levou sobre si os nossos pecados. Agora, comissiona sua igreja a levar essa mensagem ao mundo inteiro. O projeto de Deus é o evangelho todo, por toda a igreja, a toda criatura, em todo o mundo. Três verdades devem ser destacadas sobre a evangelização.

A evangelização é ordem de Deus. O mesmo Deus que nos alcançou com a salvação, comissiona-nos a proclamar a salvação pela graça mediante a fé em Cristo. Todo alcançado é um enviado. Deus nos salvou do mundo e nos envia de volta ao mundo, como embaixadores do seu reino. Jesus disse para seus discípulos que assim como o Pai o havia enviado, também os enviava ao mundo. Isso fala tanto de estratégia como de ação. Jesus não trovejou do céu palavras de salvação; ele desceu até nós. A Palavra se fez carne; o Verbo de Deus vestiu pele humana. A evangelização não é uma tarefa centrípeta, para dentro; mas centrífuga, para fora. Não são os pecadores que vêm à igreja, mas é a igreja que vai aos pecadores. Deus tirou a igreja do mundo (no sentido ético) e a enviou de volta ao mundo (no sentido geográfico). Não podemos nos esconder, confortavelmente, dentro dos nossos templos. Precisamos sair e ir lá fora, onde os pecadores estão. Jesus, antes de voltar ao céu e derramar seu Espírito, deu a grande comissão aos seus discípulos. Essa grande comissão está registrada nos quatro evangelhos e também no livro de Atos. Não evangelizar é um pecado de negligência e omissão. Na verdade, é uma conspiração contra uma ordem expressa de Deus.

A evangelização é tarefa da igreja. Nenhuma outra entidade na terra tem competência e autoridade para evangelizar, exceto a igreja. A igreja é o método de Deus. Não podemos nos calar nem nos omitir. Se o ímpio morrer na sua impiedade, sem ouvir o evangelho, Deus vai requer de nós, o sangue desse ímpio. Em 1963, quando John Kennedy foi assassinado em Dalas, no Texas, em doze horas, a metade do mundo ficou sabendo de sua morte. Jesus Cristo, o Filho de Deus, morreu na cruz, pelos nossos pecados, há dois mil anos e, ainda, quase a metade do mundo, não sabe dessa boa notícia. O que nos falta não é comissionamento, mas obediência. O que nos falta não é conhecimento, mas paixão. O que nos falta não é método, mas disposição. Encontramos o Messias, e não temos anunciado isso às outras pessoas. Encontramos o Caminho e não temos avisado isso aos perdidos. Encontramos o Salvador e não proclamamos isso aos pecadores. Encontramos a vida eterna e não temos espalhado essa maior notícia aos que estão mortos em seus delitos e pecados. Precisamos erguer nossos olhos e ver os campos brancos para a ceifa. Precisamos ter visão, paixão e compromisso. Precisamos investir recursos, talentos e a nossa própria vida nessa causa de consequências eternas.

A evangelização é uma necessidade do mundo. O evangelho de Cristo é o único remédio para a doença do homem. O pecado é uma doença mortal. O pecado é pior do que a pobreza. É mais grave do que o sofrimento. É mais dramático do que a própria morte. Esses males todos, embora sejam tão devastadores, não podem afastar o homem de Deus. Mas, o pecado afasta o homem de Deus no tempo, na história e na eternidade. Não há esperança para o mundo fora do evangelho. Não há salvação para o homem fora de Jesus. As religiões se multiplicam, mas a religião não pode levar o homem a Deus. As filosofias humanas discutem as questões da vida, mas não têm respostas que satisfazem a alma. As psicologias humanas levam o homem à introspecção, mas nas recâmaras da alma humana não há uma fresta de luz para a eternidade. O mundo precisa de Cristo; precisa do evangelho. Chegou a hora da igreja se levantar, no poder do Espírito Santo e proclamar que Cristo é o Pão do céu para os famintos, a Água viva para os sedentos e a verdadeira Paz para os aflitos. Jesus é o Salvador do mundo!

