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Grupos de Pastoreio

Os Grupos de Pastoreio são grupos que se reúnem nos lares semanalmente com os seguintes objetivos:

Ser um tempo de investimento espiritual.

  • Oferecer um tempo semanal para que possamos orar, cantar, meditar na Palavra de Deus e ter comunhão com os irmãos.
  • Ser um espaço onde podemos compartilhar nossos sofrimentos, e nossas alegrias.
  • Encorajar os participantes a ter experiências práticas por meio da obediência da bíblia e pela oração.
  • Estimular o interesse pelo conhecimento da Palavra de Deus. Os estudos bíblicos servem para alimentar as pessoas com a sã doutrina
  • Criar vínculos e fazer amizades na igreja.
  • Ser um espaço de Evangelização
  • Combater o egoísmo pessoal, e estimular a vida comunitária.
  • Revelar vocações, identificar dons e treinar liderança para os outros ministérios da igreja.

Temos grupos em diversos bairros e na Grande São Paulo.

Todos os nossos membros são incentivados a fazer parte de um grupo, encontre o seu no mapa abaixo! Seja por distância ou afinidade, não deixe de participar!

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NÃO ENCONTROU? CADASTRE-SE  AQUI  PARA QUE POSSAMOS AJUDÁ-LO!

“Como é bom e agradável quando os irmãos convivem em união!
É como óleo precioso derramado sobre a cabeça, que desce pela barba, a barba de Arão, até a gola das suas vestes.
É como o orvalho do Hermom quando desce sobre os montes de Sião. Ali o Senhor concede a bênção da vida para sempre.”
Salmos 133:1-3

 

 

Notícias

Dízimo, uma prática bíblica a ser observada

Há uma enxurrada de comentários tendenciosos e distorcidos circulando as redes sociais, em nossos dias, atacando a doutrina dos dízimos. Acusam os pastores que ensinam essa doutrina de infiéis e aproveitadores. Acusam as igrejas que recebem os dízimos de explorar o povo. Outros, jeitosamente, tentam descaracterizar o dízimo, afirmando que essa prática não tem amparo no Novo Testamento. Tentam limitar o dízimo apenas ao Velho Testamento, afirmando que ele é da lei e não vigente no tempo da graça.
Não subscrevemos os muitos desvios de igrejas que, laboram em erro, ao criarem mecanismos místicos, sincréticos e inescrupulosos para arrecadar dinheiro, vendendo água fluidificada, rosa ungida, toalha suada e até tijolo espiritual. Essas práticas são pagãs e nada tem a ver com ensino bíblico da mordomia dos bens. O fato, porém, de existir desvio de uns, não significa que devemos afrouxar as mãos, no sentido de ensinar tudo quanto a Bíblia fala sobre dízimos e ofertas. Destaco, aqui, alguns pontos para nossa reflexão.

Em primeiro lugar, a prática do dízimo antecede à lei. Aqueles que se recusam ser dizimistas pelo fato de o dízimo ser apenas da lei estão rotundamente equivocados. O dízimo é um princípio espiritual presente entre o povo de Deus desde os tempos mais remotos. Abraão pagou o dízimo a Malquizedeque (Gn 14.20) e Jacó prometeu pagar o dízimo ao Senhor (Gn 28.22), muito antes da lei ser instituída.

Em segundo lugar, a prática do dízimo foi sancionada na lei. O princípio que governava o povo de Deus antes da lei, foi ratificado na lei. Agora, há um preceito claro e uma ordem específica para se trazer todos os dízimos ao Senhor (Lv 27.32). Não entregar o dízimo é transgredir a lei, e a transgressão da lei constitui-se em pecado (1Jo 3.4).

