Palavra Pastoral

VIVENDO A FÉ

VIVENDO A FÉ

Rev. Arival Dias Casimiro

Hebreus 13.1-6
Precisamos mostrar o que cremos através da nossa vida. O nosso comportamento revela a nossa identidade. Agostinho disse com bastante propriedade: “testemunhar não é algo que fazemos; é algo que somos”. Jesus declara que somos “o sal da terra” e a “luz do mundo”. Devemos pregar o evangelho com a nossa vida. Robert Murray diz que “o crente é aquele cuja vida leva outros a crerem com mais facilidade”. Um centímetro de vida influencia mais do que quilômetros de discurso. O mundo precisa conhecer a Jesus e contemplar o evangelho na vida dos cristãos. Billy Graham diz: “A maior necessidade do mundo hoje é de cristãos com maturidade espiritual, que não somente tenham professado sua fé em Cristo, mas que vivam essa fé cada dia”. Cinco maneiras de vivermos a fé:

Primeiro, devemos amar uns aos outros. O texto começa dizendo: «Seja constante o amor fraternal» (v.1). O tipo de amor: fraternal (Filadélfia). Refere-se ao amor entre irmãos espirituais, os filhos de Deus. O amor fraternal é um mandamento divino. A prática desse amor deve ser constante. A fé opera pelo amor, mas quando a fé está em crise, o amor pode esfriar.

Segundo, devemos ser hospitaleiros. «Não negligencieis a hospitalidade, pois alguns, praticando-a, sem o saber acolheram anjos» (v.2). Primeiro, a hospitalidade não deve ser negligenciada. Ela é ordenada a todos os cristãos e exigida dos líderes da igreja. Ela é considerada uma prova do caráter cristão. Ela deve ser mostrada aos irmãos na fé, aos estrangeiros, aos pobres e até aos inimigos. Segundo, o motivo pela qual não dever ser negligenciada: pois alguns, praticando-a, sem o saber acolheram anjos.

Terceiro, devemos visitar os que sofrem. «Lembrai-vos dos encarcerados, como se presos com eles; dos que sofrem maus tratos, como se, com efeito, vós mesmos em pessoa fôsseis os maltratados» (v.3). O verbo “lembrar” não envolve somente um ato mental, mas uma atitude de ir ao encontro daquele que precisa. “Lembrar” é sinônimo de “visitar” (Sl 8.4). Visitar presos era uma pratica comum na vida igreja (Hb 10.34). Deus usará a visitação como um critério no julgamento final (Mt 25.42-43). Tiago diz que a “religião pura e sem mácula” envolve a visitação a órfãos e viúvas, em suas tribulações (Tg 1.27).

Quarto, devemos cultivar a pureza sexual. «Digno de honra entre todos seja o matrimônio, bem como o leito sem mácula; porque Deus julgará os impuros e adúlteros» (v.4). Três lições importantes neste verso: (1) Todo cristão deve considerar o casamento como algo precioso. O casamento é uma invenção divina para a nossa felicidade. Simon Kistemaker diz: “O casamento é um tesouro que nós recebemos de Deus, que o instituiu”. (2) A maneira bíblica de valorizarmos o casamento é mantendo a santidade sexual. “Não adulterarás” é a ordem divina. (3) Deus julgará todos os impuros e adúlteros. O sexo ilícito será punido por Deus. Para a sociedade sem Deus, sexo é necessidade e diversão. Aos olhos de Deus, porém, o sexo fora do casamento é pecado. Impuros, adúlteros, efeminados e sodomitas não herdarão o reino de Deus. Todo pecado sexual é julgado por Deus

Quinto, devemos viver contentes. «Sexo, dinheiro e poder são os ídolos do mundo. A cobiça e a avareza por bens materiais pode levar uma pessoa a roubar e matar. Por isso devemos considerar o mandamento: Seja a vossa vida sem avareza. Contentai-vos com as coisas que tendes» (v.5). O contentamento com o que Deus tem nos dado é o remédio para a avareza. O fato da sua presença conosco nos dá a certeza de que ele suprirá todas as nossas necessidades. O amor ao dinheiro é a raiz de todos os males. Ame ao Senhor e não ao dinheiro.

O autor da carta se junta aos seus leitores numa declaração de fé: Assim, afirmemos confiantemente: O Senhor é o meu auxílio, não temerei; que me poderá fazer o homem?

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