Palavra Pastoral

A SÚPLICA DA IGREJA ANIVERSARIANTE

A SÚPLICA DA IGREJA ANIVERSARIANTE

Rev. Arival Dias Casimiro

SENHOR, concede-nos a paz, porque todas as nossas obras tu as fazes por nós (Isaías 26.12).
A nossa querida Igreja Presbiteriana de Pinheiros completa cento e onze anos de vida eclesiástica (08/07/1906-2017). Estamos felizes e gratos a Deus pelo privilégio de fazer parte dessa abençoada jornada de trabalho. Façamos hoje uma súplica ao Senhor da Igreja. Deus é trabalhador e o autor do trabalho humano. Ele trabalhou na criação, trabalha na manutenção da criação e trabalhará na criação de novo céu e nova terra. Ele trabalha para a salvação dos seus eleitos e para todo aquele que espera na sua misericórdia. Ele trabalha na igreja e através dela. E isso gera paz no nosso coração. J. Blanchard diz: “A paz de Deus significa ser grato por suas misericórdias passadas, estar consciente de suas misericórdias presentes e certo de suas misericórdias futuras”. Oremos baseados nesta promessa maravilhosa: “SENHOR, concede-nos a paz, porque todas as nossas obras tu as fazes por nós”. Três detalhes importantes:

Primeiro, a quem se pede: “SENHOR”. Orar é um pedido que um servo faz ao seu Senhor. Orar é a súplica que o trabalhador faz para o seu patrão. Orar é a questão de um súdito levada ao seu Rei. Orar é o rogo que o filho faz a seu Pai. Donald Grey Barnhouse diz: “Nossos grandes problemas são pequenos para o infinito poder de Deus, mas nossos pequenos problemas são grandes para seu amor de Pai”. Devemos pedir a Deus aquilo que precisamos e somente Ele pode nos dar. Ele dá não apenas generosamente, mas genuinamente, não apenas com a mão aberta, mas com o coração cheio. Ele nunca deixa de ser generoso, mesmo quando deixamos de ser gratos. Não temos grandes necessidades que a onipotência de Deus não possa suprir

Segundo, o que se pede: “concede-nos a paz”. Precisamos que Deus nos dê a sua paz. Ela é uma necessidade nossa e uma dádiva divina. A paz é o fruto da oração e da fé. Precisamos da paz divina para viver, servir e realizar a sua obra. Jean Paul Sartre disse: “Você nunca encontrará paz e felicidade enquanto não estiver disposto a dedicar-se a algo pelo qual valha a pena morrer”. Vale a pena viver e morrer trabalhando pela causa de Deus. Mas precisamos da sua paz. Matthew Henry disse: “A paz é uma joia tão preciosa que eu daria qualquer coisa por ela, menos a verdade”. Ela é preciosa porque é resultado da nossa submissão a Deus e da nossa santificação. William Hendriksen disse: “a paz é o sorriso de Deus refletido na alma do crente”.

Terceiro, porque se pede: “porque todas as nossas obras tu as fazes por nós”. Deus age em nós e através de nós. É Ele que opera em nós tanto o querer como o realizar. Quando algo age em nós, agimos. Todo benefício que recebemos é uma boa obra que Deus realiza graciosamente em nós. Thomas Brooks testemunha: “Toda felicidade atual do crente e toda sua felicidade futura originam-se nos eternos propósitos de Deus”. E os seus propósitos sempre contam com sua provisão. Deus é quem faz e sabe porque está fazendo. Ele faz para o louvor da sua glória e para o benefício dos seus escolhidos. J. A. Motyer diz: “o mundo inteiro está ordenado e organizado de forma que tudo vá ao encontro das necessidades do povo de Deus”. Tudo o que acontece no mundo executa a mesma obra: a glória do Pai e a salvação de seus filhos.
Nesse dia tão especial, elevemos a Deus essa súplica.

Palavra Pastoral

EVANGELIZAÇÃO: O TEMPO É AGORA!

EVANGELIZAÇÃO: O TEMPO É AGORA!