Em terceiro lugar, a prática do dízimo está presente em toda Bíblia. A fidelidade na mordomia dos bens, a entrega fiel dos dízimos e das ofertas, é um ensino claro em toda a Bíblia. Está presente no Pentateuco, os livros da lei; está presente nos livros históricos (Ne 13.11,12), poéticos (Pv 3.9,10) e proféticos (Ml 3.8-10). Também está explicitamente ratificado nos evangelhos (Mt 23.23) e nas epístolas (Hb 7.8). Quanto ao dízimo não podemos subestimá-lo, sua inobservância é um roubo a Deus. Não podemos subtraí-lo, pois a Escritura é clara em dizer que devemos trazer “todos os dízimos”. Não podemos administrá-lo, pois a ordem: “Trazei todos os dízimos à casa do tesouro”.

Em quarto lugar, a prática do dízimo é sancionada por Jesus no Novo Testamento. Os fariseus superestimavam o dízimo, fazendo de sua prática, uma espécie de amuleto. Eram rigorosos em sua observância, mas negligenciam os preceitos mais importantes da lei: a justiça, a misericórdia e a fé. Jesus, deixa claro que devemos observar atentamente a prática dessas virtudes cardeais da fé cristã, sem omitir a entrega dos dízimos (Mt 23.23). Ora, aqueles que usam o argumento de que o dízimo é da lei, e por estarmos debaixo da graça, estamos isentos de observá-lo; da mesma forma, estariam também isentos da justiça, da misericórdia e da fé, porque essas virtudes cardeais, também, são da lei. Só o pensar assim, já seria uma tragédia!

Em quinto lugar, a prática do dízimo é um preceito divino que não pode ser alterado ao longo dos séculos. Muitas igrejas querem adotar os princípios estabelecidos pelo apóstolo Paulo no levantamento da coleta para os pobres da Judéia como substituto para o dízimo. Isso é um equívoco. O texto de 2 Coríntios 8 e 9 trata de uma oferta específica, para uma causa específica. Paulo jamais teve o propósito de que essas orientações fossem um substituto para a prática do dízimo. Há igrejas na Europa e na América do Norte que estabelecem uma cota para cada família para cumprir o orçamento da igreja. Então, por serem endinheirados, reduzem essa contribuição a 5% ou 3% do rendimento. Tem a igreja competência para mudar um preceito divino? Mil vezes não! Importa-nos obedecer a Deus do que aos homens. Permaneçamos fiéis às Escrituras. Sejamos fiéis dizimistas!

Palavra Pastoral

A Justificação pela Fé

A Justificação pela Fé é a principal doutrina do cristianismo. Martinho Lutero disse: “Esta doutrina é a cabeça e a pedra fundamental. Por si só, ela gera, alimenta, edifica, preserva e defende a igreja de Deus. E sem ela, a igreja de Deus não poderia existir nem por uma única hora”. Martin Lloyd-Jones afirmou que a justificação pela fé “é a grande doutrina central de todo protestantismo, e vocês descobrirão que em cada avivamento ela sempre vem na vanguarda”. A igreja cai ou permanece de pé por causa desta doutrina. Ela é a espinha dorsal de todas as doutrinas bíblicas. John Piper diz: “Pregar e viver a justificação pela fé glorifica a Cristo, resgata pecadores desesperados, encoraja santos imperfeitos e fortalece igrejas frágeis”.

A justificação é um ato jurídico ou uma sentença divina na qual Ele declara perdoado todo pecador que crer em Jesus. Louis Berkhof define: “A justificação é um ato judicial de Deus no qual Ele declara, baseado na justiça de Jesus Cristo, que todas as exigências da lei estão satisfeitas com respeito ao pecador”. A justificação é o contrário de condenação. Ela é um ato único e legal que remove a culpa do pecado e restaura o pecador à sua condição de filho de Deus, com todos os seus direitos, privilégios e deveres. A justificação não ocorre na vida do pecador, não produz mudanças no seu caráter, mas no Tribunal de Deus. Justificação é uma declaração e santificação é transformação. Mas, é a partir da justificação que o Espírito Santo inicia no pecador todo o processo de santificação até a sua glorificação. A justificação possui cinco características básicas, segundo o ensino de Paulo em Romanos 3.21-31.