Rev. Hernandes Dias Lopes

Aqueles que foram alcançados pelo Evangelho de Cristo e vivem para a glória de Deus, devem, com senso de urgência, proclamar a palavra de Deus aos que estão perdidos, a fim de que sejam salvos pela graça, mediante a fé, para a prática das boas obras. Todo chamado é um enviado. Quem encontrou o Pão da vida, não pode sonegar esse Pão aos que perecem. Aqueles que foram arrancados do império das trevas, não podem deixar de levar a luz do evangelho aos que jazem nas trevas. Aqueles que foram perdoados, não podem deixar de avisar aos que jazem perturbados pelos seus pecados, que Deus é rico em perdoar e tem prazer na misericórdia. Por que a evangelização é uma tarefa urgente?

Em primeiro lugar, porque os homens estão perdidos. O homem é concebido em pecado. Desvia-se desde a sua concepção. A inclinação de seu coração é inimizade contra Deus. O pecado é a transgressão da lei de Deus. O pecador está em rebelião contra Deus e é inimigo de Deus. Está separado da glória de Deus e caminha célere para a condenação eterna. Todos os homens: ricos e pobres, doutores e analfabetos, religiosos e ateus, sem distinção, sem exceção, estão perdidos até que sejam salvos por Cristo Jesus.

Em segundo lugar, porque é uma ordem imperativa de Cristo. Os quatro Evangelhos, bem como o livro de Atos, destacam a grande comissão de Jesus. Os discípulos de Cristo devem ir até aos confins da terra, pregando o evangelho a toda a criatura, fazendo discípulos de todas as nações. Proclamar o evangelho não é uma opção, mas um mandamento. Não é uma tarefa para ser feita depois, mas agora. Não é para ser feita apenas em nosso reduto, mas, também, além fronteiras.

Em terceiro lugar, porque é uma missão intransferível da igreja. Os anjos são espíritos ministradores aos que herdam a salvação, mas eles não evangelizam. A igreja é o método de Deus para alcançar o mundo. Se nós falharmos, não existe outro método. Se nós nos omitirmos, seremos tidos como culpados. Se nós formos negligentes, e não avisarmos o ímpio, ele morrerá em sua impiedade, mas o seu sangue será cobrado de nós.

Em quarto lugar, porque é uma tarefa impostergável que não pode esperar. Nós só temos o tempo chamado HOJE para alcançarmos a nossa geração. Amanhã pode ser tarde demais. Hoje é o dia oportuno. Agora é o tempo da salvação. A evangelização não pode esperar. Essa é uma tarefa que não pode ser deixada para depois. Não há esperança para o pecador fora do evangelho. Não há salvação fora de Cristo. Não há fé salvadora sem a proclamação da palavra de Cristo. Portanto, que cada um de nós se coloque nas mãos de Deus, para pregar a tempo e a fora de tempo, com plena consciência da urgência dessa tarefa.

Em quinto lugar, porque as falsas religiões se proliferam. Enquanto os filhos do reino dormem o sono da indiferença, o inimigo semeia o joio no trigal de Deus. Enquanto a igreja, remida pelo sangue do Cordeiro, cala a sua voz, os filhos das trevas, diligentemente, investem na proclamação de um falso evangelho, produzindo falsos convertidos, enganando as pessoas com uma falsa esperança. Desprovidos de entendimento e enganados pelas mentiras de Satanás, os filhos deste mundo são mais zelosos do que os filhos da luz. Enquanto desperdiçamos nosso tempo em discussões periféricas e inócuas, o reino das trevas avança. É hora de nos levantarmos, como um exército embandeirado, e cumprir nossa missão, sem tardança, chamando a todos, pela voz do evangelho. Aqueles que são ovelhas de Cristo ouvirão a sua voz e o seguirão. Então, nos alegraremos em Deus e ele será glorificado em nós, o seu povo. Nosso Redentor, verá o fruto do penoso trabalho de sua alma e ficará satisfeito!

Palavra Pastoral

SALMO 23

SALMO 23

Rev. Nisan Baía

Temos notícia de que o Salmo 23, de autoria do Rei Davi, está entre as mais belas poesias da literatura mundial. O salmo começa e termina com a palavra SENHOR. “O Senhor é o meu pastor e nada me faltará”. E termina com a expressão: “Habitarei, para sempre, na casa do Senhor”.
Todos os benefícios que Deus realiza, para o bem de seus servos, apontados por Davi no Salmo 23, que também é chamado de Salmo do Pastor, têm tudo a ver com a expressão “por amor do seu nome”. Somente por amor do seu nome é que Ele:

Em primeiro lugar, não nos deixa andar famintos ou sedentos. As palavras “nada me faltará” ou de nada sentirei falta, envolvem pastagens verdejantes, águas tranquilas e tudo mais que as ovelhas necessitam para viver bem, com tranquilidade e paz. O mesmo pastor das campinas de Belém, Davi, já no ocaso de sua vida terrena, disse: “Fui moço e agora sou velho, nunca vi um servo de Deus desamparado nem a sua descendência a mendigar o pão” (Sl 37.25).

Em segundo lugar, não nos deixa andar angustiados. “Refrigera-me a alma”. Quando andamos nas veredas da justiça, mantemos a alma serena, pois sabemos que os resultados finais das nossas ações devem estar de acordo com Romanos 8.28 – “Todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus; daqueles que são chamados segundo os seus decretos”. A ovelha, cuja vida está nas mãos do Senhor, lança para fora de si toda ansiedade e incertezas (Mt 6.25-34).

Em terceiro lugar, não nos deixa andar temerosos. “Não temerei mal algum… ainda que eu ande pelo vale da sobra da morte…”. O pastor de Davi é suficientemente capacitado para encorajar suas ovelhas a enfrentar o inimigo sem nenhum temor! Neste mundo tenebroso em que vivemos, só o amor de Deus nos faz lançar fora todo medo. Medo de viver, medo de morrer! (1 João 4.18).

Em quanto lugar, não nos deixa andar em solidão. “Porque tu estás comigo”. A ovelha nunca está só, o pastor sempre está por perto para guardar e proteger do inimigo. Até os que se fazem adversários têm oportunidade de sentarem-se à mesma mesa onde o cálice da misericórdia transborde de amor, de alegria e perdão. A promessa é que o Senhor estará com os remidos até à consumação dos séculos (Mt 28.18-20).

E por fim, em quinto lugar, não nos deixa andar na incerteza da vida eterna. “Habitarei na casa do Senhor, para sempre”. Jesus afirmou que na casa do Pai há muitas moradas (Jo 14.2). E é para essa linda herança (Sl 16.6) que o pastor está conduzindo suas ovelhas, em completa segurança, para o eterno aprisco do Senhor onde não faltará jamais felicidade e paz! Um dia estaremos todos lá! Tudo por amor do seu nome!

Palavra Pastoral

A FÉ COMEÇA EM CASA

A FÉ COMEÇA EM CASA

Rev. Arival Dias Casimiro

Igrejas dos Estados Unidos insistiram em criar modelos alternativos de igrejas, na tentativa de segurar os seus filhos na igreja. Mas infelizmente, esta estratégia não deu certo. Estudos indicam que mais da metade das crianças que foram criadas na igreja abandonaram a fé na idade adulta. Esse problema levou a liderança ao retorno do antigo “culto doméstico”, ou seja, o melhor local para formar espiritualmente os filhos é o lar e os melhores professores são os pais crentes.
A fé começa em casa porque em casa determina todas as áreas da vida, seja para melhor ou pior. Deus criou a família para que ela fosse o primeiro local de formação espiritual das crianças. Deus ordenou ao seu povo: Ouve, Israel, o Senhor, nosso Deus, é o único Senhor. Amarás, pois, o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda a tua força. Estas palavras que, hoje, te ordeno estarão no teu coração; tu as inculcarás a teus filhos, e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e ao deitar-te, e ao levantar-te. Também as atarás como sinal na tua mão, e te serão por frontal entre os olhos. E as escreverás nos umbrais de tua casa e nas tuas portas (Dt 6.4-9). Observe que Deus ordenou aos pais e avós que amassem a Deus e guardassem os seus mandamentos. Depois, inculcassem nos filhos o amor e a obediência a Deus, lhes dando uma formação espiritual. O ambiente dessa formação é a casa onde a família mora. O processo de formação é lento e exige perseverança, mas o resultado é a bênção divina. Segundo Kurt Bruner e Steve Stroope, há quatro raízes para uma fé duradoura, que cresce na vida familiar.