Primeira, a justificação se origina em Deus.

A justificação pela fé é a manifestação da justiça de Deus sobre os pecadores. Ele é quem toma a iniciativa de perdoar o homem de todos os seus pecados, declarando-lhe que não existe mais nenhuma condenação contra ele. Ele é o autor da justificação, a qual não pode ser obtida pela obediência humana à lei de Deus (Gl 2.16,21). Ele é o Juiz Supremo que declara a absolvição do pecador.

Segunda, a justificação é pela fé.

A justiça de Deus é recebida mediante a fé (Rm 3.22). A justificação não acontece por causa da fé, mas, por meio ou através da fé. A fé não tem nenhum merecimento, mas é o instrumento ou a mão que recebe o presente. Esta fé não existe naturalmente no coração humano, mas é um presente de Deus. Por isso, toda pessoa para ser justificada precisa receber de Deus a fé: “Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus” (Ef 2.8).

Terceira, a justificação é uma necessidade.

Todos os homens são pecadores e necessitam do perdão de Deus. A justiça de Deus é para todos e sobre todos, judeus e gentios, porque todos erraram o alvo, deixando de ser conforme o propósito de Deus. Pois todos pecaram e carecem da glória de Deus (Rm 3.23).

Quarta, a justificação é gratuita.

A justificação é um presente que Deus concede ao homem. Paulo diz: sendo justificados gratuitamente, por Sua graça (Rm 3.24). A palavra gratuitamente significa “como um presente”, “sem pagamento”; e a palavra graça significa “por um favor imerecido”. Ela não pode ser comprada por obras humanas ou conquistada por méritos pessoais. Ela é exclusivamente pela graça.
Quinta, a justificação se baseia em Jesus Cristo.

A salvação é gratuita para o pecador, mas ela teve um alto custo para Deus. Para nós a salvação é grátis, mas para Deus custou à vida de Seu Filho. Sabendo que não foi mediante coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados do vosso fútil procedimento que vossos pais vos legaram, mas pelo precioso sangue, como de cordeiro sem defeito e sem mácula, o sangue de Cristo (1Pe 1.18-19). É por meio do sacrifício de Jesus, que Deus toma a culpa do pecador e a atribui a Jesus Cristo. E a justiça que há em Jesus Cristo é imputada ao pecador. Jesus pagou a pena em nosso lugar, e por isso nenhuma condenação há para aquele que nEle confia. Creia agora mesmo em Jesus e receba a sua justificação.

Palavra Pastoral

Encorajamento à Pureza

Pois esta é a vontade de Deus: a vossa santificação, que vos abstenhais da prostituição (1Tessalonicenses 4.13).

Abstenhais da prostituição. Trata-se da vontade revelada de Deus que ordena aos crentes que pratiquem a santificação, abstendo-se dos pecados sexuais. Não se trata de uma vontade oculta ou secreta. Deus quer que nos separemos de tudo que é impuro sexualmente. Fujam e fiquem longe do pecado sexual. A palavra santificação (hagiasmos, no grego) significa “ser separado do pecado para Deus”. A palavra “abster-se” na bíblia determina um mandamento de Deus e uma proibição absoluta.

Paulo ordena e esclarece: “Fugi da impureza. Qualquer outro pecado que uma pessoa cometer é fora do corpo; mas aquele que pratica a imoralidade peca contra o próprio corpo” (v.18). O mandamento é claro, objetivo e prático: Fugi da impureza. A maneira mais inteligente de lidar com o pecado sexual é fugindo dele. Ninguém consegue enfrentar as tentações sexuais sozinhos. É como um farol alto aceso em nossos olhos. E ele esclarece que quem pratica a imoralidade peca contra o próprio corpo.

É impossível não pecarmos na área sexual, se consideramos a nossa natureza pecaminosa e as facilidades sexuais que temos hoje. Por isso Paulo apresenta-nos algumas estratégias:

Primeiro, controle o seu corpo ao invés de ser controlado por ele.

Não permita que os seus impulsos sexuais mandem em você. Domine os seus impulsos, sugere Paulo. Ele diz: “Que cada um de vós saiba possuir o próprio corpo em santificação e honra” (v.4).  Cada crente, individualmente, é responsável pela santificação ou o uso adequado do seu corpo. Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas convêm. Todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma delas (1Co 6.12).  O corpo do crente não é para a impureza, mas para a santificação. Deus tem um propósito espiritual para os nossos corpos por isso não devemos praticar a imoralidade sexual. O sexo não é apenas uma necessidade fisiológica, mas tem implicações espirituais.

Segundo, aprofunde o seu conhecimento de Deus.

O conhecimento de Deus muda também a nossa vida sexual. Quanto mais conhecemos a Deus certamente teremos uma sexualidade sadia e proveitosa (1Co 7.1-3). Lembre-se que a rejeição consciente de Deus produz a sua ira, que se revela no âmbito da sexualidade. Deus entregou os homens a si mesmos, e os homens se entregaram a toda prática de imoralidade sexual – coração, corpo e mente (Rm 1.24, 26 e 28)

Terceiro, não ofenda ou defraude sexualmente a seu irmão.

“E que, nesta matéria, ninguém ofenda nem defraude a seu irmão; porque o Senhor, contra todas estas coisas, como antes vos avisamos e testificamos claramente, é o vingador” (v.6).  A matéria é a abstinência da imoralidade sexual. Geralmente os pecados sexuais ilícitos são praticados em secreto, com o objetivo de tirar vantagem, enganar ou defraudar alguém. Deus, contudo, conhece os pecados secretos e se tornará o vingador. Deus é o advogado de defesa daqueles que são defraudados e juiz punitivo dos defraudadores.

Quarto, lembre-se que quem rejeita a santificação rejeita a Deus.

“Destarte, quem rejeita estas coisas não rejeita o homem, e sim a Deus” (1Ts 4.11). Deus é santo e todo aquele que é Dele, deve ser santo em todo o seu proceder inclusive a vida sexual (Lv 19.1; 1Pe 1.18).  Rejeitar a santificação é rejeitar o próprio Deus. A doutrina da santificação não é uma exigência humana ou institucional, mas divina.

Quinto,  anime-se porque o Espírito Santo nos capacita a obedecer ao mandamento.

Paulo diz que Deus nos dá o Espírito:  “que também vos dá o seu Espírito Santo” (1Ts 4.11).  Aqui a idéia da dádiva do Espírito Santo é de ajudar o crente a vencer as tentações sexuais e resistir à imoralidade. Ele habita o corpo de cada crente com o objetivo de santificá-lo. Se formos guiados e dirigidos pelo Espírito jamais satisfaremos os desejos da carne. Somente o Espírito pode nos ajudar a não pecar. (Gl 5.17-20). Paulo declara: “Acaso, não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo, que está em vós, o qual tendes da parte de Deus, e que não sois de vós mesmos? Porque fostes comprados por preço. Agora, pois, glorificai a Deus no vosso corpo” (1Co 6.19-20).

Arival Dias Casimiro

Notícias

14º ECCC – Encontro de Casais com Cristo

Nos próximos dias 25, 26 e 27 de Maio/2012.  Venha participar desse maravilhoso evento.

Palavra Pastoral

UM NOVO MANDAMENTO

Básico: João 13.31-38

Da perspectiva humana, a morte de Jesus pode ser considerada um crime hediondo. O maior ato de crueldade cometido a um inocente. Para Deus, porém, a morte do seu Filho na cruz foi um momento de glória.  Jesus foi glorificado e Deus foi glorificado nele (vv.31-32), no momento em que Ele morreu na cruz.  Glorificar a Deus, portanto, significa realizar o trabalho que ele nos chamou para fazer. O próprio Jesus declara isso: Eu te glorifiquei na terra, consumando a obra que me confiaste para fazer (Jo 17.4).  Jesus glorificou a Deus consumando na cruz, a redenção dos seus escolhidos.