A primeira raiz é a nossa crença. É em casa que aprendemos a bíblia e a oração. São os nossos pais e avós que nos ensinam as doutrinas fundamentais da fé cristã. Este ensino oral deve vir acompanhado do exemplo de vida. Paulo exemplifica isto quando escreve a Timóteo: pela recordação que guardo de tua fé sem fingimento, a mesma que, primeiramente, habitou em tua avó Lóide e em tua mãe Eunice, e estou certo de que também, em ti (2Tm 1.5).

A segunda raiz é a nossa identidade. Meninos e meninas são criados para se tornarem homens e mulheres de Deus, com identidade sexual cristã. A confusão desenfreada da nossa sociedade atual não é uma matriz segura para formar a identidade dos nossos filhos. Em casa, os filhos receberão afeição, aceitação e afirmação. Criou Deus, pois o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou (Gn 1.27).

A terceira raiz é o nosso caráter. O nosso caráter é a soma da nossa carga genética com aquilo que aprendemos em casa. É no ambiente familiar que recebemos as informações, os princípios e os exemplos que ajudarão a formar o nosso caráter. Paulo disse a respeito de Timóteo: E conhecereis o seu caráter provado, pois serviu ao evangelho, junto comigo, como filho ao pai (Fp 2.22)

A quarta raiz é o nosso propósito de vida. Toda pessoa deve ter um senso de propósito na vida. Salomão aprendeu com seus pais: De tudo o que se tem ouvido, a suma é: Teme a Deus e guarda os seus mandamentos; porque isto é o dever de todo o homem (Ec 12.13). No Breve Catecismo adotado por nossa igreja, a primeira pergunta é: qual o fim principal do homem? Resposta: o fim principal do homem é glorificar a Deus e gozá-lo para sempre. Precisamos incutir isto nos nossos filhos. Cada lar cristão deve ter um propósito de vida para ensinar para os seus filhos.

A fé começa em casa, mas não termina ai. Ela é reforçada, nutrida e expressa na igreja. Lar e igreja se complementam. Pais, avós, pastores e professores devem se unir na formação espiritual das novas gerações. Asafe, o chefe dos cantores, ensinou tempos atrás que Deus estabeleceu uma lei para as famílias crentes: Ele estabeleceu um testemunho em Jacó, o instituiu uma lei em Israel, e ordenou a nossos pais que os transmitissem a seus filhos, afim de que a nova geração os conhecesse, filhos que ainda hão de nascer se levantassem e por sua vez os referissem aos seus descendentes; para que pusessem em Deus a sua confiança e não se esquecessem dos feitos de Deus, mas lhe observassem os mandamentos; e que não fossem, como seus pais, geração obstinada e rebelde, geração de coração inconstante, e cujo espirito não foi fiel a Deus (Sl 78.5-8).

Palavra Pastoral

ORANDO PELO BRASIL

ORANDO PELO BRASIL

Rev. Arival Dias Casimiro

Temos uma pátria celestial, mas Deus nos deu a pátria-mãe gentil. O Brasil é a nossa terra amada. O nosso Brasil está enfermo. Ele precisa da cura divina. E essa cura só virá pela intervenção de Deus, em resposta ao clamor do seu povo.
O povo de Deus não pode viver sem oração. A ausência de oração significa a presença do pecado. A oração mantém a comunhão com Deus e o pecado distante. A oração traz a bênção do céu. Thomas Watson disse: “É uma frase dos antigos ‘Os santos carregam as chaves do Céu em seu cinto’. A oração abre a porta do Céu, e leva as bênçãos das mãos de Deus!”.
Deus promete ouvir a oração do seu povo. “Se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e me buscar, e se converter dos seus maus caminhos, então, eu ouvirei dos céus, perdoarei os seus pecados e sararei a sua terra” (2Cr 7.14). Três lições:

Primeiro, ela é uma promessa condicional: “Se”. As promessas incondicionais se cumprem inexoravelmente. As promessas condicionais se cumprem se fizermos algo. A cura divina está condicionada a quatro decisões do povo: humilhação (esvaziar-se da soberba e do orgulho), oração (orar é mudar e renunciar a sua própria vontade), busca (procurar Deus pessoalmente e insistentemente) e conversão (mudar de pensamento, sentimento e ação).