Jesus está se despedindo dos seus discípulos e indo em direção ao Pai: Filhinhos, ainda por um pouco estou convosco; buscar-me-eis, e o que eu disse aos judeus também agora vos digo a vós outros: para onde eu vou, vós não podeis ir (v.33). Mas antes da coroa, havia a cruz. Jesus seria ferido e os seus discípulos seriam dispersos, como profetizou Zacarias (Zc 13.7). E nesse contexto de despedida, Jesus dá um mandamento aos seus discípulos: Novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros.Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros (vv.34-35). Cinco lições importantes:

Primeiro, um novo mandamento.

O mandamento do amor não é novo em termos de tempo. Deus já havia ordenado o amor desde a lei do Antigo Testamento (Dt 6.5; 11.1; Lv 19.18). A ordem de amar uns aos outros é repetida pelo menos doze vezes no Novo Testamento (Jo 13.34; 15.9, 12, 17; Rm 13.8; 1Ts 4.9; 1Pe 1.22; 1Jo 3.11,23; 4.7, 11-12; 2Jo 5). O mandamento do amor é novo ou inédito de cinco maneiras: (1) Ele é novo em sua proeminência, isto é, é o maior de todos os mandamentos (1Co 13.1-3). (2) Ele é novo no seu referencial. Jesus é o nosso referencial de amor (1Jo 3.16). (3) Ele é novo em sua maneira de expressá-lo. O amor deve ser expresso não por palavras, mas por ações concretas a favor dos nossos irmãos (1Jo 4.18). (4) Ele é novo em sua exclusividade. Somente quem é nascido de Deus pode amar (1Jo 4.7). (5) Ele é novo em sua capacitação. Só podemos amar se Deus nos capacitar por intermédio do Espírito Santo (Rm 5.5).

Segundo, amar é um mandamento.

Amar não é uma opção, mas uma ordem: Novo mandamento vos dou. Não se trata de querer ou de sentir vontade de amar, mas um ato de obediência. Eu amo meu irmão, porque Deus ordena que eu o ame.

Terceiro, amar é um mandamento coletivo e recíproco.

Jesus dá um novo mandamento a todos os seus discípulos: que vos ameis uns aos outros. Todos devem amar de uma maneira recíproca. Este é um mandamento que inclui e exige a todos os filhos de Deus (Mt 23.31).

Quarto, amar é um mandamento que segue um modelo.

Jesus é o nosso referencial de amor: assim como eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros. Devemos amar como Jesus nos ama. Amor incondicional, ilimitado e sacrificial (Jo 15.12). O amor de Jesus é inigualável, insuperável e incomparável (Jo 15.13).

Quinto, amar é um mandamento que revela identidade.

Jesus afirma que o amor revelará a nossa identidade: Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros. Seremos reconhecidos como discípulos de Jesus se amarmos nossos irmãos. O amor é o cartão de visita ou a carteira de identidade do filho de Deus (1Jo 4.8).

Após dá o mandamento do amor aos seus discípulos, Jesus avisa a Pedro que o mesmo o negaria (vv.36-38). O amor que temos para com Jesus é imperfeito.

Rev. Arival Dias Casimiro

Palavra Pastoral

VOCÊ É UM MISSIONÁRIO DE DEUS

Todo cristão verdadeiro é um missionário de Deus. Dick Hills disse com propriedade: “Cada coração com Cristo é um missionário, e cada coração sem Cristo é um campo missionário”. Você foi escolhido por Deus para ser abençoado com a salvação e para abençoar os outros com a mensagem da salvação. Admiro profundamente a espiritualidade e o fervor evangelístico dos obreiros de “Jovens Com Uma Missão”, cujo lema expressa esse objetivo: “Conhecer a Deus e torna-lo conhecido”. Foi esse o tema central do Congresso de Evangelização Mundial, conhecido como Lausanne II: “Chamando TODA a igreja a levar TODO o evangelho a TODO o mundo”. A igreja toda, o evangelho todo, e o mundo todo. Este é o nosso grande desafio.