Segundo, ela é uma promessa exclusiva: “se o meu povo, que se chama pelo meu nome”. É uma promessa específica, coletiva e condicional para a igreja de Deus. Trata-se do povo amado, escolhido, chamado, protegido e enviado por Deus. É o povo que tem bênçãos prometidas por Deus, ensacadas em promessas maravilhosas.
Frederick Marsh disse: “Não é a média aritmética das nossas orações (quantas elas são); nem a retórica de nossas orações (quão eloquentes são); nem a geometria das nossas orações (quanto tempo elas são); nem a música de nossas orações (quão doce a nossa voz pode ser); nem a lógica de nossas orações (quão boas elas podem ser); nem o método de nossas orações (quão ordenadas elas podem ser); nem mesmo a teologia de nossas orações (quão boa a doutrina pode ser) que Deus cuida de ouvir. É somente o fervor na oração que fará com que um homem seja ouvido por Deus. Oração fervorosa atinge o objetivo e penetra as paredes do Céu!”

Terceiro, ela é uma promessa com garantias: “então, eu ouvirei dos céus, perdoarei os seus pecados e sararei a sua terra”. Há uma garantia em sequência: ouvirei, perdoarei e sararei a sua terra. A terra está doente por causa do pecado do povo. O pecado oculta a face de Deus e fecha a sua mão. Orar é a solução. Thomas Watson disse: “A oração deleita os ouvidos de Deus, derrete o seu coração e abre a sua mão”. Povo de Deus: medite nesta promessa e faça o que é necessário.

Palavra Pastoral

A IGREJA PRECISA DE PODER

A IGREJA PRECISA DE PODER

Rev. Hernandes Dias Lopes

“Mas recebereis poder ao descer sobre vós o Espírito Santo e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém, como em toda a Judeia, Samaria e até aos confins da terra” (At 1.8).

A igreja é o povo chamado para fora do mundo, para voltar ao mundo, como testemunha de Cristo no mundo. Não sendo do mundo, vive no mundo, para pregar o evangelho por todo o mundo, a toda a criatura, fazendo discípulos de todas as nações, até aos confins da terra. Para cumprir essa grande comissão a igreja precisa de poder. Destacamos, à luz do texto em epígrafe, quatro verdades:

Em primeiro lugar, uma capacitação sobrenatural. “Mas recebereis poder…”. A igreja não realiza a grande comissão com seus próprios recursos. Não podemos pregar, testemunhar e fazer discípulos desprovidos de poder. Esse poder não é uma habilidade inata que possuímos. Não é resultado do conhecimento que acumulamos. Esse poder não é produto da nossa experiência nem mesmo vem como consequência de nossa maturidade cristã. Esse poder é sobrenatural e irresistível. A palavra grega usada aqui é dunamis, de onde vem a nossa palavra “dinamite”. A dinamite esmiúça as pedras mais duras e derruba as estruturas mais sólidas. Esse poder é capaz de transformar o pecador mais rebelde em um servo do Altíssimo. É capaz de transformar um Saulo de Tarso, o mais temido inimigo do Cristianismo, no mais poderoso apóstolo de Cristo.

Em segundo lugar, uma origem celestial. “… ao descer sobre vós o Espírito Santo…”. O poder que a igreja precisa não vem da terra, mas do céu. Não vem dos homens, mas do Espírito Santo de Deus. Não podemos fazer a obra de Deus sem o poder do Espírito Santo. É o Espírito Santo quem nos convence de pecado. É o Espírito Santo quem nos regenera. É o Espírito Santo quem nos batiza no corpo de Cristo. É o Espírito Santo quem nos sela para o dia da redenção. É o Espírito quem nos transforma à imagem de Cristo e nos santifica. É o Espírito Santo quem nos dá poder para testemunhar. Não podemos fazer a obra de Deus fiados em nosso conhecimento ou em nossos métodos. Precisamos de poder, do poder do Espírito Santo. Fazer a obra de Deus confiados em nós mesmos é o mesmo que tentar cortar uma árvore com o cabo do machado.