A bíblia apresenta três convincentes argumentos que provam ser você um missionário de Deus.

Primeiro, a sua identidade.

Você existe para influenciar. Por causa de quem você é em Cristo Jesus, você é um instrumento influenciador. Disse Jesus:  Vós sois o sal da terra; ora, se o sal vier a ser insípido, como lhe restaurar o sabor? Para nada mais presta senão para, lançado fora, ser pisado pelos homens. Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder a cidade edificada sobre um monte; nem se acende uma candeia para colocá-la debaixo do alqueire, mas no velador, e alumia a todos os que se encontram na casa. (Mt 5.13-15). Sal e luz são metáforas que ensinam o poder de influencia do cristão. O sal simboliza pureza, preservação e poder de dar sabor. A luz  simboliza visibilidade, direção e vida. O cristão revela ao mundo a vida e a alegria que recebeu de Deus, por causa da sua fé em Jesus. Em qualquer lugar que você estiver, você é um missionário de Deus.

Segundo, a sua missão.

Você recebeu uma missão de Jesus. Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século (Mt 28.19-20). Esta missão é para toda a igreja e para cada cristão individualmente.  É uma missão urgente, necessária e intransferível. Hudson Taylor disse certa vez: “A Grande Comissão não é uma opção a ser considerada, é um mandamento a ser obedecido”. Não fuja, não seja omisso, mas cumpra a sua missão.

Terceiro, a sua competência.

Você recebe de Deus a competência para ser usado por ele. Sem Jesus nada podemos fazer. Ninguém pela sua própria competência ou habilidade pode servir a Deus. Não que, por nós mesmos, sejamos capazes de pensar alguma coisa, como se partisse de nós; pelo contrário, a nossa suficiência vem de Deus (2Co 3.5).  Apenas Deus pode capacitar uma pessoa para fazer a sua obra. O que você precisa fazer é se colocar a disposição e fazer. É preciso renunciar os valores humanos e abraçar os valores divinos.  James Elliot, mártir missionário entre os índios no Equador, disse: “Não é um insensato aquele que gasta aquilo que não pode conservar, a fim de obter aquilo que não pode perder”. Uma das maiores bênçãos que Deus nos concede é que, por amor a Jesus, podemos perder a nossa vida, para ganharmos a vida de Deus.

Concluo chamando-o a consagração. Você é um missionário de Deus. Anote e pense numa frase:  “Missões: não basta estar no coração de Deus, tem que estar no meu também”.

Arival Dias Casimiro.

Palavra Pastoral

Encorajados a santificação

Ficamos assustados com a quantidade de pessoas hoje, que se diz evangélica, mas não apresenta uma vida de santidade. Pessoas que se apresentam como crentes, mas continuam negando a fé, pelo seu comportamento. Pessoas que estão na igreja e que não mostram sinais de arrependimento, mudança de vida e de atitudes.

O evangelho de Deus é a boa nova do arrependimento e da mudança de vida. Onde Jesus habita, produz transformação. Todo aquele que é nascido de Deus busca uma vida de santificação e vive inconformado com o pecado. Todo aquele que é nascido de Deus não vive na prática de pecado; pois o que permanece nele é a divina semente; ora, esse não pode viver pecando, porque é nascido de Deus (1Jo 3.9). O verdadeiro crente é alguém inconformado com a sua natureza pecaminosa. Ele vive lutando para não pecar.