Em terceiro lugar, uma missão essencial. “… e sereis minhas testemunhas…”. A igreja recebe poder para testemunhar. Nossa pregação não pode consistir apenas em palavras de sabedoria humana. Precisamos de uma capacitação sobrenatural. Não recebemos poder para ficar trancados dentro de quatro paredes. Não recebemos poder para nos consumirmos em intérminas e inócuas discussões. Não recebemos poder para promovermos a nós mesmos. Recebemos poder para testemunhar. Uma igreja revestida com o poder do Espírito Santo tem coração aquecido, pés velozes e lábios abertos para testemunhar de Cristo. Uma igreja fortalecida com esse poder sai do campo da especulação teológica para o campo da ação missionária. Uma igreja cheia do Espírito exerce perdão, derruba as paredes da inimizade e constrói pontes de reconciliação. Judeus e samaritanos são transformados e reconciliados. Samaria e Judeia, outrora inimigas, dão as mãos para caminhar juntas.

Em quarto lugar, uma abrangência universal. “… tanto em Jerusalém, como em toda a Judeia, Samaria e até aos confins da terra”. Uma igreja cheia do Espírito Santo começa em sua Jerusalém, alcança sua região, atravessa suas fronteiras étnicas e alarga suas fronteiras até aos confins da terra. Sem o poder do Espírito Santo vamos olhar apenas para nós mesmos. Vamos investir apenas em nós. Sem o poder do Espírito Santo vamos transformar koinonia (comunhão) em koinonite (adoecimento das relações). Sem o poder do Espírito Santo vamos nos bastar a nós mesmos, apascentar a nós mesmos e sonegar a mensagem salvadora do evangelho aos povos. Nossa tarefa é imperativa, intransferível e impostergável. É tempo de alcançarmos, com o evangelho da graça, nossa cidade, nosso Estado, nosso país e as nações da terra!

Palavra Pastoral

QUANDO FALTA A DISCIPLINA NA FAMÍLIA

QUANDO FALTA A DISCIPLINA NA FAMÍLIA

Rev. Hernandes Dias Lopes

Não existe curso de doutorado em paternidade. Grandes homens fracassaram rotundamente nesse sublime, mas árduo ministério. Um clássico exemplo dessa realidade é o sacerdote Eli. Diz a Escritura que seus filhos eram filhos de Belial e não se importavam com o Senhor (1Sm 2.12). Eli foi juiz e sacerdote de Israel por quarenta anos. Era um homem de Deus, que tinha discernimento das coisas espirituais. Em seu longo ministério, certamente cuidou de milhares de famílias e aconselhou muitos filhos a honrarem seus pais e a obedecerem a Deus. Porém, Eli deixou de disciplinar seus próprios filhos.

Hofni e Finéas, cresceram dentro da casa de Deus. Desde cedo se acostumaram com o culto divino e com as ofertas trazidas pelo povo. A casa deles estava encharcada da presença do sagrado. Entretanto, esses jovens prevaricaram e tornaram-se culpáveis diante de Deus. Viveram em excessos. Tornaram-se adúlteros, blasfemos e insolentes. Perderam completamente o temor de Deus. Corromperam o sacerdócio. Profanaram a casa de Deus. Mancharam suas vestes. Tornaram-se falsos pastores.

O povo todo via os escândalos promovidos por Hofni e Finéas que, embora casados, eram infiéis a Deus, ao cônjuge e ao povo. Os comentários deprimentes acerca do mau exemplo dos filhos de Eli chegavam a ele, mas este amava mais a seus filhos do que a Deus e não os disciplinava com o rigor necessário. Eli foi alertado várias vezes, mas não teve fibra para corrigir seus filhos. Finalmente, Deus usou o jovem Samuel para comunicar a sentença de morte à casa de Eli. Nem assim, ele reagiu. Ao contrário, aceitou passivamente a decretação da derrota em sua casa.

Eli tornou-se um pai complacente, bonachão e conivente com o pecado de seus filhos. Por causa do pecado deles, mais de trinta mil pessoas foram mortas no campo de batalha, a arca da aliança, símbolo da presença de Deus, foi roubada e eles foram mortos. O próprio Eli morreu ao saber das más notícias. Também morreu sua nora, a mulher de Hofni, ao dar à luz a Icabode, uma evidência de que a glória de Deus havia se apartado deles.