A bíblia ensina que a santificação consiste de duas partes: a mortificação do velho homem e a vivificação do novo homem. Trata-se de uma luta para abandonar os hábitos e procedimentos da vida antes da conversão, e a assimilação e pratica de novos hábitos. Fazei, pois, morrer a vossa natureza terrena: prostituição, impureza, paixão lasciva, desejo maligno e a avareza, que é idolatria; por estas coisas é que vem a ira de Deus [sobre os filhos da desobediência]. Ora, nessas mesmas coisas andastes vós também, noutro tempo, quando vivíeis nelas. Agora, porém, despojai-vos, igualmente, de tudo isto: ira, indignação, maldade, maledicência, linguagem obscena do vosso falar. Não mintais uns aos outros, uma vez que vos despistes do velho homem com os seus feitos e vos revestistes do novo homem que se refaz para o pleno conhecimento, segundo a imagem daquele que o criou (Cl 3.5-10).

Paulo fala da santificação como uma mudança de hábitos e de comportamento: “Isto, portanto, digo e no Senhor testifico que não mais andeis como também andam os gentios “(Ef 4.17). Precisamos nos despojar do velho homem e nos revestir do novo homem (Ef 4.22-24). Em síntese, santificação é andar de acordo com a nossa nova natureza. É abandonar o estilo de vida que tínhamos antes da nossa conversão e andar em novidade de vida.

A idéia fundamental de santificação é a de separação. O povo de Deus é um povo separado do mundo, para viver no mundo, servindo a Deus. L. Berkhof define a santificação como “a graciosa e continua operação do Espírito Santo pela qual Ele liberta o pecador justificando da corrupção do pecado, renova toda a sua natureza à imagem de Deus, e o capacita a praticar boas obras”.

A santificação, portanto, tem dois aspectos. Primeiro, a santificação posicional, isto é, aquilo que somos diante de Deus, pelo fato de estamos em Cristo Jesus. Após a nossa conversão, nos tornamos filhos de Deus. Apesar dos nossos defeitos, somos “santos e amados” por Deus. Paulo, apóstolo de Cristo Jesus por vontade de Deus, aos santos que vivem em Éfeso e fiéis em Cristo Jesus (Ef 1.1). Segundo, a santificação experimental, isto é, o processo de santificação quando vamos deixando as práticas pecaminosas e nos consagrando a Deus. Fomos salvos para buscar uma vida de santificação.  À igreja de Deus que está em Corinto, aos santificados em Cristo Jesus, chamados para ser santos, com todos os que em todo lugar invocam o nome de nosso Senhor Jesus Cristo, Senhor deles e nosso (1Co 1.2). Fomos chamados por Deus para sermos santos.

A santificação é uma obra sobrenatural de Deus na vida do cristão, como resultado da sua união com Cristo.  Alguns fatos sobre a santificação: Fomos santificados em Cristo Jesus (1Co 1.30). Somos santificados pela Palavra de Deus (Jo17.17). Somos santificados pelo sangue de Jesus (Hb 10.10).  Somos santificados pela fé (At 26.18).  Somos santificados pelo Espírito (2Ts 2.13).

A santificação é uma obra que requer a nossa cooperação. O cristão coopera com a sua santificação quando se utiliza dos meios que Deus lhe oferece: a oração, a Palavra de Deus e os sacramentos (batismo e santa ceia). Precisamos orar, estudar e praticar a bíblia. Necessitamos fugir das tentações, das más companhias e dos ambientes que nos estimulam a pecar. Precisamos buscar o poder do Espírito Santo: E não vos embriagueis com vinho, no qual há dissolução, mas enchei-vos do Espírito (Ef 5.18). Somente na força do Espírito, permaneceremos de pé.

Busquemos, pois, a santificação. Ela é indispensável para o nosso relacionamento com Deus e com as pessoas. Lembre-se do recado do apóstolo Paulo: Porquanto Deus não nos chamou para a impureza, e sim para a santificação. Dessarte, quem rejeita estas coisas não rejeita o homem, e sim a Deus, que também vos dá o seu Espírito Santo (1Ts 4.7-8). Não despreze a santificação.

Arival Dias Casimiro.