A família do sacerdote Eli é um alerta para nós. O amor responsável disciplina e estabelece limites. Não amam suficientemente os filhos, os pais que os poupam de confronto firme e de disciplina amorosa. Os pais ensinam os filhos com exemplo, admoestam os filhos com a palavra de Deus e os disciplinam com temor e reverência. Se você pai, ama seus filhos, ouse discipliná-los. É melhor ver os filhos chorando agora, do que sofrendo as consequências de seus pecados por toda a eternidade. É melhor o desconforto do confronto sincero do que o aparente conforto da omissão covarde. Que Deus nos ajude a termos famílias piedosas. Que a nossa maior alegria seja ver os nossos filhos andando na verdade!

Palavra Pastoral

O IMPACTO DE UMA MÃE CRENTE SOBRE OS SEUS FILHOS

O IMPACTO DE UMA MÃE CRENTE SOBRE OS SEUS FILHOS

Rev. Arival Dias Casimiro

O papel que Deus designou para as mulheres é o mais glorioso da espécie humana. Deus dá às mulheres uma posição exaltada, coroada de dignidade e honra. O papel de mãe na família é indispensável e insubstituível. Sem a presença dela, a família se deteriora e a sociedade se destrói. Ela é o coração da casa e a fonte de todas as boas influências do lar. Na sua missão de mãe, ela é uma escultora de vidas. Quando Deus lhe dá um filho, ela tem o tempo e a eternidade em suas mãos. Ralph Waldo Emerson diz: “Os homens são o que suas mães fazem deles”.
A bíblia registra vários exemplos de mães que influenciaram espiritualmente a vida dos seus filhos. O exemplo de Eunice sobre Timóteo é gratificante. Sem a ajuda do pai e com o apoio da avó, Eunice preparou Timóteo para ser um consagrado servo de Deus. Ela usou três estratégias.

Primeiro, ela incutiu em seu filho a Palavra de Deus. Na lei judaica, os pais eram obrigados a ensinar a bíblia para os seus filhos em casa (Dt 6.4-7). A mãe ensinava os filhos nos sete primeiros anos de suas vidas e depois eles iam aprender nas sinagogas. Timóteo aprendeu a bíblia pelos lábios de sua mãe, conforme testemunho de Paulo: “Tu, porém, permanece naquilo que aprendeste e de que foste inteirado, sabendo de quem o aprendeste e que, desde a infância, sabes as sagradas letras, que podem tornar-te sábio para a salvação pela fé em Cristo Jesus” (2Tm 3.14-15). Foi em casa, sob o ensino de sua mãe, que Timóteo, desde a sua tenra infância, aprendeu as sagradas letras. A lição é válida para hoje: a fé se aprende em casa.

Segundo, ela incutiu em seu filho a fé autêntica. A mãe deve ensinar seus filhos pelo exemplo. Paulo testemunha: “Pela recordação que guardo de tua fé sem fingimento, a mesma que, primeiramente, habitou em tua avó Lóide e em tua mãe Eunice, e estou certo de que também, em ti” (2Tm 1.5). A expressão “fé sem fingimento” significa “fé sem hipocrisia”. A fé não é hereditária, mas precisa ser ensinada. E aprende-se a fé imitando o exemplo. Ninguém sabe melhor do que uma criança se a fé dos seus pais é genuína. Se você, mãe, quer que seu filho tenha uma fé autêntica, leve a sério a sua fé.

Terceiro, ela incutiu no seu filho o desejo de servir ao Senhor. A mãe deve preparar os seus filhos para servir ao Senhor. No início da sua segunda viagem missionária, Paulo passou em Derbe e Listra e ali ele conheceu a Timóteo: “Havia ali um discípulo chamado Timóteo, filho de uma judia crente, mas de pai grego; dele davam bom testemunho os irmãos em Listra e Icônio” (At 16.1-2). Timóteo era um crente exemplar e disponível para servir ao Senhor. Por isso, Paulo o recrutou para o ministério pastoral e o transforma num dos mais consagrados missionários da igreja primitiva. Certamente, foi em casa que Timóteo foi incentivado a servir ao Senhor na igreja.
Concluindo, parabenizo todas as mães crentes que têm impactado espiritualmente a vida dos seus filhos. Que neste “dia das mães” os seus filhos possam chamar-lhe de bem-aventurada.